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	<title>TRINK</title>
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	<description>Tirando os Trincos Limitadores da Realidade</description>
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		<title>TRINK</title>
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		<title>Bons negócios são feitos por boas pessoas</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 13:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[honestidade]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Vendi um apartamento e comprei outro. Depois, me mudei. Venda, compra, contratos, escrituras, dinheiro e impostos. São os negócios, correto? Sim, mas muito antes disso, e como tudo na vida, a questão é uma só: pessoas!
Os negócios são tão confiáveis e seguros quanto as pessoas. Isso significa que os negócios podem ser ótimos para todos. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=661&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Vendi um apartamento e comprei outro. Depois, me mudei. Venda, compra, contratos, escrituras, dinheiro e impostos. São os negócios, correto? Sim, mas muito antes disso, e como tudo na vida, a questão é uma só: pessoas!</p>
<p><strong>Os negócios são tão confiáveis e seguros quanto as pessoas</strong>. Isso significa que os negócios podem ser ótimos para todos. É o que acontece quando pessoas maduras encontram-se para negociar. <strong>A maturidade nos faz cientes da importância dos outros e a não nos apegarmos às coisas materiais do mundo</strong>. Sendo assim, qualquer negociação já é muito tranquila para muitos de nós e, um dia, quando todos crescerem, ficará na história o tempo em que uns passavam a perna nos outros. Uma história que será de difícil compreensão para os verdadeiros adultos de amanhã.</p>
<p>Vamos a minha experiência real de negociação de um apartamento. E, como sempre, convido-os a pensar e aprender com ela.</p>
<p>Eu e a família olhamos vários apartamentos até chegar ao escolhido. A escolha recaiu no que sentimos quando entramos nele: leveza e bem-estar. E, é claro, tal sensação teve uma origem: a pessoa que nos recebeu em sua casa. <strong>Dona Nara, a proprietária, nos acolheu e nos mostrou sua casa de forma tão amável que imediatamente nos fez sentir  em casa</strong>. Depois disso, vieram os aspectos técnicos. Como o imóvel era bom, estava feita a escolha.</p>
<p>A próxima etapa foi a negociação. Falarei agora na primeira pessoa para descrever minhas próprias impressões. Neste momento conheci os outros proprietários, pois o apartamento era de dona Nara e de seus filhos, e a empresa que intermediou nosso negócio. Dos proprietários conheci especialmente a filha Alessandra, com quem realmente tratei do negócio. De imediato notei estar diante de uma pessoa e não apenas de alguém querendo negociar. Este é um importantíssimo passo no contato humano e que, pela força de hábitos do rápido mundo que supomos civilizado, costuma-se passar por cima. <strong>A Alessandra se mostrou humana e transparente o suficiente para que eu soubesse que estava diante de alguém com quem tudo seria tratado com honestidade</strong>. Esse é o verdadeiro negócio entre pessoas que não se escondem de si nem do outro, pois não há o que esconder.</p>
<p>Vamos agora à empresa que nos apresentou o imóvel e intermediou toda a negociação. Novamente fui um felizardo por ela ter sido a<strong> Imobiliária Morare </strong>(<a href="http://www.morare.com.br" target="_blank">www.morare.com.br</a>). A empresa existe para ter lucro com seus negócios, correto? Sim, mas bem antes disso, e muito mais correto ainda, é que <strong>a empresa é uma associação humana e, desta forma, uma extensão de nossa humanidade</strong>. É um conjunto de pessoas unidas na perseguição de um propósito. Então, de forma mais completa,<strong> a empresa existe para servir às pessoas realizando seu trabalho. O lucro financeiro é uma consequência</strong>. E a Morare desempenhou seu papel, com esta conotação, de forma impecável. Serviram-me, sempre, de uma forma eficiente e humana. Não me senti sozinho.</p>
<p>Mas <strong>uma empresa, de fato, são as pessoas que a compõem. Na Morare, aquela que realmente nos atendeu foi a Andrea</strong>. Novamente me sinto alguém de muita sorte mesmo, pois <strong>a Andrea é uma pessoa como a Alessandra. Humana, atenciosa, interessada em ajudar aos outros e competente em seu trabalho, ela assessorou-me impecavelmente nas questões do negócio e, melhor ainda, tornou-se uma amiga</strong>. Assim a vejo. Não falo isso sem um conhecimento mais embasado, pois, devido a umas pequenas complicações burocráticas (documentos que faltaram), o negócio demorou meses, apesar de eu ter me mudado antes de seu término. Assim, tive bastante tempo para conhecer estas pessoas.</p>
<p>Essa demora nos levou a várias situações, como a quebra de prazos contratuais e as previstas multas, a necessidade de dona Nara pagar o outro apartamento que ela comprara para morar e que dependia do dinheiro deste, entre outras. <strong>Todas estas situações, tratadas de ambas as partes por pessoas honestas, transparentes em suas posições e dispostas a ajudar o outro lado nos seus problemas, foram transpostas sem nenhuma dificuldade</strong>. Assim é a vida de pessoas maduras o suficiente para entenderem que os outros, e não as posses, são o que temos de mais importante nesta vida. E, consequentemente, assim são as negociações para elas.</p>
<p>Sendo assim, parece-me que influímos positivamente uns nos outros. Acrescentamos uns aos outros. Sentimentos de amor percorreram-nos. Amizades nasceram e bons exemplos pessoais somaram-se em nossas vidas. Isso é estar vivo cumprindo com os objetivos de nossa existência.</p>
<p>Então, amigos, esse é um negócio real. Como ele, tenho várias outras situações de minha vida e de conhecidos que mostram como <strong>nossa realidade está repleta de casos corretos e bem sucedidos de vida e de negócios. Normalmente são divulgados os casos problemáticos da vida</strong>. As desonestidades e crimes chegam aos nossos ouvidos e tendem a se tornar o espelho da realidade, mas, de fato, tais casos são apenas parte da realidade. Se fôssemos apenas maus, possivelmente já estaríamos extintos  há muito tempo.</p>
<p>Bom, entendido o fato de que a honestidade e os verdeiros e saudáveis relacionamentos humanos são reais e abundam entre nós, tentemos entender o outro lado.</p>
<p>Vamos a um dos princípios para tudo que é a visão do universo a partir de nós mesmos. Pense em você mesmo. <strong>Você é o grande personagem de sua vida</strong>. Possivelmente o maior e mais importante. Você pensa em você e se ocupa de si mesmo. Você é a razão de suas atitudes e ações. Você é o que existe e tem as suas necessidades. Você é o que precisa sobreviver e ter sua importância. Você necessita ser querido e amado. E ser importante para os outros. Você que está lendo isso, a mente que está funcionando e aquele a quem você chama de &#8220;eu&#8221;, é o centro do universo. E o que é você? Uma pessoa.</p>
<p>Olhe agora ao seu redor. O que você vê? Aquele a quem você chama de &#8220;eu&#8221;, com certeza, vê outras pessoas. A mente, que foi treinada nessa sociedade, talvez possa se confundir um pouco e ver os objetos do mundo e seus valores atribuídos pela sociedade. Mas, no seu entorno, existem outras pessoas. Seriam elas importantes? Pense egoistamente para começar a responder a esta questão. Você gostaria que elas soubessem de sua própria importância? Que gostassem de você e se importassem com sua vida? Que o ajudassem nas suas próprias necessidades? Que cuidassem de você? Que lhe dessem afeto e compreensão? Que lhe amassem?</p>
<p>Pense um pouco mais. <strong>Você já esteve sozinho alguma vez na vida? Digo sozinho mesmo, fisicamente e por bastante tempo. Meses ou anos em isolamento, sem estar com ninguém</strong>. Faltou-lhe esta experiência? Você consegue imaginá-la? Suportaria essa situação? Ninguém para compartilhar. Ninguém para culpar. Ninguém para amar. Mas, e se você ficasse isolado por alguns anos com tudo o que quisesse. Piscina, carro, roupas, home theater e até  livros, telefone e Internet. Você até poderia falar e ver as pessoas, mas nunca teria sua presença real. Consegue imaginar como seria? Suportaria?</p>
<p>Onde quero chegar? Ao fato de que estamos aqui e não estamos sozinhos. Ao fato de que <strong>os outros que estão ao seu redor constituem a principal necessidade de sua própria vida</strong>. Ora, se os outros são minha maior necessidade, qual o sentido em não me dedicar a eles? Isso faz sentido para uma pessoa ainda egoísta e, para aquela que já ultrapassou esta fase de desenvolvimento, dedicar-se aos outros importa em si e não apenas pelas necessidades pessoais.</p>
<p>Então, o que temos mesmo somos a nós. E aos outros. Com a maturidade isso fica claro e, esta, depende de tempo de vida e de experiências úteis. Depende de vermos e de nos tornarmos conscientes. <strong>Os bebês esperam atendimento incondicional e imediato aos seus desejos</strong>. Choram para obtê-los. Quando crescem, entendem que o mundo não existe apenas para atender aos seus desejos. Quando crescem mais, entendem que <strong>existem outras pessoas</strong>. E, continuando o crescimento, percebem, gradativamente, que <strong>os outros têm necessidades</strong>, que as verdadeiras necessidades não são os desejos e as delícias dos prazeres do mundo físico e que os outros são vidas conjuntas consigo próprias num universo integrado. E a evolução continua ainda a partir daqui. No nosso mundo temos hoje diversas pessoas em diferentes estágios. Muitos apesar da idade, ainda são bebês. E a maioria ainda está presa à fase de servidão e apego aos desejos sensoriais. E essa maioria define o sentimento preponderante em nossas diversas sociedades que incentiva em todos o apego ao material e ao desejo de prazer e de poder. Mas, enquanto isso, continuamos crescendo. É a lei e andamento único do universo.</p>
<p>Amigo, gostaria muito de dizer-lhe que <strong>é ótimo estar e negociar com outros quando nos importamos com eles</strong>. Isso é um fato real que já experimentei várias vezes. E conheço outros que também têm esta experiência. Isso é um fato e, contra fatos, argumentações são inócuas. Quando acontecem desonestidades, todos sentem-se mal. E todos perdem. <strong>A desonestidade é apenas uma distorção causada pale falta de maturidade</strong>. Ela é como a escuridão que, de fato, não existe, pois ela é apenas a falta de luz que, esta sim, existe.</p>
<p>Nosso negócio com o apartamento terminou de forma boa para todos. Foi um sucesso! Óbvio. Poderia ser de outra forma? <strong>Se ninguém faria nada para se beneficiar à custa de problemas ao outro, como poderia algo dar errado?</strong> Se algo fosse prejudicar o outro, cederíamos. Todas as necessárias solicitações eram feitas, de um lado ou do outro, ponderadas e aceitas, com poucas modificações. Todas as solicitações eram cumpridas conforme combinado. Todos os momentos em que alguém tinha que ceder, cedia-se. Surgiu a confiança e, com esta, a tranquilidade.</p>
<p>Com o tempo todos amadurecerão o suficiente para saberem da verdade que já está clara para muitos: <strong>na realidade é impossível fazer um benefício a si próprio em troca de um malefício a outros, pois estamos todos unidos</strong>.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Referências</strong></span>:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.morare.com.br" target="_blank">Imobiliária Morare</a></li>
</ul>
Posted in amor, comportamento, honestidade, negócios, sentimento, sociedade  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trink.wordpress.com/661/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trink.wordpress.com/661/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trink.wordpress.com/661/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trink.wordpress.com/661/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trink.wordpress.com/661/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trink.wordpress.com/661/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trink.wordpress.com/661/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trink.wordpress.com/661/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trink.wordpress.com/661/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trink.wordpress.com/661/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=661&subd=trink&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A feliz desistência de Marcos Duarte e a triste insistência de Lula</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 22:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[TV]]></category>
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		<category><![CDATA[reality show]]></category>
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		<description><![CDATA[
Marcos, grande, desiste da mentira.
