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	<description>Tirando os Trincos Limitadores da Realidade</description>
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		<title>Amores possíveis</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 19:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente fiquei muito tentado a assistir uma palestra intitulada &#8220;Os Amores Impossíveis&#8221;. Mas, quando chegou o dia, desisti. Chega de sofrimento! – pensei. Onde está o verdadeiro amor possível num casal? Onde estão aqueles que o encontraram? Onde estão os &#8230; <a href="http://trink.wordpress.com/2011/12/27/amores-possiveis/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1448&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente fiquei muito tentado a assistir uma palestra intitulada &#8220;Os Amores Impossíveis&#8221;. Mas, quando chegou o dia, desisti. Chega de sofrimento! – pensei. Onde está o verdadeiro amor possível num casal? Onde estão aqueles que o encontraram? Onde estão os que o viveram por muito tempo imersos na realidade cotidiana? Desisti de ver a palestra sobre os amores impossíveis, apesar de saber que ela poderia apontar alguns caminhos. Quero o amor possível!</p>
<p>Mas a vida, cheia de surpresas e misteriosos caminhos, poucos dias antes desta palestra já tinha me colocado de frente com o amor. Foi num sonho. Daqueles bem reais. Eu estive com uma bela mulher sentado em uma mesa de um bar. Nós e o amor. Nós, unos, e o tempo fora de nós, parado. O mundo mudou quando estivemos ali sentados, um diante do outro, olhos nos olhos. Amor real ou imaginário? Possível ou impossível? Ora, foi só um sonho. E dizem que eles não são reais. Será? Seja como for, eles costumam ir embora para não mais voltar e, este, me deixou só e com o coração partido. Mas, muito pior é não amar.</p>
<h1>Sonho de amor</h1>
<p><span style="color:#0000ff;"><em>Estávamos num bar sentados numa mesa, um diante do outro. Simplesmente juntos, profundamente juntos e felizes. E assim ficamos. Estávamos totalmente conectados através de nossos olhares, que atingiam o fundo de nossas almas. Ligados por linhas invisíveis de energia que nos interpenetravam e nos uniam, éramos completos. Nossas mãos se tocavam. Ao nosso redor, o tempo e o mundo estavam parados. Estávamos noutro nível de consciência e dimensão onde a razão não entra. Estávamos num mundo extremamente sutil, acessível apenas àqueles que se unem em amor. Nada mais, nada menos, como se isso pudesse fazer alguma diferença. Estávamos, antes de mais nada, felizes. Muito, mas muito felizes. E completos. Não precisávamos de mais nada que já não tivéssemos ali mesmo, naquele eterno e inesquecível momento que ficamos juntos. Quando saímos deste lugar notamos que não havia mais ninguém ali. Estivemos tão absortos na nossa união que não percebemos a movimentação do mundo que nos cercava. Depois, também saímos do bar e nos separamos. Veio a tristeza e a dor da solidão tão comum entre aqueles que se amam e se afastam. Mas já estávamos acima disso e sabíamos que somos completos em nós mesmos. Não é mais a ausência do outro, por sentirmos que falta algo em nós mesmos, que nos entristece, mas sim a falta do outro pelo amor que sentimos por ele e pela vontade de estar próximo. Sabíamos ambos, ainda ali naquele mundo onírico, que estaríamos apenas fisicamente longe um do outro. O amor é uma força, uma energia, uma existência independente que perdura e contagia. Amei mais ainda minha querida amada que ali estivera comigo. Hei de encontrá-la novamente. Hei de dar o amor que habita meu coração à ela. Hei de beijá-la e amá-la como ela merece!</em></span></p>
<p>Acordei com a lembrança do que vivi naquele sonho. E vivi muito. Antes de levantar, constatei que de nada adianta pensarmos no amor sem sentí-lo. E nem querermos estar com alguém apenas pelos laços históricos, familiares ou porque convém segundo nossos planos racionais se, antes, não acontece a manifestação deste amor. Na forma de uma oração falei com minha amada do sonho antes de me levantar e lhe disse: &#8220;Querida, não se preocupe. Eu irei encontrá-la no mundo dos humanos acordados. E não se esqueça: Eu te amo!!&#8221;. Levantei da cama feliz.</p>
<h1>O Amor divino desce à Terra</h1>
<p>O Amor é uma manifestação divina além da compreensão humana. É algo que existe sempre, dentro e fora de nós. De fato, não há lugar, tempo ou dimensão onde ele não esteja. O Amor é uma existência primordial do universo, um tipo de força que dá vida e une a tudo.</p>
<p>Uma vez que trazemos o Amor para nosso mundo humano tetradimensional nós o limitamos. Além disso, nossa mente mortal o molda de acordo com suas próprias intenções e desejos. Já de início, o Amor divino, limitado e remodelado para se tornar o amor humano, passa a ser diferenciado em amor familiar, em amizade, em amor pelo trabalho ou arte e, claro, entre homem e mulher (ou outras variações deste tema). Vamos nos concentrar apenas nessa última forma de amor, de acordo com a palestra e com o sonho que motivaram esta redação, e tentar mostrar o porquê de tanto desencontro e infelicidade a médio e longo prazo. Essa questão rende vários livros, mas vamos nos concentrar no essencial.</p>
<h1>A linha divisória entre o amor humano impossível e o possível</h1>
<p>Para vivermos um amor possível precisamos saber de algumas coisas. E não apenas conceitualmente.</p>
<p><strong>Somos seres espirituais</strong> que também tem uma vida no mundo físico. Sendo assim, o amor depende dos profundos laços que nos conectam espiritualmente ao outro. Não adianta esperar que a pura beleza física, a simpatia, a posição social ou o dinheiro da pessoa que elegemos “amar” sirvam para que esta escolha resulte no verdadeiro amor. O amor não vem das conveniências definidas por nossas limitadas mentes racionais. O amor parte do mundo espiritual. Quando olhei nos olhos daquela mulher com quem me encontrei no mundo dos sonhos eu vi o amor e a conexão. Já vi isso &#8211; poucas vezes – no mundo “real” e torço para que você saiba do que estou falando através de sua própria experiência.</p>
<p>O amor, num nível espiritual, permite que vejamos o outro e possamos auxiliá-lo em seu caminho de evolução. E o outro fará o mesmo por nós. É uma união evolutiva. É a lei deste universo em execução.</p>
<p><strong>Saber amar e ser amado</strong> é uma condição primordial. Infelizmente, muitos fracassam já neste quesito. Vivemos num mundo repleto de pessoas sequeladas em seu amadurecimento. Almas, mentes e emoções atrofiadas por prolongados erros pessoais e alheios são muito comuns em nosso mundo. Pessoas que não sabem amar e nem serem amadas não conseguem viver um amor verdadeiro.</p>
<p><strong>Ter vida sexual como parte da vida amorosa</strong>. O sexo é uma união sagrada entre as pessoas. É uma energia que conecta as pessoas tão sagrada que, através dela, abrem-se as portas para a vinda de outro ser humano ao mundo. O sexo é uma forma de unir que tem uma parte no mundo físico, mas vai muito além disso. E a união é também uma expressão, consequência e natureza do amor. O sexo, então, é parte do amor. Olhar o sexo como uma mera forma de prazer com origem carnal é uma visão extremamente pequena. Tal uso já é possível no reino animal e, se fizermos esse tipo de abordagem em relação aos relacionamentos sexuais, estaremos nos rebaixando a algo inferior ao nível evolutivo humano. Mesmo pensando apenas em prazer, se usarmos o sexo para a união amorosa teremos mais prazer ainda, apesar de, neste caso, nem ser este o objetivo final. Nunca devemos ter o mero prazer como objetivo final. O prazer de uma união amorosa supera em intensidade e duração o tão idolatrado orgasmo.</p>
