Para quê comer carne? – parte 1

Você gosta de um churrasquinho? Picanha? Costela? Ótimo, mas você sabe o que acontece até a carne entrar na sua churrasqueira? E depois disso?

Antes de seguirmos, assista os primeiros 10 minutos do filme “A Carne é Fraca“. As outras 5 partes do filme estão mais abaixo.

Parte 1: (10 min.)

Confesso que nunca soube muito sobre o ciclo completo dos eventos até a carne chegar ao açougue e muito menos de sua extensão. Apenas segui o hábito de devorar animais simplesmente por ele estar arraigado na cultura local. Aceitei-o com pouco discernimento e segui-o como um sonâmbulo. Entretanto, há muitos anos diminuí muito minha dieta carnívora e acabei por me perguntar: por que como carne? Sem reposta a esta pergunta, a não ser o mero hábito ou a crença de que as proteínas só estão na carne (que caiu após breve pesquisa), achei que deveria parar. Neste momento, conheci pessoas que são vegetarianas há mais de dez anos, todas muito fortes, belas e saudáveis. Acaso? Depois, conheci mais vegetarianos, todos fortes e ativos trabalhadores. Há anos. Isso foi o que bastava: parei de comer animais.

E agora? Como me sinto? Posso afirmar, tranquilamente, que me sinto mais forte e disposto. Sim, a carne tira a disposição. Também posso afirmar que as pessoas tendem a considerar o vegetarianismo um hábito bom e saudável, mesmo sem saber porque e sem aderirem a ele. Por que será? Muito provavelmente seja porque todos sabemos o que mais nos convém.

Mas, não me contentei. Resolvi buscar mais informações sobre o tema e descobri que existem razões muito sérias para não comermos carne. Muito sérias mesmo. Por isso, resolvi compartilhar elas com todos. Neste primeiro momento vamos nos deter apenas a algumas informações sobre a produção de 250 milhões de toneladas anuais de carne (sim, esta é a quantidade) para saciar o apetite de parte da população humana e as consequências disso para nosso meio ambiente, para a humanidade e para os animais que entram como produto de consumo. Num texto que deixarei para depois vamos nos aprofundar em questões energéticas e espirituais sobre o tema.

Deixo aqui com todos a primeira parte do filme “A Carne é Fraca“, produzido pelo Instituto Nina Rosa. Eu fortemente recomendo que o assistam todo. Coragem. Assistam até o fim. A questão não é, em absoluto, convencê-los a não comer carne, mas sim informar. Muitas coisas seríssimas estão em jogo aqui, incluindo a preservação de nosso ecossistema e de nós mesmos. Este vídeo está dividido em seis partes e tem um tempo total de 53:50 minutos. No site do Instituto Nina Rosa, cujo endereço está abaixo, você pode comprar este filme em DVD.

Agora prepare um bom sanduíche vegano acompanhado de um suco centrifugado de frutas e … Bom filme!

Referências:

  1. http://www.institutoninarosa.org.br/
  2. http://www.institutoninarosa.org.br/defesa-animal/videos

A Carne é Fraca
Parte 1: (10 min.)

Parte 2: (10 min.)

Parte 3: (10 min.)

Parte 4: (10 min.)

Parte 5: (10 min.)

Parte 6: (3:50 min.)

Sobre Luciano Pillar

Brasileiro de Porto Alegre, RS. Segundo um leitor: "Capaz de despertar as pessoas através das letras, mesclando temáticas improváveis e fazendo-as chegar a conclusões maravilhosas". Veja aqui o que disseram outros leitores.
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13 respostas para Para quê comer carne? – parte 1

  1. Washington disse:

    Pura besteira. Animais comem uns aos outros, isso faz parte da natureza.
    E mais: por que os vegetarianos não se preocupam com o meio ambiente? Por que usam carro? Por que poluem o meio ambiente? Por que não são ativistas a respeito das sacolas de plástico? Perguntas sem resposta.

    E se carne faz mal, por que tantos anciãos vivem bem? E se deve ser evitada, por que precisam buscar alternativas pra poderem ter os mesmos nutrientes de alguém carnívoro?

    Perguntas pra sua reflexão.