Você já viu algum &#8220;reality show&#8221; na televisão? Já notou a importância que a vitória tem para seus participantes? Já reparou na conotação quase religiosa que a fama passou a ter? E no quanto estes programas a incentivam?  Competir e vencer sempre esteve profundamente enraizado dentro de nós. Assim como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=647&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-654" title="MarcosDuarte2" src="http://trink.files.wordpress.com/2009/11/marcosduarte2.jpg?w=450&#038;h=253" alt="MarcosDuarte2" width="450" height="253" /><br />
<span style="text-decoration:underline;"><strong>Marcos, grande, desiste da mentira.</strong></span></p>
<p>Você já viu algum &#8220;reality show&#8221; na televisão? Já notou a importância que a vitória tem para seus participantes? Já reparou na conotação quase religiosa que a fama passou a ter? E no quanto estes programas a incentivam?  Competir e vencer sempre esteve profundamente enraizado dentro de nós. Assim como nos chimpanzés. Ter sucesso e ser famoso também, assim como nos chimpanzés. Notei isso observando as pessoas e lendo o livro “Eu, Primata” (1) sobre o comportamento social dos grandes primatas.</p>
<p><strong>Não lhe parece que há algo errado em incentivarmos um comportamento presente até num animal?</strong> Não seria razoável supormos que dar um passo adiante em termos de evolução implique em afastar-se do mundo animal? Neste caso específico, ser famoso e enriquecer significa ser mais conhecido e rico do que os outros. Fama e riqueza só existem se nos compararmos uns com os outros. E a necessidade de ser mais do que o outro, sentimento já presente, evolutivamente falando, num chimpanzé, baseia-se em vaidade e insegurança pessoal. Ora, quem há que diga que a vaidade e a insegurança são boas? Quem se admite inseguro ou invejoso perante os outros? Logo, um programa televisivo que incentiva e ensina a necessidade de que alguém precise ser mais do que os outros (fama, riqueza) para ter uma identidade pessoal e sentir-se bem e feliz, está, de fato, <strong>empurrando a todos de volta à evolução já alcançada pelos chimpanzés. Você não acha isso ofensivo?</strong> Você não sente de que é algo além destes animais?</p>
<p>Por sorte, essa insistência na educação ao revés, ou em tentarmos negar a evolução e nos apegarmos a sentimentos e comportamentos de animais, não pode resistir à força da realidade, que é evolutiva. Vamos a um exemplo prático. No reality show Ídolos 2009 (<a href="http://www.idolos2009.com.br" target="_blank">www.idolos2009.com.br</a>) um dos participantes que estava indo bem nas finais, pois caiu no agrado do público votante, desistiu da fama. (Ironicamente, talvez com isso consiga até mais fama ainda por tornar-se um exemplo para todos aqueles que já estão, mesmo que inconscientemente, cansados desta necessidade de ascensão perante os outros.)</p>
<p><strong>Marcos Duarte o candidato desistente, tomou a palavra num momento não previsto durante uma eliminatória para anunciar que estava desistindo.</strong> Todos ficaram perplexos, a começar pelo apresentador que, visivelmente, nem sabia por onde prosseguir com o programa, já que age como um autômato bem treinado que segue à risca um script. Ele, assim como os jurados, o público expectador e os criadores do programa tornaram-se, todos, meros fantoches do programa que tenta dizer o que importa para todos nós. O pai do candidato desistente (acho que era o pai) ficou enlouquecido. Pela televisão notava-se seu desespero e desaprovação à decisão do filho. Parece que ele sim tinha um sonho que dependia da fama de seu filho. Quantos pais não são assim? Lembrei-me de Michael Jackson que, ao contrário deste candidato e para azar seu, era criança quando seu pai o dominou e era extremamente talentoso.<strong></strong></p>
<p><strong>Mas, como sempre, a realidade não se curva perante os nossos caprichos infantis </strong>e, para aqueles que cegamente tentam confrontá-la, as surpresas sempre aparecem.<br />
Veja o que foi publicado sobre este fato aqui (<a href="http://diversao.terra.com.br/idolos/interna/0,,OI4098596-EI14208,00-Cearense+Marcos+Duarte+pede+para+deixar+o+IDOLOS.html" target="_blank">http://diversao.terra.com.br/idolos/interna/0,,OI4098596-EI14208,00-Cearense+Marcos+Duarte+pede+para+deixar+o+IDOLOS.html</a>):<br />
<em>&#8220;Você tem certeza disso?&#8221;, perguntava repetidas vezes o apresentador, claramente desconcertado pela notícia bombástica. Ele ainda afirmou que tal coisa jamais havia ocorrido na história do programa, que também é produzido em outros países além do Brasil.<br />
&#8220;Eu estou desistindo da disputa&#8221;, declarou Marcos Duarte. &#8220;Para estar em cima do palco tem que estar com amor, tem que estar de corpo e alma. E eu não estou&#8221;, prosseguiu ele.</em></p>
<p>Nem todos se entregam a sonhos impostos pelos outros, mesmo que estes sejam poderosos.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-655" title="Lula" src="http://trink.files.wordpress.com/2009/11/lula.jpg?w=250&#038;h=372" alt="Lula" width="250" height="372" /></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Lula, pequeno, insiste da mentira.</strong></span></p>
<p>Mais um ensinamento evidenciado por Marcos Duarte refere-se à essência do processo democrático: a escolha dos governantes pelo povo através do voto.</p>
<p><strong>O mesmo povo que escolhe seus candidatos preferidos para um reality show é o que escolhe os comandantes do Brasil</strong>. A única diferença é que, no segundo caso, a votação é obrigatória e, por isso, todos são obrigados a se envolver. Mas, o povo é o mesmo e, assim, seus critérios. Difícil supor que o nível educacional e de consciência de grande parte da população brasileira permita que os critérios usados para tão diferentes decisões sejam distintos. Além disso, os fatos mostram que eles são os mesmos.</p>
<p>Sendo assim: em quem o povo vota? E por quê?</p>
<p>No caso do programa Ídolos 2009, vários cantores foram desclassificados pelo juri popular e um, nitidamente inferior a vários do que saíram, permaneceu. Este que é adorado pelo povo não canta muito bem, mas parece ser uma boa pessoa e a história de sua vida caiu na graça popular. Resultado: ele sempre recebeu muitos votos. Conclusão: <strong>os votantes não possuem discernimento suficiente para entender que, neste programa, está sendo escolhido o melhor cantor e não a pessoa que pareça, por alguma razão, mais simpática aos seus olhos</strong>.</p>
<p>Marcos Duarte tem uma história de vida e um carisma pessoal com o qual o povo se identificou. O povo, carente, pouco educado e também comprador do sonho da fama, tem as mesmas necessidades do pai do cantor que desesperou-se com sua desistência. Trata-se da necessidade de se sentir importante e que, se não puder se concretizar por por suas próprias realizações, que seja pelas daquele que é parecido consigo próprio.</p>
<p>Um dos jurados chegou a alertar o povo sobre essa questão, dizendo-lhe para <strong>votar no cantor e não na pessoa com a qual sinta afinidade pessoal. O próprio Marcos Duarte fez o mesmo chegando, inclusive, a declarar que já estava ficando constrangido por ver cantores melhores do que ele serem desclassificados e ele ter que permanecer</strong>.</p>
<p>Outro exemplo é o do presidente Lula. Um presidente de uma nação também pode ser eleito e re-eleito devido a identificação do povo para com ele. <strong>O povo, da mesma forma como demonstrou neste reality show, não tem educação suficiente para conhecer e interpretar a história profissional completa do candidato à presidência da república e para avaliar a sua competência em relação ao cargo que poderá ocupar</strong>. Nem imagina também as prioritárias necessidades do país. Tal <strong>decisão para a escolha de um presidente, assim como para outros cargos políticos, depende de educação e de equilíbrio emocional</strong>. Isso já sabemos há uns 2500 anos, no mínimo, desde a definição da democracia.</p>
<p>Assim, <strong>o povo escolhe aquele que lhe vende o que quer ver</strong>. O povo vota naquele que como criança o trata, dando-lhe um presentinho em troca da promessa de que alguém que o entende estará a seu lado lá nas grandes altitudes sociais.</p>
<p>Assim, o povo que escolheu Marcos Duarte como cantor é o mesmo que escolheu Lula como presidente. E <strong>Lula, o presidente, ao contrário de Marcos, o cantor, jamais, sob hipótese alguma, terá um comportamento à altura do que Marcos Duarte teve ao anunciar ao povo que, para a posição de melhor cantor, ele não era o mais qualificado entre os seus concorrentes</strong>.</p>
<p>Do ponto-de-vista da pirâmide social, Lula é importante e Marcos Duarte é um ninguém. Do ponto-de-vista da realidade, <strong>Marcos Duarte é uma pessoa que já tem uma boa evolução na humanidade atual</strong>. Ele já superou muito sua vaidade e ego que lhe aprisionam ao terreno e ao comportamento já bem dominado pelos chimpanzés. Ele já tem discernimento de que os sonhos impostos de fama não são seus e de que sua busca está relacionada à manifestação de sua arte através de um sentimento sincero de amor. Ele está, assim, bem adiantado nos objetivos atuais da humanidade no estágio em que esta se encontra.</p>
<p><strong>Lula já é uma pessoa bem mais atrasada</strong>. Veja bem, não estou dizendo que ele é mau, apenas mais atrasado. As crianças não são más, mas apenas ainda não cresceram o suficiente para aprenderem os hábitos da cultura na qual nasceram. Da mesma forma acontece com uma pessoa espiritual. <strong>Lula é uma pessoa que precisará trilhar ainda um longo caminho até atingir o ponto atual de Marcos Duarte, mas ele chegará lá</strong>. Lula está, no nível em que se encontra, totalmente escravizado por sua vaidade e ego. Ele tornou-se mais um refém do prazer do poder em si, incapacitado que ainda é de usar o poder para sua evolução e dos outros. Mas, para azar seu, como ele é muito capaz na retórica, no jogo político baseado em falsas e oportunas amizades (como os chimpanzés) e em se comunicar com o povo votante de forma a fazer com que este se identifique com ele, ele obteve poder no mundo dos homens que ainda é dominado pelos sentimentos comuns aos dos chimpanzés. Tal fato foi um infortúnio para ele, pois o colocou diante de um poder acima de sua capacidade de discernimento que, facilmente, lhe cegou. Sua evolução, possivelmente, parou por aqui.</p>
<p>Não é uma crítica ao presidente e nem o desejo de algum mal a ele, mas um exemplo do que quero dizer a todos: <strong>nossa evolução implica em irmos além daquilo que já está presente no mundo dos animais, como a necessidade de fama e ascensão social</strong>. Nossos valores e objetivos são maiores do que isso e, para quem já sabe sobre nossa real natureza, a fama perante os outros é um conceito inexistente.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-656" title="chimpanze" src="http://trink.files.wordpress.com/2009/11/chimpanze.jpg?w=240&#038;h=318" alt="chimpanze" width="240" height="318" /></p>
<p><strong>Referências</strong>:</p>
<ul>
<li> Livro “Eu, Primata”; Frans de Waal; Editora Companhia das Letras; 2005</li>
<li><a href="http://www.idolos2009.com.br" target="_blank"> http://www.idolos2009.com.br</a></li>
</ul>
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			<media:title type="html">Lula</media:title>
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		<title>A violência: sua natureza e seu antídoto</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 23:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
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		<description><![CDATA[Tuitar este post
A humanidade é criadora e vítima da violência. A questão é: estamos interessados em acabar com este tipo de manifestação? Se fizermos esta pergunta às pessoas, observaremos que a grande maioria declararia que sim. Apesar disso, vivemos num mundo furioso. Esta diferença entre as declarações da maioria e os fatos suscita algumas questões [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=637&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a class="wpGallery" href="http://twitter.com/home?status=TRINK publicou A violência: sua natureza e seu antídoto. Leia aqui http://trink.wordpress.com/2009/10/25/violencia-natureza-antidoto/" target="_blank">Tuitar este post</a><br />
A humanidade é criadora e vítima da violência. A questão é: estamos interessados em acabar com este tipo de manifestação? Se fizermos esta pergunta às pessoas, observaremos que a grande maioria declararia que sim. Apesar disso, vivemos num mundo furioso. Esta diferença entre as declarações da maioria e os fatos suscita algumas questões a pensar.</p>
<p>Para começar, cabe identificarmos as responsabilidades. <strong>De quem é a culpa de tanta violência?</strong> A primeira e interessante constatação é de que ninguém se julga culpado. Até mesmo os violentos alegam que, se fizeram algum ato desta natureza, foi por alguma razão externa que o justifica. <strong>O senso comum atribui a culpa da violência aos bandidos, especialmente os assaltantes e os traficantes</strong>.</p>
<p>Mas a realidade está longe de ser tão simples. Vamos estendê-la um pouco. O que podemos dizer dos fabricantes e traficantes lícitos da droga álcool? Consta nas notícias divulgadas que muita violência aconteceu por pessoas estarem embriagadas. E dos governantes que criam e comandam as guerras? E dos fabricantes de armas? Jorge Py Velloso, vice-presidente da Taurus, maior fabricante brasileira de armas, declarou o seguinte em notícia divulgada pela BBC (endereço indicado no fim deste texto): “As exportações da Taurus para os Estados Unidos devem crescer 35% este ano”. Para ele <strong>a violência é um negócio</strong> e, sem ela, teria que mudar de ramo. Da mesma forma terminaria o ganha pão dos policiais, das forças armadas, dos negócios que existem em torno da segurança, da indústria de dispositivos para segurança, de muitos fabricantes de jogos violentos (a maioria?), de grande parte da indústria cinematográfica e televisiva e de uma infinidade de outros serviços que só existem em função da segurança contra a violência. <strong>Uma grande quantidade de pessoas dedica o tempo de suas vidas em torno das consequências da violência</strong>. Nossa sociedade seria algo inimaginável, mesmo para um brilhante e criativo escritor de ficção, se não houvesse violência. É tão difícil conceber isso que acho que jamais foi feito de maneira satisfatória. Os próprios países estão no negócio, de corpo e alma. Veja só esta notícia divulgada na BBC: “<strong>o Brasil está entre os três maiores fornecedores de pistolas e revólveres para os Estados Unidos, com 25% daquele mercado</strong>. Os outros dois são Áustria e Alemanha”. Mais uma: “Apesar da crise financeira internacional, <strong>as exportações de armas leves fabricadas no Brasil cresceram 39%</strong> no acumulado de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, o Brasil vendeu o equivalente a US$ 236,8 milhões nos primeiros nove meses do ano. No mesmo período, as exportações brasileiras em geral caíram 26%.”. Será assim que vamos criar um mundo mais seguro?</p>