<p>Outra coisa mais grave ainda que deve ser evitada é o uso da energia sexual para fins de dominação e política. Usar desta energia sagrada apenas visando ascensão social e financeira,  ou ainda o mero domínio de pessoas inferiores na escala social, é uma das grandes razões do estado de grande infelicidade e solidão das pessoas desta humanidade. Infelizmente, essa energia também é usada como forma de domínio e definição de hierarquias dentro de casamentos.</p>
<p>(os tipos de sexo:<a href="http://trink.wordpress.com/2010/11/05/sexo-satanico-oceanico-tantrico/" target="_blank"> veja aqui</a>)</p>
<p><strong>Saber ver o outro como ele é</strong> e não como esperamos ou precisamos que ele seja para suprir nossas necessidades. É muito comum que o outro seja transformado numa muleta usada para suprir as nossas carências. Tendemos a projetar no outro nossa própria visão, carregada com nossas dificuldades, sombras, desejos e culpas. Simplesmente uma transferência que, além de impedir a visão do outro e a possibilidade de ajudá-lo a crescer na sua própria vida, também nos impede de resolvermos nossas mazelas, já que as negamos. Isso não é amor e o fracasso desse tipo de associação é apenas uma questão de tempo. Esse tipo de problema atinge a esmagadora maioria dos casamentos. Trata-se de uma epidemia.</p>
<p><strong>Não desejar o outro</strong>. Desejamos algo que queremos “para nós”. A pessoa que amamos não deve ser um desejo nosso, pois ela não está no mundo para nos suprir. Ela é outra pessoa. É completa em si mesma, um espírito independente, em seu próprio caminho. Ela tem sua vida e deve ser amada pelo que ela é. Nào devemos e nem temos o direito de desejá-la para nós pelo que necessitamos. Como é bom amar uma pessoa por ser ela quem é, para vê-la crescer, desabrochar, caminhar, evoluir e ser feliz. Possivelmente ela ficará junto de quem a ama e, assim, não a “perderemos”. Mas, ela poderá ir-se fisicamente e, mesmo assim, devemos querer isso para ela, se esse for o caminho verdadeiro. Isso é amor. Podemos ter realmente um pássaro se o colocamos numa gaiola para nosso deleite? Podemos realmente “ter” alguma coisa? Temos apenas a ilusão de possuir algo. Não temos nem nosso corpo físico, que não foi feito por nós e será inevitavelmente tirado de nós numa data que não será decidida por nós. Nem nossos pensamentos são exatamente nossos.</p>
<p><strong>Não viver em função das expectativas e imposições alheias</strong>. O que a família espera que façamos? Somos obrigados a prestar contas aos seus padrões? E a sociedade, o que espera de nós? Devemos simplesmente cumprir os seus preceitos de amor e casamento adequados? Quantas pessoas se casam com alguém apenas porque “investiram” demasiado tempo no relacionamento e não querem desperdiçá-lo? E quantas usam esse critério para manter casamentos que não passam de prisões que as impedem de continuar crescendo na jornada de suas próprias vidas? Em nome de muitas desculpas, mas, de fato, por falta de visão ou coragem, mergulham numa perigosa desventura. No lado oposto, quantos há que se separam e casam novamente inúmeras vezes, como se fosse possível se encontrar vários amores para isso? Precisamos saber se esperamos encontrar em alguém o amor ou apenas alguns requisitos pré-definidos.</p>
<p><strong>Não tentar fazer do amor um fruto de nossos processos puramente mentais</strong>. Não sabemos de onde vem o amor entre duas pessoas, mas, certamente, não é do mundo de nossa mente. Precisamos estar atentos e abertos ao que é maior do que nosso mero pensamento. Como exemplo, retomo o meu sonho. Eu e aquela mulher nos olhávamos de uma forma que não pode ser decidida ou simulada mentalmente. O que ali existiu é o que é e não pode ser criado em bases racionais. Aquele tipo de olhar não acontece com qualquer um no dia-a-dia e não pode ser moldado pelas conveniências sociais. Aquele é um olhar entre almas! Uma vez que se encontre uma pessoa assim, através deste caminho, aí sim, podemos investir no resto com a certeza de que estamos no caminho certo.</p>
<p><strong>Saber amar os filhos e estar disponível para eles. Saber vê-los como seres que tem sua própria individualidade e propósito na vida</strong>. “Educar é tornar-se dispensável”, alguém disse.</p>
<p><strong>Não se deixar subjugar pelos próprios medos</strong>. Os medos são necessários para nos preservarmos em muitas situações perigosas. Entretanto, muitos deles são inconscientes e direcionados para coisas e problemas aos quais não precisaríamos, ainda, estar conectados. Outros tantos nem são nossos, mas de nossas famílias e grupos dos quais participamos. O problema é que eles simplesmente nos paralisam. O mundo do medo não tem fim e devem existir quase tantos medos quanto pessoas. No caso específico de relacionamentos amorosos e casamentos há muitas manifestações de medos. Para citar apenas alguns:</p>
<ul>
<li>não se admitir viver sozinho;</li>
<li>questões econômicas e de status social;</li>
<li>possibilidade de não se ter filhos;</li>
<li>incapacidade de se viver sem as muletas fornecidas pelo cônjuge, um medo típico daqueles que não amadurecem e não resolvem seus problemas, mas apenas os amortecem ou escondem;</li>
<li>sensação de tempo e vida desperdiçados;</li>
<li>a opinião e julgamento dos outros.</li>
</ul>
<p>Medos é que não faltam. Será que um amor que nos cause algum medo não deveria ser vivido em vez de imaginado? Não é mais assustador seguir a vida com esta dúvida? Ele poderá ser eterno e poderá resultar em qualquer coisa, como uma família e filhos ou uma vida mais autônoma. Ou poderá ser breve, mas verdadeiro, profundo e libertador. Ele poderá promover muitas curas internas. Como saber sem vivê-lo?<br />
Se o amor é verdadeiro, se veio do plano espiritual, é muito triste não vivê-lo por medo. Com certeza perdemos muito em não deixar acontecer um amor verdadeiro e ganhamos uma eterna e massacrante dúvida sobre como poderia ter sido.</p>
<p><strong>Ser o mais livre possível</strong>. Por uma pessoa livre entenda-se aquela que, sabendo razoavelmente bem quem é e qual a razão da existência humana e da sua, é suficientemente experiente e madura para não viver  presa a muitos erros e falsas ilusões. Infelizmente, esse nível de consciência não é comum. Quem já atingiu este nível de maturidade já consegue olhar para o outro e vê-lo mais integralmente. E já não precisa de outra pessoa que sirva de muleta para que se sustente, pois já consegue ficar em pé sozinha. Por tudo isso, o verdadeiro amor se expressa de forma mais completa em pessoas livres.</p>
<p>Entretanto, mesmo nas nossas prisões, podemos viver um amor que é verdadeiro até onde nos é possível, pois, com a correta intenção, podemos, mesmo presos, ajudar ao companheiro a caminhar e nos permitir ser ajudado por ele.</p>
<h1>Do sonho à realidade</h1>