  2. Cristina disse:

    Bom dia
    Respondendo a Washington
    Todo o ambiente está e vai estando contaminado, se nós todos não fizermos para ajudar. Todas as pessoas se fizessem uma coisa para ajudar este mundo estaria melhor e faria muita diferença.
    O problema é que muitos não pensam no dia de amanha quere ter tudo mesmo que nao esteja em boas condições, apenas serem grandes de coisas sem qualidade.

    Referente a vegetarianos eu não sou, mas tambem não sou grande critica deles. Apesar de se a carne está mais contaminada que os vegetais… ou se estão ao mesmo nivel nos dias de hoje.

    Falando num dos exemplos de usar o mesmo saco pode ser de pano sempre é mais higiénico. Usar ou tornar habito é como tudo. Eu por vezes uso outras esqueço e compro no hiper, mas evito. O melhor é sempre que ir as compras ter o saco a vista.

    Tudo isto e o que falei anteriormente é tudo uma questão de habitos e bem estar futuro.
    Andar mais a pena e nao ir de carro ao hiper do lado de lá da estrada… etc etc ( melhora-se a saude, poupa-se no gasóleo e economiza-se mais, não se chateia se nao houver lugar e ter de esperar…)vida mais simples saudavél e organizada.

    Todas as doenças que muitas vezes os médicos nao conseguem curar, todos os alimentos que sofrem enormes alterações , são bombas para nós. Os nosso organismo começa a ficar contaminado sem nós nos apercebermos por vezes já é tarde e os médicos após haver várias imensas mortes é que começam a perceber será que é da alimentação, ou foi da velhiçe…ou tinha doença cronica… Neste caso que os animais sofrem ( nós vamos sofrer e estamos a sofrer em silencio. as viroses alojam-se no nosso organismo até ao intestino( gravissimo).
    Cheguei a ver um documentário na tv da alemanha que nao usam medicamentos nos animais podem nao ter uma alimentação muito saudavel, mas plo menos estes compostos não os usam. O veterinário vai analisa-los e as pessoas é que vao a farmacia comprar os medicamentos.
    A saude está a ficar de rastos pareçe que anda tudo desiludido sem saber o que fazer apenas fazer o minimo e os outros que se lixem. Qualquer dia queres ser tratado e nao ha sitio onde te tratares.
    Eu tenho um lema que é quanto mais fizermos por este mundo melhor é para todos nós. Mas mais e melhor com qualidade. Não é a quantidade , mas sim qualidade que a vontade de todos irá fazer a diferença!

    Lutem por uma melhor qualidade de vida e um melhor futuro. Com toda a certeza! Tudo irá melhorar!

  3. Zélia disse:

    Olá!
    Um bom tempo da minha vida fui vegetariana. Voltei a comer carne quando estava com cinco meses de gravidez da minha filha por conselho médico. Há tempos estou querendo voltar a ser vegetariana. Conheço muitas pessoas que não comem carne. O avô paterno de minha filha não come carne há mais de 40 anos. Como conheço o “ciclo da carne” até chegar à nossa mesa não verei os filmes. Também porque tomei uma decisão, depois de receber emails e posts sobre a violência contra animais, não vejo mais. Não é falta de coragem, é só uma decisão, porque me sinto mal sendo parte “dessa humanidade”. Acredito que com um postura mais amorosa, responsável, humana e ecológica nós chegaríamos quase perto do HOMEM que viemos aqui para ser. Então estou esperando pela parte II.
    Um abraço

  4. 5150 disse:

    As pesquisas atestam: Carne faz bem! Carne faz mal! O ovo faz bem! O ovo faz mal! PQP… é desnecessário concordar com Karl Popper para perceber que essas “verdades científicas” são demasiadamente provisórias e, irritantemente, contraditórias! Mas, e a matança? Bem, o problema não é matar. Deus mata bons cães e rechonchudas mamães. Ele faz isso, ponto. Não é criminoso ou doentio, matar um boi para a festa de casamento da filha ou torcer um pescoço de galinha prá fazer canja para a vovó doente. Lamentável é a matança organizada, institucionalizada e EVITÁVEL. Algumas cenas do documentário nos lembram que a crueldade é ainda mais abjeta, quando cotidiana. Mas algumas mistificações depõem contra uma causa generosa. Sou vegetariano, mas não praticante, ainda. A omissão é um merda.