<p>Os negócios com a violência são mais uma garantia de sua continuidade. Não a maior. Nem perto da maior. <strong>Todos os negócios do mundo – eu disse todos, de todos os países &#8211; são coisa pequena perto da verdadeira razão da violência</strong>. Estes negócios são meras consequências da prévia existência da violência. Todos os negócios do mundo não passam de trilhões de dólares, pois os medimos em dinheiro, e essa quantia monetária é pequena, efêmera e pouco poderosa perto da razão da violência, que abordaremos no decorrer do texto. Por agora, para adiantar, pense nisso: <strong>“Crianças não brincam com armas e adultos não fabricam armas”</strong>.</p>
<p>Cabe pensar se nós iremos, um dia, viver num mundo pacífico. Caso afirmativo, como conseguiremos isso? Antes de tentar elucidar melhor estas questões, vamos observar um exemplo prático ocorrido no Brasil recentemente. Nada melhor do que os fatos.</p>
<p><strong>Uma forte manifestação de violência aconteceu no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro,sábado, que deixou cerca de 20 mortos. Alguns ônibus foram incendiados e até um helicóptero da polícia foi derrubado</strong>. Os ataques foram atribuídos aos traficantes na zona norte do Rio. Para resolver este problema, <strong>o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez as seguintes afirmações</strong>, conforme divulgado pela mídia:</p>
<ul>
<li>É preciso perseguir e encontrar quem praticou esse ato de violência;</li>
<li>Tudo que o governador (do Rio de Janeiro) precisar. Estaremos dispostos a fazer todo o sacrifício que for necessário para ver se a gente limpa a sujeira que essa gente impõe ao Brasil no mundo;</li>
<li>A cada dia temos a sensação de que é uma causa perdida, mas não vamos desanimar.</li>
</ul>
<p><strong>Afirmações óbvias para quem se diz contrário à violência e pretende agradar ao povo. Óbvio também é que elas são destituídas de qualquer capacidade de resolução prática do problema</strong> da violência e, provavelmente, nem sejam acompanhadas de sincera intenção. Mas parece que nosso bom presidente resolveu também prometer agir além de falar, pois foi divulgado pela mídia que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, disse ter recebido a promessa de um investimento de R$ 100 milhões para a área de segurança pública, que serão desembolsados pelo governo federal. O que todos sabemos é que o desembolso do governo resulta, de fato, em desembolso do povo. E todos sabemos também que esta violência que nosso dinheiro tentará estancar não vai acabar. Isso já aconteceu antes, tanto a causa como o remédio e o resultado. Mas, para alegria de muitos que trabalham no setor da segurança, nosso dinheiro será transferido para seus bolsos.</p>
<p><strong>O presidente Lula poderia, se quisesse e pudesse, aplicar as mesmas palavras ao seu próprio governo. Exatamente as mesmas</strong>. Pelo que consta no que tem sido publicamente divulgado há anos por todos os meios de comunicação, o governo está repleto de bandidos que agem impunemente sem o menor constrangimento. Este fato é grave, pois eles roubam o dinheiro de todos nós que pagamos para termos o país administrado e termos a nossa disposição os serviços necessários, incluindo a educação, a saúde e a segurança. Ficamos sem os serviços com a necessária qualidade e ainda somos humilhados pelos bandidos que desfrutam de nosso suado dinheiro, montam um bom patrimônio pessoal e ainda aparecem constantemente impunes na mídia. Uma consequência desta bandidagem é a revolta e a descrença que nasce na população. E, mais grave ainda, isso deseduca pelo exemplo. <strong>Os bandidos de colarinho ensinam assim, com seus fartos exemplos, que o crime compensa. Muita violência que vemos por aí resulta do aprendizado e dos valores obtidos através do próprio governo e do mercado</strong>, que ensina sobre a obtenção de valor pessoal através das posses e da fama.</p>
<p>E então <strong>presidente Lula, o senhor vai &#8220;fazer todo o sacrifício que for necessário para ver se a gente limpa a sujeira que essa gente impõe ao Brasil”?</strong> O senhor vai “perseguir e encontrar quem praticou esse ato de violência”? E puní-los? E dar o bom exemplo? <strong>Todos sabemos que não, pois isso não foi feito nem mesmo dentro de casa.</strong></p>
<p>Até aqui falamos sobre as manifestações da violência e não sobre sua essência. <strong>O que é a violência? De onde ela vem?</strong></p>
<p><strong>Pensemos</strong>. Os animais predadores transformam-se em assassinos para se alimentarem. Essa é a sua natureza que também vive em nós. Muitos animais também ficam agressivos, e até matam, devido a luta pelo poder em seus bandos. Os chimpanzés chegam a mentir. Sendo assim, <strong>quando somos violentos não somos melhores do que os animais</strong>. Curioso, não?</p>
<p>Mas os animais são o que são. Seu comportamento pouco ou nada muda com o passar do tempo. Tão pouco parece ser muito grande sua consciência sobre si mesmos e sobre o mundo em que vivem. Mas nós, diferentemente deles, temos uma consciência e uma capacidade de criação de novos comportamentos. Tal capacidade nos leva a mudarmos e evoluirmos com o tempo. É inevitável e não temos opção. Somos conscientes, inteligentes e não podemos fugir disso. Assim, no que se refere à violência, ao contrário dos animais não a usamos apenas para a caça, como qualquer carnívoro, ou para disputas pelo poder, como alguns deles. <strong>Nossa superioridade mental também nos permitiu experimentar a perversidade e a incrementar a crueldade</strong>. Por outro lado, <strong>nossa consciência nos fez ver mais além e almejar uma situação diferente</strong>.</p>
<p>Olhe a seu redor. Use de suas lembranças. Pense. Você conhece gente pacífica? Conhece pessoas que jamais fariam o mal a outros, muito menos atos violentos? Conhece gente boa que, deliberadamente, e muitas vezes com sacrifícios em suas próprias vidas, ajudam a muitos e por várias pessoas são muito queridas? Pois é, existem muitas pessoas boas que vivem distantes de atos violentos maiores. E existem muitas pessoas que não vivem mais pela vaidade e pela busca incessante de poder.</p>
<p>O que temos aqui então? <strong>Pessoas mais dependentes de comportamentos presentes nos animais e outras mais distantes disso. E qual seria a diferença entre os animais e nós? A evolução</strong>.</p>
<p>Observemos um pouco mais. Olhe a natureza. Olhe fotos do universo. Veja a organização das galáxias, a estrutura ordenada dos seres vivos a seu redor e a incrível organização de nossa anatomia. O universo não é um caos. A energia e a matéria que nele existem não ficaram desordenadas resultando numa confusão, mas, muito pelo contrário, ordenaram-se de forma muito além da compreensão e capacidades humana. Nós mesmos somos fruto de tal organização. Nosso corpo é uma criação acima do que poderíamos supor. O que dizer, então, de nosso cérebro. A conclusão óbvia é que o universo é dinâmico e tende a se organizar. Não só tende, mas, de fato, organiza-se. Ele segue leis. Periodicamente existem choques, explosões, reformulações da energia e matéria, mas sempre surgindo daí, como consequência, uma nova estrutura organizada e mais complexa. Da molécula do hidrogênio chegamos às macro-moléculas, às proteínas, ao DNA e à vida. A vida física organiza-se até formar o cérebro humano e este transcende, pela mente, o físico. Tudo isso não é crença religiosa ou mística. É simplesmente uma observação de fatos visíveis por todos nós.</p>
<p>Ora, <strong>nossa natureza é a mesma do universo</strong>, pois fazemos parte dele. Estamos nele. Somos um produto dele e <strong>fomos criados segundo suas leis</strong>. Nossa natureza é única e não temos opção alguma de ir contra ela, pois não existe o contra. O mundo não é realmente dual, mas único. E,<strong> nesse caminho evolutivo, adquirimos consciência. E ela segue, como tudo, evoluindo e aperfeiçoando-se. E esta consciência é que nos faz sentir mal com a violência</strong>. Um animal não sente o mal ou culpa ao matar. Ele mata e come sua vítima. E fim. Mas nós, que estamos um passo adiante na evolução e <strong>somos dotados de consciência</strong>, não somos assim. Ora, <strong>o que nos mostra esta nossa percepção quanto à violência?</strong> Responda você mesmo. Pense. Observe. Sinta. Ouça seus sentimentos e verá a resposta. <strong>A violência está na contramão da evolução!</strong></p>
<p>Então, se é assim, <strong>como combater a violência?</strong> Com as afirmações do presidente Lula, de usar de dinheiro para comprar armas, contratar e treinar mais policiais? Nos negócios multibilionários de produção e comercialização de armas? Se alguém é violento, eu ataco a violência agredindo-o e, quem sabe, matando-o? Se eu o agredir eu atacarei a ele e não a violência. Pelo contrário, nesta situação, eu mesmo me transformei em mais um habitáculo para a violência e tornei-me mais um a perpetuá-la. Tornei-me mais um a me afastar (temporariamente) do único rumo evolutivo do universo. Não me afastarei eternamente, pois não há esta opção num caminho único, mas sofrerei muito até ter que aprender e adquirir a consciência necessária para voltar atrás. Só isso. Então, amigos, <strong>violência não pode ser combatida com violência. Isso é um contra-senso total. Só podemos pará-la não a praticando.</strong> É como disse Jesus e Gandhi.</p>
<p>E no nosso mundo real, o que faremos? E na prática, quais as ações possíveis? Para começar, o que falei É o mundo real. A violência não pode ser atacada diretamente, pois ela é apenas um subproduto da falta de consciência. <strong>O que temos que combater é o atraso evolutivo e a ignorância. Se as pessoas evoluírem e amadurecerem, então, naturalmente, a violência cederá. </strong>Se as pessoas evoluírem então, um dia, nossos governantes também serão mais evoluídos. <strong>Se estamos falando em aumento de consciência, em crescimento e em evolução, é de educação que realmente estamos falando</strong>. Logo, para acabar com a violência, precisamos nos educar, no sentido mais completo e humano desta ação e não apenas na aquisição de conhecimento intelectual. A educação envolve não só o aspecto mental e intelectual, mas também o emocional e o espiritual. Precisamos entender e aceitar como é o ser humano e agir de acordo. Entre nossas características está nossa necessidade uns dos outros, de proximidade afetiva e de amor. E as pessoas precisam de exemplos corretos, especialmente as crianças. E, por falar nisso, que exemplos a população tem? E quem os dá a ela?</p>
<p><strong>A população tem recebido muitos exemplos do mercado econômico e do governo que a confunde e a estanca em seu crescimento.</strong> O governo brasileiro tem mostrado fartamente ao povo que roubar e ser desonesto é algo aceitável e não punível. O mundo do mercado em que vivemos, onde até a educação e a saúde são tratadas como commodities, usa de uma massacrante mídia comercial que, para vender produtos, cria nas pessoas absurdas ilusões sobre ser alguém importante ou feliz se tiver este ou aquele produto. E esta mídia usa de situações onde a violência também é um elemento que incentiva as vendas ou ela própria é vendida. Neste mercado encontramos até a fé mística como produto, pois abundam entre nós igrejas que, em nome de alguma divindade, são apenas mecanismos de extração de dinheiro das pessoas.</p>
<p>Tudo leva à educação. Educação e exemplos corretos. <strong>Para crescer e evoluir há que se educar. E entenda-se que a violência acaba com este crescimento pessoal que nos afasta do mundo animal. </strong>Atualmente existem muitas pessoas grandes o suficiente para não precisarem mais da violência, mas, a humanidade como um todo, ainda não atingiu este estágio. Nos países mais desenvolvidos ainda há leis e punição para inibir a violência. Leis que são cumpridas. Esse é um passo intermediário necessário enquanto evoluímos. É como tratamos uma criança em desenvolvimento, proibindo-a de fazer certas coisas até que ela atinja a maturidade suficiente para ser liberada. Enquanto isso: educação, educação e educação.</p>
<p><strong>Por que não investimos seriamente em educação no Brasil?</strong> Por que as escolas particulares ficaram tão caras e transformaram-se, antes de mais nada, em negócios com propagandas até nos ônibus que circulam nas cidades? Por que o ensino público, bem pago pelo cidadão em forma de impostos, transformou-se no que estamos vendo? Quem inventou estas regras? Quem se beneficia com elas? Quem ganha com a ignorância e a miséria do povo? Qual o perfil psicológico dos governantes e onde podemos ver os resultados de suas avaliações? Por que um professor, profissional da maior necessidade em qualquer sociedade, ganha tão pouca remuneração financeira enquanto um juiz o suficiente para enriquecer e muitos jogadores de futebol uma indecente fábula?</p>
<p><strong>Não há dúvida de que se quisermos resolver o problema da violência precisamos nos aprofundar mais em entender qual sua natureza e por onde a atacarmos. Suas raízes são mais profundas do que sugere nosso presidente.</strong></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Façamos um resumo</strong></span>:</p>
<ul>
<li> A diminuição da violência acontece com a evolução e o desenvolvimento dos indivíduos.</li>
<li>A evolução surge com a correta educação e sua prática na vida.</li>
<li>A educação depende de corretos exemplos, estudo, amor, vivências e tempo.</li>
</ul>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>E relembremos alguns conceitos</strong></span>:</p>
<ul>
<li> Quanto menos evoluída for uma pessoa, mais próxima ela estará do mundo animal.</li>
<li>No mundo animal a violência acontece sem culpas.</li>
<li>Os animais não conseguem mudar a si próprios para tornarem-se, através de sua vontade e consciência, diferentes do que são.</li>
<li>O ser humano tem consciência e vontade. Ele pode mudar e, de fato, o faz com o passar do tempo. Ele evolui.</li>
<li>Muitas pessoas já ultrapassaram a época da violência. Elas já deram um passo para mais longe dos animais.</li>
<li>Todas as pessoas estão também trilhando este caminho, pois não há outra opção, mas nem todas encontram-se no mesmo nível de desenvolvimento.</li>
<li>Tentar deter a violência com mais violência não funciona. Até podemos prender um bandido, mas ele continuará sendo bandido.</li>
<li>Enquanto a toda a humanidade não avançar, continuarão nascendo novos bandidos.</li>