<p>Quando me lembro do sonho daquela noite, só quero que ele venha à realidade. Mas, uma vez aqui neste mundo, não quero escrever nem falar, mas apenas <span style="color:#800080;"><em>beijá-la com todo o amor que ela merece. Beijá-la de verdade. Beijá-la física, etérica, emocional e mentalmente. Beijá-la com a alma e com o espírito. Beijá-la toda. Tomá-la em meus braços e sentí-la inteira encostada em mim, o calor de nossos corpos passando de um para o outro. Beijá-la como um homem completo deve beijar uma mulher completa. Com Amor. Com muito Amor!</em></span></p>
<p>Viver uma vida que tenha um sentido maior e ser feliz requer a sapiência de quem já amadureceu minimamente. Esta é a linha divisora entre o amor impossível e o possível. Sem transpô-la, sobram apenas ajuntamentos e associações econômicas entre as pessoas e sua consequente e certeira infelicidade.</p>
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		<title>Amor e paixão</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 17:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem não quer se apaixonar? E amar, quem não quer? Mas, qual a diferença entre estes sentimentos? Vamos a uma breve história fictícia, com leves pitadas de eventos reais, para lançar uma luz nesta questão. Sentado sob uma árvore num &#8230; <a href="http://trink.wordpress.com/2011/10/01/amor-paixao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1431&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem não quer se apaixonar? E amar, quem não quer? Mas, qual a diferença entre estes sentimentos? Vamos a uma breve história fictícia, com leves pitadas de eventos reais, para lançar uma luz nesta questão.</p>
<p>Sentado sob uma árvore num parque vi dois jovens beijando-se apaixonadamente. Subitamente contaminado pelo clima da paixão viajei para um tempo em que eu mesmo estava apaixonado. A sensação de estar intensamente vivo era gritante e sobrepujava tudo o mais. A pessoa por quem eu me apaixonara era uma deusa que tinha mais importância do que tudo no universo. O mundo era belíssimo, acordar de manhã era uma alegria que antecedia a oportunidade de viver mais um dia, eu ouvia o cantar de cada pássaro e o som do vento. Amando e me sentindo amado eu sentia a presença divina em tudo. Eu me sentia vivo e a vida fazia sentido.</p>
<p>- Você já se perguntou por que <strong>vocês só costumam ver a incrível beleza da vida quando estão apaixonados</strong>? &#8211; foi uma pergunta que me pegou de surpresa, pois partiu de um senhor que estava sentado a meu lado e que eu nem sequer tinha visto chegar ali.<br />
- Como? &#8211; meio sem jeito retruquei.<br />
- <strong>Se uma pessoa vê a beleza da existência apenas quando está apaixonada, seria esta beleza imaginária</strong>?<br />
- Perdão senhor, mas, eu o conheço?<br />
- Conhece-me há muito, mas parece não lembrar. Chamam-me de Pilar. &#8211; disse-me estendendo cordialmente sua mão.</p>
<p>Ao apertar a mão daquela inusitada pessoa uma impressionante sensação de bem-estar e amorosidade percorreu cada célula de meu corpo e alma. Difícil descrever, mas me senti profundamente acompanhado e vi, de novo, o brilho divino na existência de tudo ao meu redor. Ele sorriu, largou minha mão, virou-se para a frente e passou a olhar para uma árvore adiante de nós com uma impressionante serenidade. Presenciei um estado de rara comunhão entre eles.</p>
<p>- <strong>A paixão é uma porta disponível para que qualquer um possa vislumbrar o amor</strong>.</p>
<p>Sem me dar tempo de expressar minha surpresa, ele continuou.</p>
<p>- Quem se apaixona deve lembrar desta visão do amor e buscá-lo depois em sua vida. O amor é o sentimento máximo e um dos maiores aprendizados que se espera das pessoas nesta fase de sua existência e não a paixão, que não passa de uma porta temporária.</p>
<p>Voltou a se aquietar e eu, diante daquele estranho que me parecia mais próximo e conhecido do que qualquer um, fui surpreendido por uma lágrima que desceu pela minha face. De repente eu estava consciente do amor, da paixão como uma forma de vislumbrá-lo e da vida cotidiana de quase todos que, sem o efeito da paixão, não conseguem sentir a grandiosidade de tudo.</p>
<p>- <strong>A paixão lhes permite experimentar a sensação direta do amor e não apenas suas consequências</strong>. Fazer o bem ao amado, ou até mesmo dar a vida por ele, podem ser meras consequências do amor, assim como ficar queimado é do calor. A paixão permite sentir o amor, da mesma forma que podemos sentir o calor.<br />
- Acho que o senhor tem razão, seu Pilar.<br />
- Querido amigo, em alguns momentos de sua vida você mesmo já experimentou a sensação do amor de forma direta, sem a necessidade da paixão. Você lembra do que lhe aconteceu no ônibus?</p>
<p>Estremeci. Quem era o Sr. Pilar? Como ele podia saber de mim? Por que me sinto tão bem em sua presença? Por que ele estava ali comigo?</p>
<p>- Sim, como poderia me esquecer?<br />
- E então, como foi?</p>
<p>Fiz uma pausa que antecedeu uma apresentação maior, mas com uma estranha sensação de que o Sr. Pilar já sabia de tudo.</p>
<p>- <span style="color:#008000;">Eu estava sentado no ônibus que me levava para casa depois de meu trabalho, indo para minha casa. A minha frente, várias pessoas também estavam sentadas. De repente, algo mudou e eu senti que o ônibus, a rua e os prédios do lado de fora, assim como minha casa e tudo o mais, não tinham importância alguma a não ser prover um palco onde podemos viver. E, então, aconteceu: eu amei todas aquelas pessoas! Senti um amor enorme por todos, sem exceção. Um amor maior e mais completo do que aquele que já havia sentido numa paixão, pois não havia nenhuma tensão, medo da perda ou dependência. Não havia a comum posse e nem nenhuma segunda intenção. Era um amor puro e desinteressado por todas aquelas pessoas que eu sequer conhecia. Elas não só se tornaram familiares, como também unidas a mim. Neste mundo, época e lugar eram elas que estavam ali comigo naquele ônibus e não há acaso num universo tão extremamente organizado como este.</span><br />
- E quando essa sensação terminou você se perguntou o que é que acontece normalmente quando esse sentimento não está presente na sua vida cotidiana e&#8230;<br />
- … e, Sr. Pilar, eu pergunto agora como pode o senhor saber disso? O senhor me conhece? Quem é o senhor?</p>
<p>Ele simplesmente não respondeu com palavras. Olhou ao redor, num estado de encantamento e união com o mundo que ali estava naquele parque. Ele realmente estava com aquelas árvores, pessoas, cães, pássaros, chão, céu e nuvens que nos cercavam e esse estado de presença dele era uma resposta em si. Eu sei quem é ele, mas meu cérebro, mente e ego mortais é que não podem acessar esse conhecimento. Resolvi não perguntar mais nada. Apenas me tornei presente ali.</p>
<p>- <span style="color:#0000ff;">A paixão é a coisa mais próxima do amor que o espírito não desenvolvido pode experimentar. Ela faz com que a alma se revolva e saia de si mesma. Quando vivenciam essa força, mesmo as pessoas menos desenvolvidas tornam-se capazes de superar-se</span>. &#8211; Sr. Pilar quebrou repentinamente o silêncio com estas palavras.</p>
<p>E continuou.</p>