  5. Luciano Pillar disse:

    Caros amigos e leitores, agradeço a participação de todos.

    Neste texto não me dediquei a opinar nem a expandir o entendimento sobre a questão de comer ou não carne. A idéia foi apenas informar através do filme do Instituto Nina Rosa. No próximo texto deste blog, possivelmente daqui a duas semanas, entrarei em razões para não comer carne que vão além de nutrição ou hábitos.

    Por agora, apenas alguns pequenos comentários – ou críticas – sobre algumas questões expostas acima:
    - Animais comem uns aos outros, isso faz parte da natureza.
    —- Seres humanos não são animais, já que possuem livre arbítrio.
    —- Seres humanos já foram canibais. Seria aceitável esta conduta alimentar hoje em dia?

    - … me sinto mal sendo parte “dessa humanidade”. Acredito que … nós chegaríamos quase perto do HOMEM que viemos aqui para ser. Então estou esperando pela parte II.
    —- A parte II é que espera ser construída por nós através de nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações.

    - … os animais sofrem (nós vamos sofrer e estamos a sofrer em silencio. As viroses alojam-se no nosso organismo…).
    —- O sofrimento dos animais cria não apenas moléstias que fisicamente se instalam em nós, através de toxinas liberadas em seus corpos em momentos de pavor, por exemplo, mas também criam uma carga energética de sofrimento, dor e erros a serem reparados que nos afetam diretamente de forma mais intensa do que imaginamos. Esse tipo de energia é semelhante a que todos sentem quando uma pessoa “leve” e outra “pesada” entram no ambiente em que estamos.

    - … o problema não é matar. Deus mata bons cães e rechonchudas mamães. Ele faz isso, ponto.
    —- Pela intuição e várias leituras que, mais tarde, abordarei num futuro trabalho e aqui em TRINK, Deus não mata, mas o mundo distorcido que criamos a partir de nossas ações num passado remoto e ainda até hoje é que criou a morte física. Pela liberdade de ação e pensamento que nos foi concedida ousamos transgredir a Lei universal divina. Com isso criamos carmas e a necessidade de corrigirmos os atos errôneos. E, com o carma, a morte, para que não possamos sair deste nível enquanto não atingirmos o que se espera.

    Um grande abraço a todos.
    Luciano.

  6. 5150 disse:

    Eu disse:
    “Bem, o problema não é matar. Deus mata bons cães e rechonchudas mamães. Ele faz isso, ponto.”

    Deus? Que Deus? Ele mata? Blá, blá, blá… Explico: as 3 frases referidas não devem ser levadas ao pé da letra! O sentido foi, exclusivamente, o de evitar a demonização do ato de matar, pois “Ele” também mata. Por que? Pq ao descartarmos, desde já, os argumentos surrados, a discussão pode avançar. Ok?

  7. Fernando disse:

    Também acho que não faz sentido nos compararmos aos mais idosos… Estas pessoas passaram grande parte de suas existências terrenas comendo pouca ou nenhuma carne, pois esta era ainda muito mais cara do que possamos achar que esteja hoje!

    Menos carne, menos problemas de saúde SIM!

    A questão é que estamos ACOSTUMADOS a comer carne… E Deus sabe o quanto nos custa nos privarmos dela…

    Mas um dia EU paro de comer CARNE! (mas só a carne mesmo, ser vegano – pra mim – é radical demais!)

  8. idpol disse:

    Certo dia estavamos discutindo sobre a empresa. Opiniões dirversas – claro,rsss . Acordo ?, quase impossível… És que me surge um colega – era sua vez – “pela ordem”, expor sua opinião. Ele pede antes de expor sua idéia, contar uma história: – Era uma vez, uma reunião de ratos, discutindo como evitariam serem comidos pelo gato. Opiniões diversas… éis que surge um ratinho e diz: colocar um guiso (chucalho) no gato, assim ouviremos e nos esconderemos – foi aplaudido. Um “inteligente” ratinho perguntou: – quem vai colocar o guiso no gato ? Pois é… vejo essas e tantas discursões sobre preservar, comer não comer isso ou aquilo, mas na hora de plantar “batata”, niguém quer voltar. Ora… se partimos para essa de preservação, vamos virar presa do que preservamos. Diz adágio: quem não come, será comido. Estamos hoje, onde estamos foi porque devastamos para produzir. Para inverter o processo ou tê-lo “sustentável” teremos que controlar os “predadores” pois quanto mais tempo viverem, pior para o “sustentável” pois sobrecaregaremos os “ativos” que terão que trabalhar pelos “impossibilitados”. Fechando! é um caminho sem volta! Há… vegetal não geme, mas tem vida!