</ul>
<p>Ou mudamos o caminho rumo ao crescimento pessoal de todos ou continuaremos vivendo como fugitivos de nossa própria violência. Simples assim.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Referências</strong></span>:</p>
<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091019_lula_rioataquesrg_fp.shtml" target="_blank"> http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091019_lula_rioataquesrg_fp.shtml</a><br />
Em 19/10/2009<br />
<a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091019_armasbrasil_fp.shtml" target="_blank">http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091019_armasbrasil_fp.shtml</a><br />
Em 19/10/2009</p>
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		<title>Um adeus ao tio Beto e uma lição de vida.</title>
		<link>http://trink.wordpress.com/2009/10/04/tio-beto/</link>
		<comments>http://trink.wordpress.com/2009/10/04/tio-beto/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 13:49:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[homenagem]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Tuitar este post
Hoje, dia 26 de setembro de 2009, faleceu meu tio Beto. Neste exato momento deve estar iniciando seu enterro. Ele, que sempre foi uma pessoa muito intensa, se foi. Mesmo os mais vivos, alegres e brincalhões vão-se para sempre. Digo isso porque assim era meu tio Beto. Enfim, todos vão. Um dia eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=629&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a class="wpGallery" href="http://twitter.com/home?status=TRINK publicou Adeus tio Beto e uma lição de vida. Leia aqui http://trink.wordpress.com/2009/10/04/tio-beto/" target="_blank">Tuitar este post</a><br />
Hoje, dia 26 de setembro de 2009, faleceu meu tio Beto. Neste exato momento deve estar iniciando seu enterro. Ele, que sempre foi uma pessoa muito intensa, se foi. Mesmo os mais vivos, alegres e brincalhões vão-se para sempre. Digo isso porque assim era meu tio Beto. Enfim, todos vão. Um dia eu irei. Você também morrerá. E todos os que hoje caminham neste mundo. Não demorará para toda a população ser substituída por novas pessoas. E depois, isso acontecerá novamente. E de novo e de novo e assim por diante até o dia em que ela se extinguirá. Não há nada que se possa fazer a respeito. A vida, pelo menos no formato físico tal e qual a conhecemos, terminará para todos.</p>
<p>Mas, <strong>antes da inevitável morte, estamos aqui num estado a que chamamos de vida. E estamos juntos</strong>. E o que somos nós? Por que sentimos tanto quando uma pessoa próxima parte? Quando penso nisso é o coração que me responde. Nos sentimentos parece residir a resposta sobre nossa natureza. O que percebo é que cada um que convive comigo passa, de alguma maneira, a viver em mim. Acredito que da mesma forma acontece com todos. <strong>Vivemos uns nos outros pelos sentimentos que transitam entre nós</strong>. Vivemos juntos, amigos. Vivemos unidos compartilhando de uma existência aqui neste mundo e nesta época.</p>
<p>Meu tio Beto não era perfeito. Ninguém é. Mas, sendo quem era, ele me causou uma grande impressão durante toda a minha infância, juventude e além. Para mim, em alguns sentidos,  ele foi um exemplo de vida. Ele era mais alegre e brincalhão do que eu. Muito mais. E era muito afetivo. Nas festas ou debates familiares ele e minha mãe se sobressaiam devido a seus espíritos inflamados e expansivos. Voz forte, usada profissionalmente como radialista e jornalista televisivo, opiniões que eram apresentadas de forma exaltada e o uso divertido e oportuno de palavrões faziam dele uma figura notória. Todas as crianças se encantavam porque este espírito era forte, mas imbuído  de uma natureza simples, direta e verdadeira, como as crianças. Duvido que haja alguém que possa contradizer o que aqui falei.</p>
<p>Tio Beto e minha tia Leonor, minha querida tia Nô, me deram um profundo e valioso exemplo: o do amor matrimonial e familiar. Estes tios foram as pessoas que me mostraram, mais do que ninguém, que <strong>um casal pode constituir um matrimônio amoroso por décadas</strong>. Através deles vi que é possível duas pessoas se encontrarem e se amarem por uma vida. Pelo que falava o tio, e com o perdão de minha possível indiscrição, era um amor completo. Não estou afirmando aqui que assim era realmente e em todos os momentos, mas apenas que foi isso o que eles me fizeram ver. A meus olhos, eles foram o exemplo maior, quase único, dos eternos namorados e amantes. Eu via neles a alegria por estarem juntos. Certa vez, depois de um já longo casamento, minha tia teve um problema de saúde e meu tio Beto me disse, com lágrimas sinceras em seus olhos: &#8220;o que vou fazer, esta mulher é minha vida!&#8221;. Ela é minha vida, disse-me. Ele falou tão profundamente que, este momento apenas, e nada mais, já bastou para me dar uma grande lição e ensinamento. Jamais me esquecerei. Este é <strong>o poder da verdade. O poder do amor. Esse tipo de coisa é que nos constrói e nos faz humanos</strong>. Este tipo de coisa é que nos dá a esperança necessária para prosseguir em nossa evolução, não importando os percalços pelos quais passamos. Obrigado tios.</p>
<p>Sobre a vida do tio Beto há muito mais a falar, mas me deterei apenas no já citado. Minha homenagem ao tio, e tema para consideração aqui, está baseada apenas no exemplo de amor entre um homem e uma mulher que meus tios proporcionaram.</p>
<p>Aproveitando este exemplo, proponho uma breve reflexão sobre o <strong>relacionamento amoroso de duas pessoas. Tal tipo de relação deve possibilitar a realização das forças sexuais, afetivas e espirituais</strong>. Deve, assim, conduzir à vivência do verdadeiro amor, o que é um maravilhoso e necessário caminho de evolução e complementação para ambos. O que me preocupa, ao ter me deparado com um exemplo vivo de relacionamento amoroso de quase uma vida inteira, é que<strong> isso é a exceção e não a regra. Tenho a impressão de que o comum é as pessoas terem uma atração sexual e, no máximo, erótica. A atração sexual é</strong> forte e criadora de vida, mas efêmera. <strong>A erótica é</strong> uma força que proporciona um vislumbre do amor ao apaixonado. Ela permite que nos importemos com o outro até mais do que conosco mesmo, mas ela também termina se não for um <strong>caminho para o verdadeiro amor</strong>. E, parece-me, muitos ficam por aí. Passam de parceiro em parceiro enquanto dura a atração erótica, mas jamais entregam-se ou buscam conhecer o outro o suficiente para o verdadeiro amor acontecer. <strong>O amor manifesta-se como um encontro espiritual</strong> e como uma conjunção. Pelo amor  o outro assume uma importância até maior do que a da própria pessoa. É necessário conhecer o outro como ele é para amá-lo. Não basta tê-lo como um modelo para resolvermos nossas próprias deficiências. <strong>O amor manifesta-se quando duas pessoas maduras e livres conseguem ver uma a outra profundamente</strong>. Um homem e uma mulher precisam, pelas suas naturezas, unirem-se com estas três forças para se desenvolverem adequadamente. O ser humano precisa, especialmente no relacionamento matrimonial, de amor e de  proximidade espiritual.</p>
<p>Consideração feita, através do bom exemplo de meus tios, fica um grande ensinamento e a saudade. O tio se foi. Seu corpo morreu e seu espírito mudou de estado, mas seu exemplo permanecerá vivo enquanto todos nós que o conhecemos vivermos. E continuará vivo também depois, quando a energia amorosa que recebemos através dele for passando para mais e mais pessoas. E assim somos nós, seres humanos. Estamos juntos e unidos porque temos em nós a energia cola a que chamamos de amor. Graças a Deus.</p>
<p>Querido e inesquecível tio Beto, vai com Deus. Vai com Deus! Continua tua trajetória. Estaremos sempre contigo, todos nós que te conhecemos e que te amamos.</p>
<p>Francisco Roberto, obrigado por ter conquistado minha tia Leonor e ter se tornado meu tio!</p>
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		<title>Roy Buchanan</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 21:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[blues]]></category>
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		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[iluminação]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje é o 70º aniversário de Roy Buchanan, talentoso músico norte-americano. Roy nasceu no dia 23 de setembro de 1939 e faleceu em 14 de agosto de 1988.  Roy compôs música e tocou guitarra elétrica tendo, inclusive, definido um estilo próprio...<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=575&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
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Hoje é o 70º aniversário de Roy Buchanan, talentoso músico norte-americano. Roy nasceu no dia 23 de setembro de 1939 e faleceu em 14 de agosto de 1988.  Roy compôs música e tocou guitarra elétrica tendo, inclusive, definido um estilo próprio que foi seguido por vários outros guitarristas.</p>
<p>Para ilustrar o texto que segue, aqui está uma pequena amostra de trechos de músicas do Roy da década de 70.</p>
<table border="1" bgcolor="#555555">
<tbody>
<tr>
<td><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://trink.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://trink.wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0x333333&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0xffffff&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0xcc6600&amp;soundFile=http%3A%2F%2Ftrink.files.wordpress.com%2F2009%2F09%2Ftrink090923-roy-buchanan-70s.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></td>
</tr>
<tr>
<td style="color:#ffffff;">Download (MP3 128k, 9.26 MB, 10:06 min.): <a href="http://trink.files.wordpress.com/2009/09/trink090923-roy-buchanan-70s.mp3">clique aqui</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img class="alignleft" title="Roy Buchanan" src="../files/2009/09/buchanan_roy.jpg" alt="Roy Buchanan 2" width="259" height="238" />Poucas palavras sobre um grande músico. Existem muitas pessoas que tocam música. Muitas que tocam muito bem e estudaram bastante para isso. Até mesmo virtuoses encontramos vários. Mas <strong>aqueles músicos que inventam, criam ou simplesmente enxergam a música que toca nos corações das pessoas e que, depois, serão executadas por uma legião de instrumentistas, já são mais raros</strong>. Existe um Beethoven, um Pixinguinha, os Beatles e outros artistas com esse algo mais. E vários instrumentistas que tocarão o que eles compuseram. Roy estava no primeiro grupo, apesar de jamais ter ficado famoso entre aqueles que não são músicos. <strong>De onde vem esta visão artística?</strong></p>
<p>Um amigo, estudante sobre a espiritualidade e ele próprio já com alguma evolução na área, disse-me que a arte eleva o ser humano e que o leva a transcender suas próprias capacidades. A música, como arte, leva o músico que a percebe a aproximar-se de algo além humano e de Deus. Mas o músico jamais poderá chegar lá, pois está preso no humano. Assim, <strong>seu dom é também um grande sofrimento</strong>.</p>
<p><img class="alignright" title="Roy Buchanan" src="../files/2009/09/p11225a7v7u.jpg" alt="Roy Buchanan 3" width="200" height="220" />Leroy Buchanan foi<strong> uma pessoa capaz de expressar muito sentimento através de seus improvisos na guitarra</strong>. Ele tocava blues e derivados e era bastante emotivo e, <strong>não raro, ia ao descontrole em suas execuções. Ele era exagerado</strong>. Muito amor, muita tristeza ou muita raiva era o que saía da sua guitarra. E sempre tocando com maestria. Já o vi tentar um improviso que começou não dando certo, o que lhe provocou muita fúria e, através dela, na marra, ele acabou tocando o que queria, ou o que saiu no momento. E ficou fantástico.</p>
<p>Para finalizar, <strong>Roy era o contrário de uma legião de pretendentes a fama que vemos por aí. E de muitos já famosos</strong>. Vejo muitos que, por vaidade e na ânsia de serem diferentes, de serem considerados &#8220;loucos&#8221; e únicos, fantasiam-se das mais variadas formas e tentam-se comportar como indivíduos diferentes da média. Suas composições, quando existem, tendem a ser medíocres e sem significado. Roy tentava ser normal. <strong>Vestia-se sempre como um senhor de respeito, inclusive em seus shows, para ser tido como uma pessoa comum</strong>. Mas, ao contrário dos anteriores, <strong>seu gênio musical não conseguia se esconder. Nem sua &#8220;loucura&#8221;</strong>. Não havia opção para ele.</p>
<p>Roy teve uma vida particular não badalada pelos meios de divulgação de massa. Parece que ele foi uma pessoa que teve dificuldades emocionais e vários problemas com álcool e drogas. E foram estes problemas que o levaram a ser detido pela polícia e assim, na cadeia, morreu no dia 14 de agosto de 1988. Até hoje há controvérsias sobre o que aconteceu. Dizem que foi suicídio.</p>
<p>Não vamos nos deter em sua biografia. Em caso de curiosidade, algumas estão disponíveis na Internet e seus endereços estão aqui no final deste artigo.</p>
<p>Meus mais profundos e sinceros respeitos à <strong>Roy Buchanan, que tanta arte nos mostrou e a tantos fez sentir a grandiosidade das emoções que nos fazem humanos</strong>. É isso o que fazem aqueles que possuem alguma iluminação e, não raro, pagam seu preço. Vai com Deus Roy!</p>
<p>Aqui estão dois presentinhos a todos, direto do YouTube.</p>
<p><strong>The Messiah Will Come Again</strong>.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://trink.wordpress.com/2009/09/23/roy-buchanan/"><img src="http://img.youtube.com/vi/On5372UztI0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong>Hey Joe,  de Jimi Hendrix</strong>.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://trink.wordpress.com/2009/09/23/roy-buchanan/"><img src="http://img.youtube.com/vi/FMcjPZgK9GM/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong>Biografias</strong>:</p>
<ul>
<li><a href="http://whiplash.net/bandas/roybuchanan.html" target="_blank">http://whiplash.net/bandas/roybuchanan.html</a></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roy_Buchanan" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Roy_Buchanan</a></li>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roy_Buchanan" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Roy_Buchanan</a></li>
</ul>
<p><strong>Os álbuns e as músicas no podcast MP3</strong>:</p>
<ul>
<li>1971 &#8211; Buch And The Snake Stretchers
<ul>
<li> Since You&#8217;ve Been Gone</li>
<li> The Messiah Will Come Again</li>
</ul>
</li>
<li>1973 &#8211; Second Album
<ul>
<li> After Hours</li>
</ul>
</li>
<li>1973 &#8211; That&#8217;s What I Am Here For
<ul>
<li>Rodney&#8217;s Song</li>
</ul>
</li>