<p>- <span style="color:#0000ff;">Mas a paixão se consome em seu próprio fogo</span> e isso costuma se tornar um problema às pessoas menos desenvolvidas. <strong>Sem entendimento, apegam-se à paixão em si</strong> e passam a buscá-la se relacionando com várias pessoas durante suas vidas. Lançam-se inconscientemente aos prazeres sensuais na expectativa de encontrarem novamente a paixão, mas o que invariavelmente descobrem é a frustração, pois não há como forçar a paixão a aparecer pela força bruta. E muito menos o amor. Agindo assim, tornam-se meros escravos dos sentidos.<br />
- É triste. &#8211; concluí.<br />
- E muitos confundem o amor não apenas com a paixão, mas também com outras necessidades como a sobrevivência, a posição social e a mera dependência dos hábitos de uma vida levada ao lado de outro. <strong>É muito comum que as pessoas chamem de amor a muitas coisas que não possuem relação alguma com ele</strong>.<br />
- Você pode me dar um exemplo disso, Sr. Pilar?<br />
- Claro. <strong>Quando pessoas que se amam se afastam uma da outra, seja qual for a razão, elas costumam se entristecer</strong>. Elas também dialogam, identificam as razões da separação, se perdoam por suas falhas e seguem suas novas vidas ajudando-se mutuamente quando necessário. Com o tempo, a tristeza passa. Isso lhe parece claro?<br />
- Sem dúvida.<br />
- Mas, se a tristeza ou mal-estar não passar nunca, então, ao menos uma destas pessoas se apegou à outra. Isso é uma consequência da dependência de algo passageiro &#8211; já que tudo passa &#8211; e não é originado no amor, mas no apego.<br />
- Sim, entendo.<br />
- Ainda é comum que <strong>a separação de uma relação supostamente amorosa resulte em sentimentos de raiva ou ódio. Estes sentimentos não vêm do amor, mas do medo</strong>. Geralmente medo de algo que nem é consciente e que foi escondido no relacionamento supostamente amoroso. <strong>Esse medo leva a diversas formas de dependência e posse</strong>.<br />
- Já presenciei separações matrimoniais de alguns amigos e essa parece ter sido a situação mais comum. &#8211; retruquei.<br />
- É ainda o mais comum na atual humanidade devido ao atual estágio de consciência da maioria.</p>
<p>Notando coerência e sabedoria nas palavras do Sr. Pilar, aproveitei para lhe indagar uma questão que me pareceu pertinente.</p>
<p>- Senhor, permita-me lhe perguntar uma coisa: como posso saber se devo me aproximar amorosamente de uma pessoa a despeito de sentir paixão ou não? Interesso-me muito em saber isso porque já me apaixonei e depois, com o tempo e o fim da paixão, percebi que não havia sobrado um sentimento maior.<br />
- Caro amigo, em primeiro lugar entenda que o amor sempre existe e, apenas por isso, você o visualizou através da paixão. Lembre-se de que <strong>o amor é uma presença universal responsável pela união de tudo. Nas pessoas ele se manifesta como o maior sentimento que elas são, atualmente, capazes de experimentar. Já a paixão, você sabe, não passa de uma porta que se abre para dar passagem ao amor, mesmo ao mais atrasado dos espíritos humanos. Uma porta que abre rapidamente. E fecha, certamente</strong>.<br />
- Sim, entendo.<br />
- O verdadeiro amor existe entre todas as pessoas, mas ele não é visível e perceptível em sua situação normal de vida. Pelo menos não nesta fase de seu desenvolvimento. Você já sabe isso, mas a maioria ainda não.<br />
- Mas – continuou o Sr. Pilar – quanto ao seu questionamento, eu lhe diria que você deve prestar atenção, pois existem algumas pessoas que são especialmente próximas e vocês podem até ter uma conexão maior e mais antiga do que supõe.<br />
- Sei disso.<br />
- Então, você deve prestar especial atenção àquelas pessoas que se aproximam de você de forma natural e harmoniosa. Observe se a presença da pessoa enriquece alegremente a sua vida. Diante destas pessoas procure não pensar nem julgar. Simplesmente não espere nada e ouça seu coração. Sinta-o falar! Você sempre sabe se souber se ouvir. Existe uma grande chance de você estar diante de alguém com quem tem uma forte conexão amorosa para que as coisas se manifestem desta maneira.</p>
<p>Silenciou e finalizou.</p>
<p>- Com o tempo você será capaz de identificar claramente estes sinais e reconhecerá as poucas pessoas com as quais você deve se envolver amorosamente compondo um casal na concepção humana. Nunca deixe passar uma oportunidade destas quando ela se apresentar e, mesmo que não se configure o relacionamento de casal, tente não se afastar desta pessoa.</p>
<p>Após respirar profundamente, Sr. Pilar retomou a palavra.</p>
<p>- Não esqueça que todos devem buscar o amor. <strong>Sentir e viver o amor pelo Criador, pelo universo, por si próprio e pelos outros</strong>. E tenha claro que <strong>a paixão ilumina temporariamente os que ainda não vêem, mas cega os outros</strong>. Ela não é o objetivo a ser alcançado.</p>
<p>Silenciei e sonhei com um amor leve, terno e verdadeiro. Nos braços de uma brisa morna, flutuei imerso num odor floral. Flutuei até parar entre várias pessoas desconhecidas. Virei-me e ali estava ela. Seu sorriso me fez sentir que a conhecia há eras. Entre todos foi com ela que conversei o tempo todo. Então, absortos que estávamos em nosso encontro, notamos que todos saíam a caminhar. Nos afastamos e os acompanhamos. Eu andava sozinho acompanhando o caminho dos outros quando, no mesmo instante em que senti falta dela,  notei que ela estava ali, novamente a meu lado. Era ela que caminhava comigo no meio de tanta gente. E eu era feliz neste momento, simplesmente pela sua companhia. Num precioso instante da caminhada, inadvertidamente sua mão tocou na minha. Uma forte energia percorreu todo meu ser. E o dela também, pois senti seu abalo. Então, voei para longe. Voei livre e em paz. No momento em que me senti absolutamente completo e equilibrado com todo o universo, ela novamente apareceu. Ela estava ali só pelo amor que nos unia e nos atraiu a voar juntos, pois, como eu, ela também era completa e não mais precisava de outro para simplesmente ser. Voamos cercados por duas mandalas, uma minha, outra dela. Ao mesmo tempo belas e feias, representavam um passado onde estivemos presos, um momento de ruptura e uma posterior libertação. Cada uma desenhada de uma forma, cada uma por um espírito livre. Ali, flutuando entre nossas mandalas, lembramos que nos libertamos de nossas antigas prisões numa mesma época justamente porque nos uníramos e, assim, ficamos fortalecidos pelo nosso amor. Voando livremente pudemos ver que o amor permanecia, pois ele próprio é atemporal. Beijamo-nos profundamente. Nossos lábios moldavam-se naturalmente um ao outro de tal forma que se tornaram um. Nossas mãos se entrelaçaram em todos os corpos. O odor dela, doce e suave, tornou-se um com o meu. Nossos corpos desnudos se uniram e reuniram, fundindo-se num só. Livres, banhados num imenso oceano de amor, voamos juntos. Rodopiando num estado de sublime reunião com o Todo nos amamos e nos penetramos em todos os tempos, todas as dimensões, todas as vidas. Meu doce e suave amor, há quanto tempo esperei por este momento!</p>
<p>Abri os olhos lentamente e percebi que sou livre. E que conheço o amor.</p>
<p>Olhei para o Sr. Pilar e vi que o amava. Novamente eu me sentia como no evento do ônibus. Não havia o pensar e a razão, mas algo acima disso. Eu amava aquele senhor, as pessoas que ali estavam, a árvore cujas folhas balançavam ao vento assim como este que trazia um agradável frescor a nós. Eu amava profundamente o Criador e isso era Tudo!</p>