  9. Luciano Pillar disse:

    Caros amigos,
    O próximo post TRINK será a continuação deste e creio que alguns pontos que vocês colocaram aqui serão abordados nesse momento e, assim, abstenho-me de me expressar agora, ok?
    Mas, uma coisa me chama a atenção: este é um tema que atrai opiniões (além destas respostas, muitos me mandaram e-mail e outros expressaram-se pessoalmente) divergentes es e há bastante confusão entre o que se pensa e a forma de se justificar tais pensamentos.

    Grande abraço a todos.

  10. Fernando disse:

    DECIDI!

    HOJE, dia 27 de Maio de 2011, foi meu primeiro dia sem carne!

    A expectativa é reduzir minha ingestão de carne em 80%, pelo menos, daqui para frente!

    Fiz questão de registrar em um espaço público, onde pudesse me referir!

    Chegou o momento de avançar nas experiências, derrubar os “mitos” do “modo vegetariano de ser”!

    A expectativa não poderia ser melhor!

    O desafio não poderia ser MAIOR!

    Mas, acredito que não ficarei no prejuízo!

    …Sejam corajosos, meus amigos, deem esse importante passo também! …Verão que não é tão difícil quanto parece!

    …Hoje temos INFORMAÇÃO abundante, e possibilidades que eram inimagináveis, há 20 ou 30 anos!

    No FUTURO, não haverá espaço para a HUMANIDADE e para a BRUTALIDADE da dieta carnívora!

    A dieta vegetariana é uma tendência inevitável! …Chegará um dia que TODOS nos submeteremos a ela, de um jeito ou de outro!

    • Luciano Pillar disse:

      Parabéns Fernando!

      Você vai ver que não é tão difícil. Normalmente temos fome mais seguidamente sem carne e, com pouco tempo do novo hábito, já nos sentimos mais dispostos e fortes.

      Se você come arroz integral e feijão, já está bem encaminhado. Mas, claro, será necessário mais outros alimentos. Nada como uma pesquisa ou algum nutricionista para auxiliar. Parece que o grande problema, ou melhor, o único, é a falta da vitamina B12. Essa, dizem, só vem do reino animal. É a única e é necessário repô-la de alguma forma. Um exame periódico (anual?) de sangue para saber se ela está faltando é importante, caso ela não esteja sendo administrada de alguma forma. Quanto às proteínas, o maior mito da necessidade da carne, está cheio de vegetais que as possuem e você as terá nas mesmas quantidades com ou sem carne. Nos vegetais você encontrará proteínas de mais qualidade. Bom, isso é tudo o que sei. É pouco e não tenho interesse em saber muito mais, pois me alimento bem e tenho bons restaurantes vegetarianos e veganos, inclusive com produção própria sem agrotóxicos. Aqui em casa vamos nos aprimorar mais com cursos e receitas vegetarianas de livros. É isso.

      Fernando, você tem razão com o futuro vegetariano. Tocarei nesse assunto no próximo post. Uma civilização avançada olharia para nós, alimentarmente falando, da mesma forma como vemos antigos canibais. Espiritualmente falando, através de conhecimentos que há muito temos, é impossível prosseguirmos como carnívoros. Tocarei brevemente neste tema no próximo post também, mas saiba que esse é um assunto ainda distante da compreensão e aceitação da maioria das pessoas. Entretanto, essa situação está mudando rapidamente.

      Um grande abraço.
      Luciano

  11. Pingback: Para quê comer carne? – parte 2 | TRINK

  12. laides disse:

    Eu tenho pena dos animais, acho eles semelhante a nós humano, principalmente a carne é muito parecida a nossa, tenho nojo de carne!!

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