<li>1975 &#8211; Live Stock
<ul>
<li>I&#8217;m A Ram</li>
</ul>
</li>
<li>1976 &#8211; A street called straight
<ul>
<li>Keep what you got</li>
<li>My friend Jeff</li>
</ul>
</li>
<li>1977 &#8211; Loading Zone
<ul>
<li>Done Your Daddy Dirty</li>
</ul>
</li>
<li>1978 &#8211; You&#8217;re Not Alone
<ul>
<li>Fly&#8230;Night Bird</li>
</ul>
</li>
</ul>
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		<title>Cães, ração e crenças</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 22:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
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		<description><![CDATA[Tuitar este post
O cão é um animal carnívoro. Isso não é uma opinião e nem algo que possa ser discutido. É simplesmente uma verdade contra a qual não temos poder algum. E mesmo entre as raças geneticamente modificadas, a presença dos dentes caninos, próprios dos animais carnívoros, permaneceu. Apesar disso, insistimos que a alimentação dos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=565&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a class="wpGallery" href="http://twitter.com/home?status=TRINK publicou Cães, Ração e Crenças. Leia aqui http://trink.wordpress.com/2009/09/12/caes-racao-crencas/" target="_blank">Tuitar este post</a></p>
<p>O cão é um animal carnívoro. Isso não é uma opinião e nem algo que possa ser discutido. É simplesmente uma verdade contra a qual não temos poder algum. E mesmo entre as raças geneticamente modificadas, a presença dos dentes caninos, próprios dos animais carnívoros, permaneceu. Apesar disso, insistimos que a alimentação dos cães domésticos deve ser baseada em ração.</p>
<p>Mas, e daí? Com tanta coisa importante acontecendo no mundo, por que deveríamos nos preocupar com isso? Por dois motivos: um dos cães e um nosso. E o nosso está relacionado a todos os desnecessários problemas que criamos para nós mesmos.</p>
<p>O problema dos cães, e de qualquer animal de estimação carnívoro, é que, <strong>apesar de a ração supostamente lhes fornecer todos os nutrientes necessários, ela não passa de um biscoito que nada tem a ver com carne crua e ossos</strong>, sua necessidade natural. Com o tempo, essa alimentação cria uma série de problemas de saúde ao animal e, consequentemente, às finanças de seu dono.</p>
<p>O nosso problema é que nós passamos a acreditar que a ração é o alimento natural destes animais. Em outras palavras, <strong>passamos a crer em algo que é falso</strong>. Como nossa capacidade de crer é muito poderosa &#8211; e define diretamente os valores de nossas vidas -  sofremos  toda sorte de consequências negativas ao acreditar no falso. Isso é seríssimo e é uma das origens dos problemas que criamos. Infelizmente, pouca ou nenhuma consciência o cidadão comum tem disso e, para piorar, um forte sistema publicitário e doutrinário lhe é imposto para tirar proveito de sua falta de discernimento entre o real e o ilusório.</p>
<p>A crença e a imaginação, que andam de mãos dadas, são uma capacidade nossa possivelmente associada à consciência e à inteligência. Elas nos distinguem dos outros animais, são utilíssimas e grandes responsáveis pela nossa sobrevivência. Sem elas não teríamos construído uma civilização. Mas, elas são uma faca de dois gumes e nós <strong>podemos ser induzidos a acreditar em coisas que nos são prejudiciais. A moldagem das crenças é simples</strong>, pois elas são alimentadas por informações externas e por repetições dos padrões impostos pelo grupo social em que se vive.</p>
<p>Através da fé podemos assumir como verdadeiros os maiores absurdos. Vamos exemplificar sucintamente, pois esta lista é demasiadamente grande até para uma enciclopédia.</p>
<ul>
<li>Assim como cremos que os carnívoros devem comer ração, também achamos que refrigerantes, frituras, açúcar refinado e tantos outros alimentos artificiais fazem parte da dieta humana.</li>
<li>Muitos crêem que o sucesso medido em riquezas materiais e status social é o objetivo de suas vidas.</li>
<li>Cremos que as pessoas são exemplos e  modelos a serem seguidos só por serem famosas.</li>
<li>Cremos que pessoas com poder social, político ou econômico podem fazer qualquer coisa e isso está certo ou não se pode fazer nada a respeito.</li>
<li>Cremos que as regras sociais devem ser diferentes para pessoas de distintas classes sociais.</li>
<li><strong>Cremos que podemos comprar trabalho com dinheiro, como se o valor dele pudesse ser mensurado financeiramente</strong>. Isto requer uma explicação, pois tal falsidade está tão arraigada na sociedade que a visão da realidade já é praticamente impossível. O trabalho vale pelas úteis realizações que dele resultam, pela satisfação e amadurecimento pessoal e por unir as pessoas em torno de um propósito comum. Mas, todos passaram a valorizá-lo através de uma abstrata mensuração financeira. E ninguém mais se dá conta ou pensa no assunto. Assim é a fé cega. Uma consequência desta crença é que muitos trabalham pelo dinheiro, ou até só por ele,  trocando suas preferências profissionais pessoais por profissões ou negócios mais rentáveis. Outra é que deixa-se de produzir o que não puder ser traduzido num negócio rentável. Outra é que passamos a comparar diferentes trabalhos e a fazê-lo de uma forma que beira a total estupidez. Como exemplo disso, consideramos normal que um juiz ganhe muitíssimo mais dinheiro, benefícios sociais e prestígio do que um educador de crianças. Cremos que o trabalho de um lixeiro é indigno e nada importante. <strong>Aceitamos a velha escravidão</strong> como uma maneira correta para nos organizarmos e distribuirmos a construção e o usufruto das coisas <strong>disfarçando-a através da pobreza financeira, das castas sociais e em outros formatos</strong>.</li>
<li>Cremos em religiões que possuem “a verdade”. Os cristãos acreditam que Jesus era filho de Deus. Os judeus acham isso um absurdo, pois como pode ser que o Deus único que não temos o direito e a capacidade de ver e cujo nome sequer podemos pronunciar possa ter um filho humano que veio viver entre nós? Blasfêmia. E ambas <strong>religiões possuem uma legião de seguidores que conhecem “a verdade” e, para isso, devem supor que os outros mentem</strong>. Algumas igrejas cristãs possuem um poderio político e econômico no mundo dos homens que nada tem a ver com o Jesus descrito nos evangelhos. Elas não obedecem ao próprio livro que dizem ser a base de sua doutrina no que se refere ao “dai a Cézar o que é de Cézar e a Deus o que é de Deus”. E existem tantas outras religiões. E tantas que já sucumbiram.<strong> Onde estão os adoradores de Júpiter?</strong> E aqueles que sacrificaram crianças para os deuses Incas?</li>
<li>Cremos que não existem leis do universo as quais estamos submetidos.</li>
<li>Cremos que somos livres. Não nos damos conta de que qualquer coisa que decidamos fazer está sempre dentro de um contexto das coisas possíveis a nós dentro deste universo. Não podemos parar de respirar. Não podemos não envelhecer e não morrer. <strong>Não podemos criar coisas que não existem</strong>, mas apenas reorganizar o que já existe na confecção de novas coisas. Não podemos deixar de ser quem somos. Não podemos não ser.</li>
<li>Cremos nos times de futebol para os quais torcemos a ponto de existirem vários pais que põem o símbolo de seu time nos anúncios de nascimento de seus filhos divulgados nos jornais.</li>
<li>Cremos que estaremos seguros se estivermos armados. Óbvia falsidade, mas quem sabe disso? Se assim fosse, hoje estaríamos vivendo em um mudo extremamente seguro, onde todos estariam protegidos da violência alheia.</li>
<li>Cremos que devemos tomar refrigerantes.</li>
<li>Cremos que podemos nos curar com remédios.</li>
</ul>
<p>Enfim, crenças não faltam, sejam elas relacionadas a verdades ou falsidades. Nossa grande dificuldade é que, costumeiramente, não diferenciamos uma da outra. E, para piorar, a crença nos deixa cegos a tudo o que esteja em desacordo com ela.</p>
<p><strong>Toda crença é defendida com razões supostamente lógicas ou corretas</strong>. E toda crença tem uma origem, geralmente o interesse de quem a impõe. Voltemos ao exemplo da alimentação que damos aos nossos cães domésticos. Para o fato de alimentarmos um carnívoro com ração temos como uma comum explicação a idéia de que o cão alimentado com ração produz fezes duras que podem ser facilmente recolhidas em sacos plásticos na rua. Mas, será? Na verdade as fezes de um cão que se alimenta de carnes e restos de comida variadas não difere muito daquela produzida pela ração. Nada que faça tanta diferença assim ao ser recolhida. Outra explicação é o custo inferior da ração. Isso também não é exatamente verdade. Vi uma ração por R$ 22,00 o quilo numa pet shop (loja com produtos para animais domésticos). Essa ração é caríssima. Existem mais baratas, é claro, mas também temos carnes menos nobres e com ossos a venda em mercados. Misturando carnes ruins com restos de comida podemos alimentar bem um cão com, possivelmente, menos custos do que com pura ração. Além disso, um cachorro que coma mais carne do que outras coisas é mais saudável. Disto concluímos que esta crença tem fundamentos discutíveis. Outras crenças também.</p>
<p>Continuando com este exemplo, vejamos algumas consequências imediatas deste tipo de alimentação que damos aos nossos estimados animais. <strong>Com o tempo, a alimentação não natural leva a doenças</strong> como a hipertensão, os problemas cardíacos, a obesidade e os derrames cerebrais, entre outros. Não por acaso, tais doenças são comuns entre os humanos. E menos acaso ainda é que é caro tratá-las e impossível curá-las sem drásticas mudanças de crenças e hábitos. Como se não bastasse, muitos crêem que eles fazem parte da família humana e como tal são tratados. Muitos até levam seus animais de estimação para dormir em suas camas. E as pulgas vão junto. Oportunamente surge daí um bizarro mercado com roupas, mobília, tratamentos psicoterápicos e outras coisas disponíveis para eles. É claro que tais crenças impostas às pessoas custam bem caro para suas finanças. Sorte do riquíssimo mercado que criamos com isso. Ah, teremos chegado aqui na origem de algumas falsas crenças sobre as necessidades de nossos bichinhos?</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Obviedade primeira</span>: existe um mercado multi-bilionário em torno dos animais de estimação alimentado com o dinheiro:</p>
<ul>
<li>da produção de ração;</li>
<li>da cura das doenças provocadas por estes alimentos artificiais;</li>
<li>da fabricação de medicações e vacinas;</li>
<li>do comércio de raças artificiais;</li>
<li>do adestramento;</li>
<li>de hotéis;</li>
<li>da fabricação de produtos de higiene;</li>
<li>da fabricação de roupas (sim, roupas, por mais ridículo que seja);</li>
<li>da fabricação de móveis (camas, armários, etc).</li>
</ul>
<p><span style="text-decoration:underline;">Obviedade segunda</span>: <strong>impomos a nós mesmos uma vida não natural</strong> bem mais prejudicial do que a que exigimos dos animais. Isso acontece devido ao uso mal intencionado de nossa capacidade de crer no que é falso. Nos entupimos de frituras, doces, hormônios e outras drogas. Ficamos sedentários. Nos obrigamos a um ritmo de vida com demasiado trabalho. Dormimos pouco. Criamos sociedades que valorizam as pessoas pela sua capacidade de acumular poder e riquezas. Nos submetemos a atrocidades como furar e cortar o corpo para nele pendurar adornos. Nos operamos para modificar as feições e puxar a pele para disfarçarmos a aparência da idade mais avançada. Respiramos fumaça. Ouvimos muito ruído. E a lista de coisas a que nos submetemos, bem maior do que a que impomos aos animais, quase não tem fim.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Obviedade terceira</span>: como natural consequência da segunda obviedade, <strong>ficamos muito doentes</strong>. Um sexto da população passa fome e o resto, inclusive aqueles que possuem muito mais do que o necessário para viver confortavelmente, costumam estar emocionalmente doentes. Enquanto somos martirizados pela alta incidência de estresse psíquico  e físico, de hipertensão e AVCs (acidente vascular cerebral), de ataques cardíacos, de obesidade, de câncer e uma vasta lista de outros problemas, enriquecemos a indústria farmacológica e o negócio da doença. <em>(Sim, <strong>o que chamamos de sistemas ou planos de saúde são, de fato, sistemas ou planos de doenças, pois apenas tratam das doenças já instaladas nas pessoas</strong>. Um sistema de saúde real seria um trabalho preventivo onde, através da educação, procurar-se-ia fazer as pessoas viverem de forma mais coerente com sua natureza.)</em></p>
<p>A forma não natural de tratar os animais e as doenças oriundas disso aplicam-se exatamente da mesma forma a nós mesmos. Possivelmente sejamos os bichos mais doentes do planeta. Não lembro de ter ouvido falar em algum animal selvagem obeso quando a presença de muita gordura não faz parte de sua natureza. Você consegue imaginar uma girafa bem gorda?</p>
<p>E o que nos falta? A visão da realidade e a intenção de vivermos segundo seus mandamentos.</p>
<p><strong>É necessário que tenhamos consciência do que é real e do que é fantasia</strong>. A realidade é dona de nossa natureza, de nossas necessidades, do universo onde estamos e de nossos verdadeiros objetivos de vida. <strong>Nós não temos a opção de não seguirmos a realidade e de estarmos bem</strong>. Pelo contrário, se insistirmos em ir contra ela, <strong>sucumbiremos e ela, sem tomar conhecimento da extinta humanidade,  continuará sua trajetória pela eternidade</strong>. Não temos a liberdade e nem o poder de confrontá-la, mas, apenas, a chance de nos curvarmos a ela e de seguirmos o inevitável caminho da natureza. A falsidade apenas nos mostra um mundo fictício que, com o tempo, será perigosamente visto como real.</p>
<p>Para resumir, cremos em falsidades com a mesma facilidade que em verdades. E criamos sociedades que, deliberadamente, induzem suas populações a crerem no irreal apenas para cumprirem seus papéis dentro de um sistema doente.</p>
<p>Precisamos chegar a completude da crença, da imaginação, da maturidade e da sabedoria. Junto virá, como consequência, a boa intenção e a justiça.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Vida de prazeres</title>
		<link>http://trink.wordpress.com/2009/08/16/vida-prazeres/</link>
		<comments>http://trink.wordpress.com/2009/08/16/vida-prazeres/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 20:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Como é bom sentir prazer! Não há nada como ele para nos sentirmos vivos. Nada como ele para sermos felizes. E como ser feliz é o nosso grande objetivo de vida, o que pode ser mais importante do que a busca do prazer? Vivemos para isso. Nós merecemos!