<p>Então entendi que <strong>o Amor divino e universal é muito maior do que o amor humano</strong>, cheio de suas próprias intenções e necessidades de compensações. <strong>O Amor divino, também presente em nós, é puro e incondicional</strong>. Percebi que eu já não tinha muitas perguntas e, quando entendi que a paixão é apenas um recurso para despertar a visão temporária do amor naqueles que ainda estão adormecidos, passei a admirá-la ainda mais, por um lado, e a valorizá-la menos, por outro. Entendi que <strong>a paixão, para seres como o Sr. Pilar, é um sentimento superado, pois ele sente, constantemente, algo muito maior do que ela</strong>. Algo que provoca sensações bastante mais intensas e profundas. Algo a que chamamos de amor. Com o incremento do desenvolvimento e da consciência, uma pessoa passa a perceber e a viver o Amor divino que está presente na essência de tudo, inclusive na sua.</p>
<p>O Sr. Pilar sumira da mesma forma como aparecera. Isso não me surpreendeu. Com amor me levantei e algumas pessoas olharam simultaneamente para mim com um sorriso estampado em suas faces. Não me surpreendi novamente, sorri para elas e sai. Amamo-nos ali.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Referências (as cores indicam transcrições literais feitas neste texto)</strong></span>:</p>
<ul>
<li><span style="color:#0000ff;">Palestra 44 de Eva Pierrakos; Pathwork</span> (<a href="http://www.pathwork.org/" target="_blank">http://www.pathwork.org/</a>); <a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/10/pw044-as-forcas-do-amor-de-eros-e-da-sexualidade.doc" target="_blank">Pw044-AS FORCAS DO AMOR, DE EROS E DA SEXUALIDADE.doc</a></li>
<li><span style="color:#008000;">A história do amor no ônibus é fato real vivenciado por Luciano Pillar, autor deste texto, e foi descrita tal e qual aconteceu</span>.</li>
</ul>
<br />Filed under: <a href='http://trink.wordpress.com/category/sentimento/amor-sentimento/'>amor</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/artes/contos/conto-adulto/'>conto-adulto</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/artes/contos/'>contos</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/espiritualidade/'>espiritualidade</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/homem/'>homem</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/espiritualidade/iluminacao/'>iluminação</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/mulher/'>mulher</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/sentimento/paixao/'>paixão</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/pessoal/'>pessoal</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/sentimento/'>sentimento</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trink.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trink.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trink.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trink.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trink.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trink.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trink.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trink.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trink.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trink.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trink.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trink.wordpress.com/1431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trink.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trink.wordpress.com/1431/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1431&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Para quê comer carne? – parte 2</title>
		<link>http://trink.wordpress.com/2011/06/25/nao-comer-carne-p-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 16:06:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[carnívoro]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
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		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<category><![CDATA[zoologia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O comportamento do homem para com os animais é inseparável do comportamento dos homens entre si&#8220;. Herbert Spencer Não convém que o ser humano se alimente com a carne dos animais. Aqui estão algumas das razões. Destruição do meio ambiente, &#8230; <a href="http://trink.wordpress.com/2011/06/25/nao-comer-carne-p-2/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1414&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>O comportamento do homem para com os animais é inseparável do comportamento dos homens entre si</em>&#8220;. Herbert Spencer</p>
<p>Não convém que o ser humano se alimente com a carne dos animais. Aqui estão algumas das razões.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Destruição do meio ambiente, fome e manutenção da violência</strong></span>.</p>
<ol>
<li>A produção de centenas de <strong>milhões de toneladas anuais de carne para alimentar apenas uma parcela da população</strong> gera uma enorme devastação no meio ambiente e, no fim, ainda é uma das maiores &#8211; se não a maior -  razões da fome no mundo.</li>
<li>Submetemos bilhões de animais a uma terrível dor e isso tem consequências definitivas não só para eles, mas também para nós mesmos. A lei da atração faz com que pensamentos, sentimentos e ações atraiam seus semelhantes. Desta forma, <strong>bilhões de mortes violentas anuais de animais, precedidas de muita tortura, atraem uma enorme quantidade de terríveis problemas para a humanidade e, desta forma, será totalmente impossível vivermos num mundo pacífico, limpo e justo enquanto comermos carne</strong>. <a href="http://trink.wordpress.com/2011/05/09/nao-comer-carne-p-1/" target="_blank">Estes itens 1 e 2 estão documentados em um vídeo apresentado na primeira parte deste texto</a>.</li>
</ol>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Desrespeito à natureza e ao propósito de existência do ser humano</strong></span>.</p>
<ol>
<li><strong>Não somos naturalmente carnívoros</strong>, o que nos mostra nosso próprio corpo  biológico. Sendo assim, comer carne por muito tempo leva, inevitavelmente, a problemas de saúde.</li>
<li><strong>Freamos nosso desenvolvimento pessoal e espiritual</strong>. Como este desenvolvimento é essencialmente nossa missão e como há um limite a partir do qual é impossível se avançar maltratando, matando e comendo animais, o hábito de comer carne não é uma opção e seu desrespeito não fica impune.</li>
</ol>
<h2>Verificando o que já sabemos</h2>
<p>Comecemos por um breve exercício. Responda rapidamente, em até 5 segundos, cada uma destas questões.</p>
<ol>
<li>Roube uma pessoa. Isso está certo?</li>
<li>Ajude uma pessoa. Isso está certo?</li>
<li>Colha uma fruta de uma árvore. Isso está certo?</li>
<li>Mate um animal. Isso está certo?</li>
<li>Mande matar um animal. Isso está certo?</li>
<li>Mate uma pessoa. Isso está certo?</li>
<li>Mande matar uma pessoa. Isso está certo?</li>
</ol>