Apesar de esta ser uma afirmação bastante simplória [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=552&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Como é bom sentir prazer! Não há nada como ele para nos sentirmos vivos. Nada como ele para sermos felizes. E como ser feliz é o nosso grande objetivo de vida, o que pode ser mais importante do que a busca do prazer? Vivemos para isso. Nós merecemos!</p>
<p>Apesar de esta ser uma afirmação bastante simplória e facilmente questionável, vivemos num mundo onde muitos pensam assim, possivelmente por terem sido induzidos a isso.</p>
<p>Vejamos o exemplo da feliz vida de Euterpo conforme ele próprio me relatou.<br />
<em>&#8220;<strong>Não há nada melhor do que mulheres</strong>. Falando diretamente: gosto de transar com elas. Cada uma tem seu sabor, mas todas são deliciosas. O que aprendi é que a mulher ideal são todas e eu sempre me dediquei a conquistar as que me interessaram. E <strong>conquistar, para mim, é levar pra cama</strong>. Por mais que tenham me dito coisas sobre relacionamentos, nunca consegui ver neles nada que fosse melhor do que o sexo. E no sexo, nada melhor do que variar quando ele chega ao seu limite. Sou um cara simples e prático. Sei ouvir as mulheres, sei ser gentil, sei falar a elas o que elas precisam ouvir para fazer o que ambos queremos. E para vocês que acham que sou superficial, só tenho a dizer que <strong>sou assim há décadas e me sinto muito feliz</strong>. Já ouvi esta conversa sobre superficialidade muitas vezes e acho que os que me falaram isso são gente que não come ninguém &#8211; ou apenas sua esposa &#8211; e que adorariam estar na minha pele.</em></p>
<p><em>Para aqueles que querem mais algum conselho, eu o dou, e de graça. Se você não consegue sentir prazer mesmo tendo mulheres, então <strong>durma mais</strong>. Acredite, a simples falta de sono termina com todas as chances de se aproveitar a vida. Se o mal estar continuar, então <strong>tome algo. Hoje temos remédios que não acabam mais</strong>. Podemos acabar com as depressões e angústias com uns comprimidos. E fim! Ficamos bem, a indústria farmacêutica fica bem, os médicos ficam bem. Todos felizes. Não é uma maravilha? Mas, não exagere, pois as drogas têm contra-indicações. Não são como as mulheres que podem ser trocadas. As drogas não são assim. Elas entram em você e não saem daí com facilidade.</em></p>
<p><em>Para os que acham que as drogas podem ser ilícitas, lembrem-se de que pode haver problemas com a polícia. Assim, não recomendo este caminho, pois o que precisamos é de prazer e bem-estar e isso você não terá com a polícia. Se é para buscar <strong>métodos ilícitos, considere que um anestesista possui muito mais conhecimentos e muitíssimos mais recursos do que um traficante. Perto dele, este é um amador</strong>. Mas, repito, não perca tempo com problemas que irão acabar lhe afastando do prazer almejado. E para os que acham que o uso de drogas artificiais não é um caminho aceitável e não são preguiçosos, recomendo o <strong>uso de drogas naturais autoproduzidas. Bug jump, para-quedismo e velocidade</strong> são algumas formas de ajudá-lo a produzir adrenalina, endorfina e outras inas. Só recomendo que você não exagere. Não se vicie. <strong>É incrível a quantidade de viciados que perambulam por aí. Todos movidos por algum remédio ou fazendo coisas que lhes dê alguma emoção</strong>. Pegue leve com substâncias, naturais ou não. Com o tempo, elas lhe farão mal e não produzirão mais os efeitos desejados. Lembre-se: só exagere com as mulheres.</em></p>
<p><em>E quanto ao dinheiro, fonte de prazer para alguns, digo-lhes que sua única serventia é a de comprar coisas. Ele costuma dar muita dor de cabeça se for um fim em si. <strong>O dinheiro não está aqui para lhe servir, mas para aprisioná-lo, assim como as drogas</strong>. Logo, desgaste-se o mínimo com ele e use-o apenas para comprar o necessário. E lembre-se: a melhor coisa que se pode comprar com o dinheiro é, claro, mulheres.</em></p>
<p><em>Enfim, sigo esta receita simples há décadas e sinto-me cada vez melhor. Tantos anos de prazeres me fizeram muito bem e muito feliz. A cada dia que faço aquilo que me dá prazer imediato, minha vida vai se tornando mais e mais feliz&#8221;.<br />
</em><br />
Essa é uma história de vida totalmente plausível se seguirmos à risca os valores que nossa sociedade não cansa de nos pregar sobre as posses, a ascensão social e a consequente esplendorosa vida de prazeres. Mas se, de alguma forma, sentimos alguma estranheza nesta vida que ele nos descreveu, então onde está o erro da visão que a sociedade nos vende?</p>
<p>Antes de prosseguir e de me tomarem por um mentiro, eu confesso: menti. Jamais conheci este Euterpo. <strong>Nunca vi ninguém que tenha se dedicado aos prazeres como prioridade da vida e, com o tempo, tenha ficado cada vez melhor e mais feliz</strong>. Nunca ouvi falar de alguém assim através de outras pessoas. Nunca conheci um personagem de ficção que tenha atingido a felicidade através desse caminho. Nem na ficção, não é incrível? Pelo contrário, aqueles que tiveram tudo o que lhes desse prazer, incluindo o sexo, frustaram-se com o tempo. Eles acabaram adoecendo pelos excessos e, em casos mais extremos, morrendo. E todos, sem exceção, sentiram-se vazios.</p>
<p>Disto conclui-se, com relativa facilidade, que <strong>o ser humano tem necessidades superiores a da simples busca de prazer e felicidade</strong>. Precisamos nos sentir acompanhados de outras pessoas num nível pessoal e espiritual. Precisamos de amor. Obviamente o contato físico por si não é suficiente. Não somos apenas animais para buscarmos só isso. E podemos concluir também que a felicidade não é o objetivo final da vida humana. Ela é desejável, é claro, mas estamos aqui para algo mais do que perseguí-la. Precisamos crescer, evoluir e amadurecer. E, por nossa natureza, não há como fazermos isso sem nos unirmos pessoalmente com nossos semelhantes, pois não existimos integralmente de forma isolada.</p>
<p><strong>O prazer e a dor servem para fazer com que nos movimentemos e para nos ajudar a valorizar as coisas que experimentamos</strong>. O que provoca dor tenderá a ser evitado por nós durante a vida e o que nos dá prazer gerará efeito contrário. <strong>Não são fins em si, mas meios</strong>. Assim, vejamos o exemplo do sexo, talvez a maior fonte de prazer. <strong>O sexo nos dá prazer, mas ele não é um propósito final, como é muito enfatizado em nossa sociedade. Se assim fosse, bastaria fazermos muito sexo com diversas pessoas para nos sentirmos completos, realizados e felizes</strong>. Mas isso não é o que acontece. A realidade é que a relação sexual pode ser incrível e completa com poucas pessoas e um mero ato com muitas por que, de fato, o sexo é um recurso físico para uma ação muito além da corpórea. Através dele, nos unimos mais com outra pessoa, uma grande necessidade e busca de todos nós. Esta união é espiritual e é permeada pelo amor. O físico apenas a acompanha e, não por acaso, da união espiritual podemos abrir caminho para uma nova pessoa existir neste mundo.</p>
<p>Mas, estamos nos conduzindo erroneamente. Deveríamos enfatizar nosso propósito real de viver, aprender e amadurecer. Deveríamos tratar de nossa união espiritual uns com os outros e da prática do amor. Nesse processo, deveríamos colocar o prazer em seu correto papel, não como um fim em si. E, com esta perspectiva, conduzirmos e priorizarmos a educação. <strong>Amar, educar, alimentar e propiciar condições saudáveis a todos é o que devemos fazer</strong>.</p>
<p>Mas, um bilhão tem fome. Mas, fazemos armas. <strong>Crianças podem brincar com armas? Adultos fabricam armas?</strong></p>
<p>Entenda, invertemos a ordem das coisas e, assim, nos educamos numa direção errada. Nesse processo educacional, somos diariamente bombardeados com propagandas de todo tipo de produtos à venda que evocam o prazer. <strong>Propagandas usam da sexualidade indiscriminadamente, inclusive infantil</strong>. Sim, muitas delas, disfarçadamente, <strong>usam da pedofilia como recurso para vender</strong>. Estamos à mercê de <strong>um marketing que nos mente descaradamente</strong> atribuindo a idéia de bem-estar e de sermos melhores só por possuirmos algo que está à venda. <strong>Estamos deliberadamente nos prejudicando apenas para vendermos coisas a nós mesmos</strong>. Isso é de uma estupidez sem tamanho. Inúmeras dificuldades pessoais e sociais são criadas por nós mesmos, para nós mesmos, por que precisamos vender. Vender coisas, para obter dinheiro, transformou-se em nosso objetivo maior, tentando, inutilmente, passar à frente de viver e amadurecer através da oportunidade da vida. Bom, como isso é impossível, só iremos nos prejudicar. Resta saber se tal prejuízo será até um certo limite ou  até o fim.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Unindo Ciência, Espiritualidade e Universidade – parte 2</title>
		<link>http://trink.wordpress.com/2009/07/24/ciencia-espiritualidade-p2/</link>
		<comments>http://trink.wordpress.com/2009/07/24/ciencia-espiritualidade-p2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 02:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[ciências]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[telecinese]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigos, dando sequencia à parte 1 deste texto, que tratou mais sobre a ciência e está publicada aqui
http://trink.wordpress.com/2009/06/21/ciencia-espiritualidade-p1/ ,
vamos agora prosseguir com a segunda parte, focando mais na questão espiritual através da observação da natureza humana. Na próxima semana, a última parte também tratará da espiritualidade, mas, desta vez, à luz da evolução.
Nossa motivação inicial [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=541&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Amigos, dando sequencia à parte 1 deste texto, que tratou mais sobre a ciência e está publicada aqui<br />
<a href="http://trink.wordpress.com/2009/06/21/ciencia-espiritualidade-p1/" target="_blank">http://trink.wordpress.com/2009/06/21/ciencia-espiritualidade-p1/</a> ,<br />
vamos agora prosseguir com a segunda parte, focando mais na questão espiritual através da observação da natureza humana. Na próxima semana, a última parte também tratará da espiritualidade, mas, desta vez, à luz da evolução.</p>
<p><strong>Nossa motivação inicial foi a questão da inclusão da espiritualidade nas pesquisas e no ensino dentro da universidade</strong>. Como todos sabemos, a universidade sempre utilizou-se mais da ciência como método de pesquisa, inclusive nas áreas humanas. Porém, como a realidade supera o método científico que inventamos, resulta que, para melhor compreendê-la, torna-se necessário estendermos nossa visão sobre ela. E aí entra a espiritualidade.</p>
<p>Mas, afinal, do que trata a espiritualidade? A definição não é tão simples, mas podemos considerar que ela trata de manifestações não materiais que percebemos em nós e no mundo onde estamos inseridos. Entre nós, fenômenos como a premonição, a intuição, a telepatia, a telecinese, nossa mente, os sonhos, lembranças de uma vida que não é a nossa e coisas assim estão no reino da espiritualidade.</p>
<p>Para nosso propósito vamos apenas <strong>evitar a confusão entre espiritualidade e religiosidade</strong>. Não pensaremos aqui em mitos ou fantasias, mas em manifestações observáveis de fatos não materiais e (ainda) não explicáveis. Assim, vamos olhar para a espiritualidade de forma natural e não fantasiosa e tentar entender por que a razão e a ciência, desprovidas de um amadurecimento espiritual, prejudicam-nos e aniquilam com o verdadeiro processo de educar.</p>
<p>Vamos tentar identificar a nossa necessidade da espiritualidade observando a nós mesmos.</p>
<h2>O desequilíbrio humano.</h2>
<p><strong>Julgamos-nos evoluídos por termos inventado inúmeras coisas que nos auxiliam a viver melhor</strong>. Nossos conhecimentos científicos e filosóficos avançaram muito. Enfim, poderíamos estar vivendo muito bem. Mas não estamos! Se estivéssemos, não precisaríamos nos fazer algumas perguntas como o porquê de tanta fome e miséria no mundo. De fato, mais de um bilhão de pessoas não tem o que comer. E por que tantos suicídios? Por que tanta depressão, sentimentos de vidas vazias e solidão? Por que fabricamos tantas armas, investindo nisso uma fortuna financeira, enquanto um sexto da humanidade morre de fome e doenças na mais absoluta miséria? Por que usamos tantas drogas, lícitas ou não?</p>
<h2>Entendendo o desequilíbrio humano: o desrespeito à natureza humana.</h2>
<p><strong>Somos humanos. Sendo assim, devemos saber o que é ser um humano e viver como criaturas deste reino</strong>. Qualquer tentativa de infringir a nossa natureza e os objetivos da existência humana não será benéfica para nós. Além disso, considere que não temos esta opção. Aparentemente temos um livre arbítrio que nos permite viver da forma como escolhermos, pois, diferentemente dos animais,  não somos apenas presos aos instintos. Porém, atenção, isso é um engano. <strong>Assim como não podemos impedir nosso corpo físico de respirar, também não podemos evitar que esta parte de nós que nos diferencia dos animais siga sua natureza e seus propósitos</strong>. Então, repito, precisamos conhecer e aceitar nossa natureza humana e seguir o que lhe é natural. E, novamente repito e enfatizo: não temos opção! O não cumprimento disso é uma das duas principais causas do extremo desequilíbrio em que ainda se encontra a humanidade. A outra é a pouca evolução espiritual e emocional de grande parcela da população e o fato de que, dentre estes, estão muitos dos governantes da humanidade.</p>
<h2>A natureza humana.</h2>
<p>Em primeiro lugar, devemos entender que a visão cartesiana (de René Descartes) simplesmente não se aplica integralmente a nossa natureza (e nem a dos animais e vegetais). Somos algo mais do que a união de todas as partes físicas que nos compõem, ou seja, no nosso caso, o todo não pode ser compreendido exclusivamente através da análise de suas partes visíveis. Este algo que somos e que transcende uma máquina biológica não pode ser descartado de nossa existência, de nossos estudos e das regras sociais a que nos submetemos.</p>
<p>Mas, o que somos? Nosso corpo, apesar de complexíssimo, ainda parece ser um dispositivo que responde e se adapta a estímulos físico-químicos do meio onde está inserido. Mas, será que ele também não reage a um meio mais extenso do que o espaço tridimensional? E a mente? Como esta mente se conecta ao corpo? Seria possível que o corpo se forme e se molde para abrigar a mente?</p>
<p><strong>Uma das visões sobre nós</strong>, comum em várias filosofias e perceptível há milênios por pessoas mais sensíveis,<strong> nos diz que temos vários corpos e não apenas o físico</strong>. Pessoalmente não descarto isso, pois já vi algo que pode estar relacionado a estes outros corpos.<br />
Como exemplo, segundo a antroposofia de Rudolf Steiner (1861-1925), temos quatro corpos.</p>
<ol>
<li> O <strong>Corpo Físico</strong>, que temos em comum com o reino mineral, é o nosso corpo material que nos permite estar neste mundo.</li>
<li> O <strong>Corpo Etérico (ou vital)</strong>, que temos em comum com o reino vegetal, é o responsável pelas funções vitais que vemos se manifestarem no corpo físico, como o crescimento, a respiração e a reprodução. Este corpo encobre todo o corpo físico e apresenta-se, para aqueles que conseguem vê-lo, com o tamanho e a forma aproximados ao do corpo físico no ser humano e com tamanhos diferenciados do físico nos animais e, mais ainda, nos vegetais.</li>