<p lang="pt-BR">Já temos uma boa sabedoria sobre sobre o certo e o errado. Uma sabedoria que transcende as moralidades culturais. Também é de nosso conhecimento que toda ação gera consequências compatíveis com ela. Sendo assim, <strong>se fizermos coisas corretas, criaremos uma situação melhor para todos, e se fizermos coisas erradas, teremos que pagar pelo erro. Cada erro terá que ser pago na sua própria medida</strong>. Não há como burlar esta lei universal e quem pensa que um erro pode ser minimizado ou pode ser pago pelos outros é porque ignora o quadro completo.</p>
<p>Considerando isso, vamos agora avaliar nossa alimentação.</p>
<h2>Verificando se somos carnívoros</h2>
<p lang="pt-BR"><span style="text-decoration:underline;"><strong>O canibal</strong></span></p>
<p lang="pt-BR">Você aprecia comer carne humana? Você mataria uma pessoa, a carnearia e a comeria crua e sem nenhum tempero? Caso afirmativo, você gosta desta carne e <strong>é canibal</strong>.</p>
<p>E mesmo não tendo que matar e carnear pessoalmente, você ainda comeria esta carne crua e sem nenhum tempero? E se fosse um sofisticado banquete com a carne bem disfarçada entre outras iguarias? E se você não soubesse se tratar de carne humana?</p>
<p style="text-align:center;" lang="pt-BR"><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/canibalismo1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1391 aligncenter" title="canibalismo1" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/canibalismo1.jpg?w=300&#038;h=213" alt="" width="300" height="213" /></a></p>
<p style="text-align:left;" lang="pt-BR"><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/canibalismo2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1392" title="canibalismo2" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/canibalismo2.jpg?w=640" alt=""   /></a>Muito provavelmente, no nível de sensibilidade e desenvolvimento de um carnívoro que se interessa apenas pela carne dos animais, a mera idéia do canibalismo é repugnante e inadmissível. Percebe-se <strong>um comportamento muito grosseiro, pesado e maligno no canibal</strong>.</p>
<p lang="pt-BR"><span style="text-decoration:underline;"><strong>O carnívoro</strong></span></p>
<p lang="pt-BR">Existe alguma outra carne de que você goste? Você mataria o animal que a provê, o carnearia e o comeria cru e sem nenhum tempero? Caso afirmativo, você gosta desta carne e <strong>é carnívoro</strong>.</p>
<p>E mesmo não tendo que matar e carnear pessoalmente, você ainda comeria esta carne crua e sem nenhum tempero?</p>
<p style="text-align:center;" lang="pt-BR"><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/matadouro1.jpg"><img class="size-full wp-image-1394 aligncenter" title="matadouro1" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/matadouro1.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<p lang="pt-BR"><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/matadouro2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1395" title="matadouro2" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/matadouro2.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<p lang="pt-BR">Muito provavelmente, para um vegetariano o carnivorismo é repugnante. Percebe-se um <strong>comportamento muito grosseiro e pesado no carnívoro</strong>. E também se nota que, mesmo que de forma inconsciente, <strong>há uma conotação maligna no hábito alimentar do carnívoro</strong>.</p>
<p lang="pt-BR"><span style="text-decoration:underline;"><strong>O vegetariano</strong></span></p>
<p>Existe alguma fruta de que você goste? Você a apanharia da árvore que a originou e a comeria crua e sem tempero? Caso afirmativo, você gosta desta fruta e <strong>é vegetariano</strong>.</p>
<p><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/lucsaochico.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1428" title="LucSaoChico" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/lucsaochico.jpg?w=640" alt=""   /></a><strong>Muito provavelmente você é um vegetariano que finge ser carnívoro, já que precisa  disfarçar o sabor da carne de todas as formas possíveis através de nossa rica culinária</strong>. Além disso, possivelmente nem tenha condições ou coragem de matar e carnear com suas próprias mãos.  Muito provavelmente também não é canibal e sequer teria coragem de provar a carne humana.</p>
<h2>Não somos carnívoros</h2>
<p><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/paz_e_amor_bicho.pdf" target="_blank"><img title="PazAmorBicho" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/pazamorbicho.jpg?w=83&#038;h=124" alt="" width="83" height="124" /></a>O seguinte texto foi extraído do livreto &#8220;Paz e Amor Bicho&#8221; que contém muitas informações sobre o consumo de carne e suas consequências.</p>
<p><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/pazamorbicho-p6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1400" title="PazAmorBicho-p6" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/pazamorbicho-p6.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<p><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/pazamorbicho-p7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1401" title="PazAmorBicho-p7" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/pazamorbicho-p7.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<h2>Um mundo de energia e as consequências da matança dos animais</h2>
<p>&#8220;<em>A natureza não tem recompensas nem castigos: tem consequências</em>&#8220;.</p>
<p>Uma situação conhecida de todos é a de estarmos em um lugar qualquer e, de repente, chega uma pessoa que, mesmo sem nada dizer ou fazer, carrega o ambiente com um peso sensível. Ou com uma alegria que se irradia aos presentes. Sem dúvida, todos conhecem esta situação. O que é isso? Uma mera consequência do fato de que <strong>estamos imersos num mundo invisível de pura energia que permeia a tudo e a todos e, além disso, que nós criamos, propagamos e nos influenciamos por esta energia</strong>.</p>
<p>Agora imagine e avalie estas situações.</p>
<ol>
<li>Você tem um animal de estimação. Possivelmente ele lhe traga afeto, afaste a solidão e traga um bom astral a você e a sua casa. Observe a energia positiva que pode existir aqui e as consequências em sua vida.</li>
<li>Alguém maltrata seu animal de estimação diante de você. O que você sente? Imagine a energia que existe aqui e as consequências em sua vida. Imagine também o tempo que demorará até os sentimentos associados a esta situação desaparecerem.</li>
<li>Um bezerro nasce e é afastado imediatamente de sua mãe. Ele é colocado em um local bem apertado onde não possa se movimentar muito para não endurecer sua carne. Uma coleira é colocada neste bebê bovino e ele é mantido sempre no escuro. Um dia ele é morto de forma não exatamente delicada. Todo esse sofrimento do bezerro, da vaca que é sua mãe e das pessoas que fazem isso e, por isso, se brutalizam mais e mais, serve apenas para que algumas pessoas possam &#8220;saborear&#8221; um baby-beef. Imagine a energia que existe aqui e as consequências nas vidas de todos. Se você pesquisar sobre o que já sabemos a respeito de energia, evolução e espiritualidade, constatará que tal realidade gera problemas bem piores do que provavelmente supunha.</li>
<li>Imagine o item 3 &#8211; e variações dele &#8211; sendo executado milhões de vezes a cada dia em nosso mundo. Cada energia do item 3 multiplicada milhões de vezes. Diariamente. Onde vai parar esta energia? Lembre-se que, conforme vimos, ela entra em você e define grande parte de sua vida.</li>
</ol>
<p>É conveniente sabermos o que acontece com cada animal que usamos para satisfazer nossos desejos alimentares e de expressão errônea de poder. <a href="http://pt.scribd.com/doc/2066300/Animais-para-consumo" target="_blank">Clique aqui para ver como é o processo da morte de cada um deles</a>.</p>
<h2>O mundo não físico e o carma</h2>
<p>Como o mundo é feito de energia, assim somos nós também. Temos outros corpos além do físico. Os acupunturistas sabem disso há milênios, pois espetam suas agulhas em canais energéticos &#8211; chamados meridianos – de nossos corpos. Não são locais físicos, mas energéticos. Temos auras visíveis para muitas pessoas.</p>
<p>Sabendo disso, o que acontece quando morremos. Consideramos como morte o fim das atividades biológicas do corpo físico. Mas, e os outros corpos? O que acontece com eles? Onde ficam ou para onde vão? Sem nos aprofundarmos aqui sobre quais são os corpos e como se dá o processo do pós morte, basta sabermos que algo continua e que este algo não muda só porque o corpo morreu. Além disso, assim como já vimos que sentimentos e energias de outros nos afetam em vida, esse algo que continua também o faz. Interessante, não? Ora, se os animais também possuem alguns dos corpos em comum conosco, esse corpo astral deles subsiste por um tempo, no mínimo. Mas, se ele não muda só porque o corpo morreu, assim como seus sentimentos e experiências de vida, do que estamos falando então? <strong>O que aconteceu na vida desse animal que teve a infelicidade de ser visto como alimento pelo ser humano. O que ele sente pelo homem? E quais as consequências deste retorno que recebemos deles em nossas próprias vidas?</strong>  Ah, lembre-se de que estamos falando de <strong>bilhões de animais torturados e cruelmente sacrificados</strong>. Falamos de muita dor emocional e física sendo gerada diariamente e que tem em nós, seres humanos, os culpados.</p>
<p>Annie Besant (1847-1933), na página 39 de seu livro &#8220;A Sabedoria Antiga&#8221; (veja nas referências abaixo) escreveu: &#8220;<span style="color:#0000ff;"><em>Os corpos astrais dos animais têm, no plano astral, uma existência independente, embora efêmera, após a morte haver destruído sua contraparte física. Nos países &#8220;civilizados&#8221; estes corpos astrais animais contribuem muito para aumentar o sentimento geral de hostilidade de que falamos antes, pois o massacre organizado de animais nos matadouros e por esportes lança anualmente no mundo astral milhões e milhões destas criaturas cheias de horror, de terror e de aversão aos seres humanos. &#8230; e as correntes geradas por esses derramam influências no mundo astral sobre as raças humanas e animais que os afastam ainda mais e produzem, de um lado, o temor e a desconfiança instintiva, e de outro, o desejo de infligir crueldade</em></span>&#8220;.</p>
<p>No verbete Carma da  Wikipédia, temos que &#8220;<span style="color:#0000ff;"><em>Carma, na física, é equivalente a lei: &#8216;Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário&#8217;. Neste caso, para toda ação tomada pelo Homem ele pode esperar uma reação. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado</em></span>&#8220;.</p>
<p>Uma das consequências que atribuímos para nós pode ser sentida no comportamento humano nas cercanias dos matadouros. Numa interessante publicação do <strong>blog de Luísa Mell</strong> temos que o autor <strong>Upton Sinclair, em seu romance The Jungle</strong> (&#8220;A Selva&#8221;, 1906), constatou estatisticamente que <strong>o mundo infernal de um matadouro estimula o comportamento violento também entre os humanos</strong>. <a href="http://www.luisamellsite.xpg.com.br/estudos-comprovam-que-a-existencia-de-matadouros-aumenta-o-comportamento-violento-na-sociedade.html" target="_blank">Leia aqui</a>!</p>
<h2>Evolução humana e alimentação</h2>
<p>Estamos imersos – e fazemos parte – num universo extremamente organizado. Algo que se vê a todo lado é a evolução. Neste sentido, visualize os seguintes seres e tente imaginá-los atacando, trucidando e devorando qualquer ser vivo que esteja a seu alcance.</p>
<ol>
<li>Um inseto.</li>
<li>Um macaco.</li>
<li>Um ser humano pré-histórico das cavernas.</li>
<li>Um ser humano residente em uma grade metrópole do século XXI.</li>
<li>Um anjo.</li>
</ol>
<p>Não pense muito. Apenas conscientize-se sobre o que você já sabe. Ah sim, anjos não existem. Será? Para nosso propósito aqui não importa, pois a imagem de pureza de um ser angelical todos temos.</p>
<p>Isso nos leva a seguinte <strong>linha evolutiva humana em relação a sua alimentação e corpo. A princípio, este é apenas um exercício de imaginação</strong>. Não é exatamente real, pois consta, em algumas pesquisas espirituais, que nunca fomos carnívoros. Mas, isso é tema para outro texto.</p>
<ol>
<li>Corpo físico e comportamento rudes. Canibais.</li>
<li>Corpo físico e comportamento rudes. Carnívoros.</li>
<li>Corpo físico e comportamento mais sutil. Carnívoros e vegetarianos.</li>
<li>Corpo físico e comportamento mais sutil ainda. Veganos.</li>
<li>Corpo físico e comportamento mais sutil ainda. Precipitação e síntese alimentar a partir do prana universal.</li>
<li>Corpo não físico (etérico) e comportamento mais sutil ainda. Alimentação direta a partir do prana universal.</li>
</ol>
<h2>Triste realidade da situação atual</h2>
<ol>
<li>Em relação à emissão de gases que provocam o tão falado aquecimento global, segundo o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dk7LPUHes8U" target="_blank">filme que está aqui</a> temos que:</li>
<ol>
<li>18% é proveniente da pecuária;</li>
<li>13% é proveniente dos transportes e indústria.</li>
</ol>
<li>2. Desmatamos e plantamos para alimentar animais que, depois, alimentarão com sua carne apenas parte da população mundial. A proporção é de 14:1. Isso quer dizer que plantamos grãos que alimentariam 14.000 pessoas para alimentar animais que, por sua vez, alimentarão apenas 1.000 pessoas. E em termos de proteínas, um boi as consome do reino vegetal, afinal ele é um herbívoro, e nos devolve, em sua carne, apenas 10% desta proteína. Talvez seja por isso que os maiores e mais fortes animais da Terra sejam herbívoros. De nossa parte, só podemos concluir que implementamos plano alimentar bem burro.</li>
</ol>
<p>Resultado final: fome humana, para sorte de alguns animais.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/urubu_e_bebe.jpg"><img class="size-full wp-image-1406 aligncenter" title="urubu_e_bebe" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/urubu_e_bebe.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:left;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Referências</strong></span>:</p>
<ol>
<li>Besant, Annie; &#8220;A Sabedoria Antiga – Uma síntese dos ensinamentos teosóficos&#8221;; 1998, 16ª edição; Editora Teosófica (edição original de 1898)</li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carma" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Carma</a></li>
<li><a href="http://pt.scribd.com/doc/2066300/Animais-para-consumo" target="_blank">http://pt.scribd.com/doc/2066300/Animais-para-consumo</a></li>