<li> O <strong>Corpo Astral</strong>, que temos em comum com o reino animal, é o responsável por nossos sentidos, movimentos, emoções, paixões e desejos.  Este corpo encobre os corpos físico e etérico em sua totalidade, estendendo-se para além destes, e se apresenta no ser humano, para aqueles que conseguem vê-lo, com a forma de um ovo alongado e luminoso. Ele é a casa de nossa alma.</li>
<li> O <strong>Corpo do Eu Superior Espiritual</strong>, encontrado apenas no reino humano, é a nossa autoconsciência, a nossa identidade pessoal. Poderíamos dizer que este corpo somos nós mesmos, aquele a quem nos referimos quando dizemos “eu”. A tarefa do Eu Superior é desenvolver-se, trabalhando e aperfeiçoando os outros corpos. Assim, o Eu Superior deve conduzir cada pessoa, através de seu esforço, para além dos processos meramente orgânicos (corpo etérico) e dos sensoriais (corpo astral). As pessoas mais evoluídas deixam-se conduzir menos pelo corpo astral, o supremo comandante dos animais, e são mais espirituais.</li>
</ol>
<p><strong>Todos estes corpos foram vistos e identificados por diferentes pessoas em várias culturas e épocas</strong>. Rudolf Steiner afirma que o corpo físico desenvolve órgãos sensoriais para perceber o que necessita em nossas vidas corriqueiras e que podemos desenvolver mais sentidos, incluindo os que nos permitem  ver estes corpos, com treinamento adequado. Os espíritas reconhecem os médiuns como pessoas sensíveis a manifestações espirituais. As pessoas que tem olhos percebem a luz que não existe para os cegos. Da mesma forma, <strong>muito antes de nossa atual tecnologia, foram vistos e mapeados os nossos chacras, os meridianos e os seus inúmeros pontos energéticos.</strong> Há não muito tempo, nossa cultura ocidental simplesmente trataria com desdém os tratamentos de do-in ou acupuntura, que atuam sobre os pontos de nossos meridianos energéticos, mas, hoje em dia, por utilizarmos corriqueiramente destas técnicas terapêuticas, ficou evidente que tais pontos em nossos corpos realmente têm um impacto forte em nós. Mas,<strong> se estes locais não são terminações nervosas físicas, mas sim pontos de energia, do que estamos falando? Que tipo de energia é essa?</strong> Como duvidar se os efeitos são claros e comprovados? Sendo assim, como duvidar de que somos mais do que nossos corpos físicos? Podemos simplesmente negar a existência dos outros corpos? Para os que dizem que o cérebro físico é que gera todo o resto, ou nossa mente e individualidade, continua a questão do que é isto que o cérebro gera. Existe? Existe como? De que forma? Onde está nossa mente se não podemos vê-la, tocá-la ou medí-la? Como comprová-la cientificamente? O cérebro gera a mente ou ela é que molda o cérebro para habitá-lo e assim poder viver nesse mundo?</p>
<p>Com certeza há variações sobre o tema, mas todas mostram evidências do que todos nós sabemos: <strong>somos mais do que o corpo. Esse além físico é justamente o que chamamos de espiritual</strong>. Logo, nós todos temos, além da parte física, também a espiritual.</p>
<h2>A natureza do universo.</h2>
<p>Nós estamos no universo e, desta forma, somos feitos como ele. Nós somos, juntos com todo o resto, o universo. E este universo não é apenas físico e tridimensional, como já foi teorizado, equacionado e observado. Assim, nós mesmos não somos apenas tridimensionais, mas somos e existimos também em outras dimensões. Ora, se chamamos de espiritual aquela nossa parte não física e multidimensional, então o mesmo vale para o resto do universo que, de fato, não é isolado de nós e nem é outra coisa. Assim, o universo do qual fazemos parte abriga também, além de uma parte física, uma espiritual. Pierre Teilhard de Chardin, há 70 anos, concebeu uma hiperfísica que passaria e estudar o universo e seus fenômenos considerando não apenas sua parte física, mas também a espiritual.</p>
<h2>Conclusão.</h2>
<p><strong>Compartilhamos com os animais os aspectos físicos, biológicos e sensoriais de nossas vidas. Mas, além da capacidade deles, temos uma consciência e uma mente</strong> com capacidade criativa, artística e de modificar o mundo que a cerca, inclusive os nossos próprios hábitos de vida. E ainda, além da capacidade deles, conhecemos, de um lado, o amor e a compaixão e, de outro, a maldade e o ódio.</p>
<p><strong>Nós temos a capacidade de olhar para trás e vermos os animais. E de olhar para frente e vermos uma maior evolução do que a nossa</strong>. Ou seria razoável esperar que todo o universo existe apenas para que nós estejamos aqui naquilo que nós mesmos definimos como o topo evolutivo? Se assim fosse, qual seria o nosso propósito se não há mais para onde ir em termos de crescimento? Será que uma humanidade ainda tão injusta e com tantos atrasos seria o ápice da evolução? Essa possibilidade é tão pouco razoável que podemos tomá-la, com grande segurança, por falsa.</p>
<p><strong>Outra forma que qualquer um de nós dispõe de verificar que há um futuro evolutivo é a de observar as próprias pessoas que vivem entre nós</strong>. Com certeza, todos devem conhecer algumas que, mesmo que apenas intuitivamente, nota-se que estão mais adiantadas. Vejamos alguns exemplos de personalidades conhecidas por todos. Não há quem possa contradizer a verdade de que <strong>Jesus, Buda, Confúcio e Francisco de Assis, entre outros, eram mais evoluídos do que o normal das pessoas</strong>. E, não por acaso, eram bons e ricos em compaixão. Já dentro do palco político brasileiro, por exemplo, todos sabemos dar inúmeros exemplos de <strong>vários conhecidos ladrões que agem assim justamente por serem pessoas menos evoluídas e ainda mais próximas do reino anterior ao nosso, o dos animais</strong>. Por essa razão, como ainda estão muito presas ao comando do corpo astral e de seus impulsos pelos desejos e luta pelo poder, costumam tornar-se presas fáceis para tais estímulos. Por isso, e mais algumas deficiências de caráter, possuem uma moral suficientemente rudimentar capaz de lhes permitir roubar e prejudicar toda uma população sem culpa.</p>
<p><strong>Você consegue conceber Jesus ou Buda dedicando-se a roubar dos outros?</strong> Ou se esforçando para prejudicar as pessoas? Ou comprando um carro enorme apenas para mostrar superioridade em relação aos outros ou encobrir suas deficiências emocionais?</p>
<p>Você consegue ver em Adolf Hitler uma pessoa evoluída?</p>
<p><strong>Ora, se atrás temos o mundo animal, o que temos à frente?</strong> O que há além do físico, já que aí está a nossa superioridade evolutiva em relação aos animais? <strong>Eis nosso lado espiritual que nos diferencia dos animais e, assim, indica o caminho da evolução. Uma lógica bem simples.</strong></p>
<p>Logo, a educação deve incluir, necessariamente, a espiritualidade. Desde a educação infantil até o nível de PhD, a espiritualidade precisa estar sempre presente. De fato, a presença do espiritual, do afeto e do amor definem as diferenças entre educar e informar.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Referências</strong></span>:</p>
<p>René Descartes: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Descartes" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Descartes</a><br />
Pierre Teilhard de Chardin: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teilhard_de_Chardin" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Teilhard_de_Chardin</a><br />
Rudolf Steiner:<br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Steiner" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Steiner</a><br />
<a href="http://www.rsarchive.org/" target="_blank">http://www.rsarchive.org/</a><br />
<a href="http://www.rudolf-steiner.com/" target="_blank">http://www.rudolf-steiner.com/</a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Bibliografia</strong></span>:</p>
<ul>
<li> &#8220;O Fenômeno Humano&#8221;; 1938-1940; Teilhard de Chardin; Editora Cultrix; 1ª edição de 1990</li>
<li> &#8220;A Educação da Criança Segundo a Ciência Espiritual&#8221;; 1909; Rudolf Steiner; Editora Antroposófica; 1ª edição de 1990</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Despedida e agradecimento a Michael Jackson</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 02:35:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[artes]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Michael Jackson morreu. Você já ouviu falar dele? Aposto que sim. Ele foi e será um ídolo, aquele tipo de pessoa que se sobressai e escreve seu nome na história. Michael foi um artista talentoso e criativo. Sua capacidade de cantar e dançar, com a qualidade e a inventividade que o caracterizaram, esteve anos luz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=532&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-534" title="michael" src="http://trink.files.wordpress.com/2009/07/michael.jpg?w=100&#038;h=80" alt="michael" width="100" height="80" />Michael Jackson morreu. Você já ouviu falar dele? Aposto que sim. Ele foi e será um ídolo, aquele tipo de pessoa que se sobressai e escreve seu nome na história. Michael foi um artista talentoso e criativo. Sua capacidade de cantar e dançar, com a qualidade e a inventividade que o caracterizaram, esteve anos luz adiante de praticamente todos os mortais arteiros que andam por aí. Sem mais delongas, vamos direto ao assunto.</p>
<p><strong>A música e a arte de Michael Jackson é a própria encarnação de nosso mundo</strong>. O mundo material, das posses, do poder, do sexo, da noite, das sensações, dos prazeres, do capital, da competição. Michael foi genial na arte da repetitiva e massacrante vida terrena. Tudo pelo prazer momentâneo. Tudo pela aparência a qualquer custo químico, cirúrgico e financeiro. Remédios, bisturis, falsidades e prazeres para esquecer as amarguras do espírito. O resultado? Ele próprio foi, em pessoa, o resultado. Michael foi sincero neste ponto, pois realmente viveu, cantou e dançou este mundo. Ele foi a personificação simultânea de dois aspectos de nossa cultura rápida e consumista: sua exuberância criativa e sua dependência da mentira e da insanidade. Neste mundo doente, onde vemos as lindas Giseles super top modelos transformarem-se em milionários outdoors do que todos devem almejar, sem nada saberem sobre a vida real e sofrida da população, Michael, em seu embonecado e desfigurado corpo, mostrou a verdade. <strong>A verdade sobre uma civilização que vende mentiras, pois, quem se aventurar a comprar o que ela manda e se portar como ela requer, irá se transformar numa sofrida e desumanizada pessoa</strong>.<br />
<span style="color:#ff99cc;"><strong>TRINK</strong>: <em>estamos imersos numa cultura que espera algo não humano de nós. Ela se apresenta como uma traficante de felicidade em pílulas.</em></span><br />
<strong>Perguntas</strong>: <em>se Michael foi famosíssimo, riquíssimo, artistíssimo e outros íssimos que devemos almejar, não deveria ele ser o supra-sumo da felicidade?</em></p>
<p>Michael foi obrigado a trabalhar desde criança. Não teve a necessária vida infantil nem o insubstituível e acolhedor lar. Exploração infantil, moral deturpada, escravização pelo dinheiro, maldade e falta de amor definem seu pai, talvez outros familiares e muitos outros lixos humanos que dele se aproximaram apenas para sugá-lo com o propósito de conquistarem seus desejos de gente pequena.<br />
<span style="color:#ff99cc;"><strong>TRINK</strong>: <em>ser pai e ser mãe implica em se ter a capacidade de amar. E em amar. Implica em olhar para o filho e ajudá-lo a ser ele próprio, a ser humano, amável e feliz. Um filho não é propriedade dos pais e nem solução para seus problemas, inclusive financeiros. Ser filho de pais que não são assim é uma enorme e talvez fatal provação.</em></span><br />
<strong>Perguntas</strong>: <em>se não temos amor, amigos, família e humanidade, temos o quê? A genialidade, a fortuna e os prazeres substituem essas necessidades humanas?</em></p>
<p>Muitos críticos afirmam que Michael foi genial apenas em uma época e, depois, repetiu-se. Sim, é verdade, mas ter ido até onde ele foi na área artística é algo que a pessoa comum, ou quase a totalidade de nós, jamais poderá fazer, cada um em sua área de atuação, é claro.<br />
<span style="color:#ff99cc;"><strong>TRINK</strong>: <em>os artistas genuínos criam uma arte inesquecível apenas durante uma época de suas vidas. Depois, é comum eles tornarem-se meros intérpretes de si mesmos. Se existem exceções, elas são poucas.</em></span><br />
<strong>Perguntas</strong>: <em>de onde vem esta percepção artística que faz o artista criar coisas que todos se maravilham? Por que ela acontece apenas em alguns momentos? Isso até parece uma porta que permite uma visão estendida, mas que não permanece sempre aberta.</em></p>
<p>O que é certo é que Michael Jackson foi um artista. O que é certo é que ele fez uma arte que está escrita na história. O que não é garantido é a veracidade dos atos que lhe atribuem, como o da pedofilia. Acho que isso tudo cheira a mentira. Os pedófilos, segundo uma amiga psicóloga, têm outro perfil. São adultos e querem destruir e usurpar a infância. Eles não constroem parques para atraí-las, mas, pelo contrário, escondem-se no papel de pessoas comuns. Michael parecia mais alguém cheio de problemas e meio infantilizado do que um homem dissimulado à espreita de crianças inocentes. <strong>Os pedófilos se ocultam no estereótipo da pessoa séria e confiável, como o dos padres</strong>. Muitos que o conheceram disseram que ele era mais puro do que o comum das pessoas. Não me surpreenderia se alguém o tivesse chantageado após ter criado esse boato. Alguém deve ter roubado muito dinheiro dele com essa história.</p>
<p>Mas, nada sei além do fato de que ele foi um artista que ajudou a mostrar a verdadeira face de uma sociedade falsa. A face de <strong>um mundo onde muitos costurados e dopados andam por aí achando que estão bem</strong>. Ele cedeu sua arte e aparência para desmascarar esta sociedade que é uma mistura dele, de belíssimas top models e de crianças subnutridas logo antes da morte. <strong>Se Michael parece com algo monstruoso, é porque este algo pode remeter ao que nós somos</strong>, mas não temos coragem de apresentar abertamente. Se Michael atraiu tantos fãs, é porque ele mostrou algo falso que muitos não suportam mais e porque ele, apesar disso, era bom. Desta forma, ele apresentou uma esperança de que uma sociedade podre pode ter bons representantes e que, com o tempo, estes predominem e transformem toda a comunidade global em um ambiente saudável e verdadeiro.</p>
<p>Vai com Deus Michael Jackson. Tua música, tua imagem e teu sofrimento representam, de forma transparente, nosso mundo. <strong>Obrigado por nos desmascarar</strong>.</p>
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		<title>Unindo Ciência, Espiritualidade e Universidade &#8211; parte 1</title>
		<link>http://trink.wordpress.com/2009/06/21/ciencia-espiritualidade-p1/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 14:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciências]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Ciência e espiritualidade na universidade? Soa estranho. Há muito que a universidade tem sido um lugar para pesquisar e ensinar com os olhos da ciência, inclusive em áreas humanas. Mesmo em cursos como a de teologia, o foco é de uma visão histórica e social, sem o sentir e o envolver-se realmente com a vivência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&blog=3971837&post=518&subd=trink&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ciência e espiritualidade na universidade? Soa estranho. Há muito que a universidade tem sido um lugar para pesquisar e ensinar com os olhos da ciência, inclusive em áreas humanas. Mesmo em cursos como a de teologia, o foco é de uma visão histórica e social, sem o sentir e o envolver-se realmente com a vivência do fato espiritual. Quanto às questões espirituais, estas ficam à cargo das igrejas e afins. Esse é o arranjo normal, com nenhum ou pouco intercâmbio entre as partes.</p>
<p>Mas, parece que as coisas estão mudando, pois neste mês de junho, em Porto Alegre, aconteceu um seminário sobre Ciência e Espiritualidade na Universidade promovido pelo <strong>NIETE (Núcleo Interdisciplinar de Estudos Transdisciplinares sobre Espiritualidade)</strong> da <strong>UFRGS </strong>(Universidade Federal do Rio Grande do Sul). O NIETE reúne professores (muitos deles doutores) e colaboradores de diversas áreas do conhecimento que, juntos, estão pesquisando sobre a própria espiritualidade e acrescentando-a como novo requisito a ser considerado em outras pesquisas. Isso nos permite vislumbrar um futuro no qual o universo, finalmente, será considerado sob uma ótica mais completa e real, de acordo com sua natureza.</p>
<p>O que posso lhes dizer, como participante deste seminário, é que só vi gente séria e trabalhos concretos. E <strong>notei que as pessoas envolvidas nestas pesquisas, muitas delas professores das ciências exatas, são bastante entusiasmadas com o tema e, várias vezes, declararam ter amor pelo que fazem</strong>. Também vi emoção e alguns derramamentos de lágrimas nas justificativas dos trabalhos. Como profissional de informática que já participou de vários seminários desta área, posso dizer que, nesta última, não costumamos ver demonstrações afetivas e de nada que esteja além dos interesses em novas tecnologias e em negócios.</p>
<h2>Questões iniciais.</h2>
<p>Por que necessitamos de espiritualidade? A resposta a esta pergunta é tão óbvia quanto o porquê de precisarmos do ar e da água. O simples fato de nos questionarmos sobre a importância do espiritual e do porquê de tal tema ser parte integrante nas pesquisas universitárias já mostra nossa ignorância sobre nós mesmos e o conseqüente desdém com que tratamos algo que é parte nossa.</p>
<p>Por que necessitamos de ciência? Esta pergunta não causará estranheza a ninguém e será facilmente respondida por qualquer um, pois, há séculos, ela tem sido a soberana detentora da verdade e de nossa percepção da realidade. Somos devotos da ciência.</p>
<p>E <strong>por que nossa visão científica exclui a espiritualidade?</strong> Por que as questões espirituais são tomadas por crendices e só podem ser vivenciadas num contexto religioso? Por que tudo o que se refere a esta parte da realidade é tomada por céticos desinformados como assunto para tolos?</p>
<h2>Ciência.</h2>
<p>A civilização humana dos últimos séculos tem na ciência um importante cerne de seus valores. Isso acontece há uns 500 anos, quando passamos a moldar nossa percepção da realidade através de uma ótica descrita por alguns filósofos como Francis Bacon (1561-1626), Thomas Hobbes (1588-1679) e René Descartes (1596-1650).</p>
<p><strong>Para Francis Bacon, “Saber é poder”</strong>. A importância maior do saber é ser um meio para conquistar (entendendo e modificando) a natureza para nosso melhor viver e não apenas como um fim em si. Mas, para saber, precisamos dispor de um método e Bacon propôs um que consistia em estabelecer os graus da certeza, em determinar o alcance exato dos sentidos e rejeitar, na maior parte dos casos, o labor da mente. Para isto, ele propôs, também através de métodos, uma forma de regular a mente e o intelecto, pois estes tendem a se perder na sua capacidade de observação da realidade por estarem presos em conceitos vãos, idolatrias e nos usos do convívio cotidiano.</p>
<p><strong>Thomas Hobbes</strong> também acredita que <strong>o conhecimento deve ser adquirido por um raciocínio correto</strong> que consiste em partir da natureza e voltar a ela percorrendo um trajeto em que o real é reduzido a elementos simples para que, estes, possam ser usados numa dedução capaz de recompor as realidades completas. Trata-se da divisão da natureza em partes, um conceito tal e qual ainda aplica a ciência moderna.</p>
<p><strong>René Descartes </strong>instituiu a dúvida: só se pode dizer que existe aquilo que puder ser provado, sendo o ato de duvidar indubitável. Ele é o autor da famosa afirmação<strong> &#8220;Penso, logo existo&#8221;</strong> e definiu as bases do método científico a partir de quatro regras básicas:</p>
<ul>
<li> <strong>verificar </strong>se existem evidências reais e indubitáveis acerca do fenômeno ou coisa estudada;</li>
<li> <strong>analisar</strong>, ou seja, dividir ao máximo as coisas, em suas unidades mais simples e estudar essas coisas mais simples;</li>
<li> <strong>sintetizar</strong>, ou seja, agrupar novamente as unidades estudadas em um todo verdadeiro;</li>
<li> <strong>enumerar todas as conclusões e princípios utilizados</strong>, a fim de manter a ordem do pensamento.</li>
</ul>
<h2>A ciência e suas conseqüências.</h2>
<p>Estes métodos racionais para estudar e melhor usar a natureza foram utilíssimos em sua época e nas seguintes, tendo marcado o início do uso ordenado de nossa razão para desvendarmos os segredos mais íntimos do nosso mundo e criarmos, através de nossa vontade e intelecto, novas condições de vida para nós além do que nos foi oferecido pela natureza.</p>
<p>Dentre as conseqüências deste novo paradigma científico, além da crença de que as partes definem o todo, destaca-se <strong>o novo lugar da natureza como uma propriedade e direito nosso</strong>. O mundo deixou de ser reverenciado como algo divino e passou a ser visto como um sistema semelhante a uma máquina a ser subjugado e estendido para nosso próprio uso. Francis Bacon começa seu <em>Novum Organum</em>, no primeiro dos inúmeros “Aforismos sobre a Interpretação da Natureza e o Reino do Homem”, com <em><strong>“O Homem, ministro e intérprete da natureza&#8230;”</strong></em>.</p>
<p>Com esta nova perspectiva, passamos a crer mais em nós mesmos como sendo meio divinos e auto-suficientes. O antropocentrismo passou a ser a base a partir da qual passamos a julgar o resto do mundo vivo e não vivo. E como passamos a valorizar cada vez mais nosso lado puramente racional, as percepções não racionais da existência, como a nossa espiritualidade, foram colocadas num mesmo lugar comum que passou a ser visto com crescente preconceito em relação ao que passamos a julgar evoluído. Nessa nova cultura, enquanto nossa espiritualidade confundiu-se com as religiões e passou a servir apenas para aliviar nossas tensões e nos dar esperança, a ciência passou a definir a realidade, incluindo nossos processos decisórios, de julgamento e de postura perante à vida.</p>
<p>No lado negro do que fizemos com a ciência destaca-se que nos posicionamos mais como peças de um sistema do que como seres humanos únicos, sensíveis e importantes e, graças ao poder que ela nos deu (e que não foi acompanhado por tanta evolução moral), nós destruímos perigosamente nosso meio ambiente.</p>
<h2>A ciência e suas limitações.</h2>
<p>Com o tempo, a própria ciência, seguindo seus preceitos cartesianos, mostrou que o todo tem natureza diferente das partes que o compõem. Além disso, esta ciência nos levou a vislumbrar mundos muito além de nossa percepção sensorial. Ela nos mostrou, pela matemática, pela física subatômica, pela astronomia e por diversas outras fontes de estudo e observação, uma natureza multidimensional e interconectada do universo. Ela nos mostrou que nós somos, influímos e criamos a realidade também. Ela os mostrou que os pensamentos são energia criadora e fluem entre nós e o universo ao qual estamos inseridos e do qual fazemos parte. Assim, a própria ciência racionalista nos apresentou um universo de consistência físico-imaterial, demonstrou que nossos cinco sentidos físicos são insuficientes para observar a totalidade do que nos cerca e acabou por superar os próprios paradigmas que a definem. Curioso, não?</p>
<p>Num livro escrito entre os anos 1938 e 1940 chamado &#8220;O Fenômeno Humano&#8221;, Teilhard de Chardin (1881-1955) já falava de forma objetiva e clara sobre  a natureza físico-espiritual do universo e do homem. Segundo ele, <strong>a física só será completa quando incluir nela mesma o lado interno, ou espiritual, de tudo o que existe, pois tal é a natureza do universo</strong>. Ele chamou a esta necessária próxima física de hiperfísica.</p>
<p>E mais exemplos, estudos e autores não faltam para as mesmas constatações. Fatos!</p>
<h2>A desequilibrada vida da humanidade científica no início do século XXI.</h2>
<p>Tanto nossa imaturidade quanto a visão de nossa ciência levaram-nos, em nossas diversas sociedades,  a não estarmos bem.  A filosofia científica racional, que supõe que o todo pode ser dissecado para ser compreendido e dominado, arraigou-se a nós profundamente. Seguimos esse pensamento à risca como uma verdade incontestável até há pouco tempo. A natureza e nossos corpos, por exemplo, passaram a ser tratados como máquinas. E nós nos transformamos em engrenagens de um sistema industrial e econômico em que, se não atendermos bem as suas requisições, poderemos ser friamente substituídos. É claro que nossas mazelas não foram causadas apenas por esta orientação cartesiana, pois há muito mais tempo já temos problemas pessoais e sociais, mas, sem dúvida, esta forma de avaliar a nós e ao mundo acrescentou uma série de problemas psicológicos à população na medida em que afastou a todos de sua essência maior e do contato genuíno com o mundo que nos cerca.</p>
<p>Assim, há décadas, e de forma crescente, as pessoas estão mal. Emocionalmente mal e vendo pouco sentido em suas vidas. A humanidade está bastante enferma e os desequilíbrios, em todas as esferas, beiram o colapso total que, não havendo mudanças, certamente virá.</p>
<p>Por favor, para nosso bem, pense nas seguintes questões:</p>
<ul>
<li> Por que, afinal, tantos suicídios (muitos encobertos por questões de segurança), inclusive de jovens?
<ul>
<li> <strong>Se até crianças e adolescentes se matam em uma sociedade, não importa como a avaliemos, o fato é que ela está, inqüestionavelmente, falida</strong>.</li>
</ul>
</li>
<li> <strong>Por que remédios vendem tanto</strong>, especialmente anticoncepcionais, antidepressivos e analgésicos?</li>
<li> Por que tomamos tanto café, álcool e drogas?</li>
<li> Por que tantos morrem de câncer? Afinal, o que ou quem causa o câncer?
<ul>
<li> <strong>Na busca pela cura do câncer, por que os racionais médicos e pesquisadores</strong>, após tanto tempo e dinheiro gasto, <strong>não nos dizem</strong>, de uma vez por todas, que eles descobriram, através de seus métodos puramente físicos,<strong> a causa desta doença?</strong> Se eles não o conseguem fazer, conlui-se que, ou todos são inconcebivelmente incompetentes, ou seus métodos estão errados.<strong> Procuram no físico o que não é físico</strong>.</li>
</ul>
</li>
<li> Por que tantos problemas cardíacos?</li>
<li> Por que muitas coisas que servem como válvulas de escape, como a religião, não dão conta do recado e não reequilibram de vez as pessoas?</li>
<li> Por que tanta falta de esperança, justo num mundo onde já dispomos de uma tecnologia impressionante para nosso bem-estar, conforto e segurança?</li>
<li> <strong>Como podemos nos considerar evoluídos num mundo onde um bilhão de pessoas passam fome?</strong></li>
</ul>
<p>Não tenho dados, mas algo me diz que mais gente se mata hoje do que na idade média, apesar do conforto que a evolução científica trouxe para aqueles que podem se beneficiar dela. Esta opinião se baseia nos dias atuais, onde vemos jovens e crianças em uma país “desenvolvido” e tecnológico como o Japão se suicidarem deliberadamente e mendigos no Brasil não. A pressão externa, o estresse e o vazio existencial custam-nos mais do que a sujeira, as doenças e até mesmo a fome. Não esqueçam disso: <strong>vazio existencial. O vazio que esta cultura nos traz por nos encher de coisas e informações sem transformá-las em saber pela falta de algo (espiritual?). O vazio provocado pelos remédios anti-qualquer-coisa-que-nos-falta-ou-nos-incomoda que muitos tomam para suportar algo que já nem sabem mais o que é.</strong></p>
<p>Sei perfeitamente que muitas pessoas parecem estar bem, mas não a maioria. E a sociedade como um todo também está muito doente. Moribunda até. Por que isso? Quem sabe não possamos colaborar em desvendar tão importante mistério?</p>
<h2>O futuro da ciência.</h2>
<p>A ciência aumentou nossa compreensão racional sobre o universo, incluindo a nós mesmos, e nos permitiu criar coisas que aumentaram nossa capacidade de ação em quase todas as áreas de nossas vidas. Com a ciência criamos um novo mundo para nós. <strong>A ciência nos deu poder, mas não podemos culpá-la pelas mazelas que aconteceram com o uso deste poder, pois isso é culpa de nossa imaturidade e conseqüente má intenção.</strong></p>
<p>Sendo assim, <strong>o futuro da ciência depende de nós tratarmos de nosso futuro em termos de evolução pessoal. Precisamos amadurecer e nos tornar adultos</strong>. Antes disso, precisamos entender melhor o que é realmente ser adulto. Temos pressa, pois a situação já é crítica, já que existem muitas pessoas pouco evoluídas e com bastante poder em suas mãos, justo num mundo onde aqueles que ainda não se tornaram adultos fabricaram armas nucleares suficientes para destruir Júpiter.</p>
<p>Quanto a ciência em si, é necessário estendermos suas premissas cartesianas que se tornaram insuficientes para sustentar a realidade que ela própria nos mostrou. A ciência precisará se unir de alguma forma com o além físico (o espiritual?).</p>
<p>Se evoluirmos, creio que devemos continuar com a ciência. <strong>Não a ciência de hoje, mas uma mais efetiva e mais poderosa</strong>. Nossa ciência não é tanta para a idolatrarmos como costumamos fazer, mas apenas o início do que ela será. Não devemos nos subestimar, mas nos forçar a ir mais do que jamais fomos até agora. <strong>Mas, para isso, a ciência precisará ser mais abrangente, pois a realidade não se sujeita aos métodos cartesianos e hobbesianos</strong>. O próprio Francis Bacon, na definição de seus métodos de observação da natureza publicados em 1620 alerta: <em><strong>“A natureza supera em muito, em complexidade, os sentidos e o intelecto” </strong></em>(Novum Organum, livro 1, aforismo X).</p>
<p>Mas, esse acréscimo científico, além de nosso século é&#8230; pouco. Sim, pouco, pois <strong>a ciência é a parte menor de tudo. Nosso propósito é a evolução</strong>. Se cada um de nós não consegue melhorar sua moral, seu discernimento do importante, sua correção de conduta e sua capacidade de amar, então, o que significa o progresso científico?</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Próxima parte.</strong></span><br />
Na segunda e última parte deste texto sobre ciência e espiritualidade abordaremos, é claro, o lado espiritual e a situação humana. Aguarde!! Voltaremos na próxima semana.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Referências:</strong></span><br />
NIETE: <a href="http://www.ufrgs.br/niete/" target="_blank">http://www.ufrgs.br/niete/</a><br />
Francis Bacon: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Bacon_(fil%C3%B3sofo)" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Bacon_(filósofo)</a><br />
René Descartes: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Descartes" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Descartes</a><br />
Pierre Teilhard de Chardin: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teilhard_de_Chardin" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Teilhard_de_Chardin</a><br />
Thomas Hobbes: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Hobbes" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Hobbes</a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Bibliografia:</strong></span></p>
<ul>
<li> “Novum Organum”; 1620; Francis Bacon</li>
<li> &#8220;O Fenômeno Humano&#8221;; 1938-1940; Teilhard de Chardin; Editora Cultrix; 1ª edição de 1990</li>
</ul>
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