<li><a href="http://www.luisamellsite.xpg.com.br/estudos-comprovam-que-a-existencia-de-matadouros-aumenta-o-comportamento-violento-na-sociedade.html" target="_blank">http://www.luisamellsite.xpg.com.br/estudos-comprovam-que-a-existencia-de-matadouros-aumenta-o-comportamento-violento-na-sociedade.html</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dk7LPUHes8U" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=dk7LPUHes8U</a></li>
<li><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/paz_e_amor_bicho.pdf" target="_blank">Livreto &#8220;Paz e Amor Bicho&#8221;</a></li>
</ol>
<div><span style="font-size:small;"><span style="font-size:small;"><span class="Apple-style-span" style="line-height:24px;"> </span></span></span><a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/paz_e_amor_bicho.pdf" target="_blank"><img title="PazAmorBicho" src="http://trink.files.wordpress.com/2011/06/pazamorbicho.jpg?w=134&#038;h=200" alt="" width="134" height="200" /></a>Aqui está o  livreto &#8220;Paz e Amor Bicho&#8221; com muitas informações sobre o consumo de carne e suas consequências. Clique na imagem para abrí-lo!</div>
<br />Filed under: <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/'>alimentação</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/carnivoro/'>carnívoro</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/comportamento/'>comportamento</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/ciencias/ecologia/'>ecologia</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/ciencias/economia/'>economia</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/ecossistema/'>ecossistema</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/industria/'>indústria</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/negocios/'>negócios</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/vegetariano/vegano/'>vegano</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/vegetarianismo/'>vegetarianismo</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/vegetariano/'>vegetariano</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/video/'>video</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/comportamento/violencia/'>violência</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/ciencias/zoologia/'>zoologia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trink.wordpress.com/1414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trink.wordpress.com/1414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trink.wordpress.com/1414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trink.wordpress.com/1414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trink.wordpress.com/1414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trink.wordpress.com/1414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trink.wordpress.com/1414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trink.wordpress.com/1414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trink.wordpress.com/1414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trink.wordpress.com/1414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trink.wordpress.com/1414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trink.wordpress.com/1414/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trink.wordpress.com/1414/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trink.wordpress.com/1414/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1414&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Para quê comer carne? – parte 1</title>
		<link>http://trink.wordpress.com/2011/05/09/nao-comer-carne-p-1/</link>
		<comments>http://trink.wordpress.com/2011/05/09/nao-comer-carne-p-1/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 May 2011 01:41:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Você gosta de um churrasquinho? Picanha? Costela? Ótimo, mas você sabe o que acontece até a carne entrar na sua churrasqueira? E depois disso? Antes de seguirmos, assista os primeiros 10 minutos do filme &#8220;A Carne é Fraca&#8220;. As outras &#8230; <a href="http://trink.wordpress.com/2011/05/09/nao-comer-carne-p-1/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1364&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você gosta de um churrasquinho? Picanha? Costela? Ótimo, mas você sabe o que acontece até a carne entrar na sua churrasqueira? E depois disso?</p>
<p>Antes de seguirmos, assista os primeiros 10 minutos do filme &#8220;<em><strong>A Carne é Fraca</strong></em>&#8220;. As outras 5 partes do filme estão mais abaixo.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/user/projetoninarosa?feature=chclk#p/c/0/IKIBmppiIvM" target="_blank">Parte 1: (10 min.)</a></p>
<p>Confesso que nunca soube muito sobre o ciclo completo dos eventos até a carne chegar ao açougue e muito menos de sua extensão. Apenas segui o hábito de devorar animais simplesmente por ele estar arraigado na cultura local. Aceitei-o com pouco discernimento e segui-o como um sonâmbulo. Entretanto, há muitos anos diminuí muito minha dieta carnívora e acabei por me perguntar: por que como carne? Sem reposta a esta pergunta, a não ser o mero hábito ou a crença de que as proteínas só estão na carne (que caiu após breve pesquisa), achei que deveria parar. Neste momento, conheci pessoas que são vegetarianas há mais de dez anos, todas muito fortes, belas e saudáveis. Acaso? Depois, conheci mais vegetarianos, todos fortes e ativos trabalhadores. Há anos. Isso foi o que bastava: parei de comer animais.</p>
<p>E agora? Como me sinto? Posso afirmar, tranquilamente, que me sinto mais forte e disposto. Sim, a carne tira a disposição. Também posso afirmar que as pessoas tendem a considerar o vegetarianismo um hábito bom e saudável, mesmo sem saber porque e sem aderirem a ele. Por que será? Muito provavelmente seja porque todos sabemos o que mais nos convém.</p>
<p>Mas, não me contentei. Resolvi buscar mais informações sobre o tema e descobri que <strong>existem razões muito sérias para não comermos carne. Muito sérias mesmo</strong>. Por isso, resolvi compartilhar elas com todos. Neste primeiro momento vamos nos deter apenas a algumas informações sobre a produção de <strong>250 milhões de toneladas anuais de carne</strong> (sim, esta é a quantidade) <strong>para saciar o apetite de <span style="text-decoration:underline;">parte</span> da população humana</strong> e as consequências disso para nosso meio ambiente, para a humanidade e para os animais que entram como produto de consumo. Num texto que deixarei para depois vamos nos aprofundar em questões energéticas e espirituais sobre o tema.</p>
<p>Deixo aqui com todos a primeira parte do filme &#8220;<em><strong>A Carne é Fraca</strong></em>&#8220;, produzido pelo Instituto Nina Rosa. Eu fortemente recomendo que o assistam todo. Coragem. Assistam até o fim. A questão não é, em absoluto, convencê-los a não comer carne, mas sim informar. <strong>Muitas coisas seríssimas estão em jogo aqui, incluindo a preservação de nosso ecossistema e de nós mesmos</strong>. Este vídeo está dividido em seis partes e tem um tempo total de 53:50 minutos. No site do Instituto Nina Rosa, cujo endereço está abaixo, você pode comprar este filme em DVD.</p>
<p>Agora prepare um bom sanduíche vegano acompanhado de um suco centrifugado de frutas e … Bom filme!</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Referências</strong></span>:</p>
<ol>
<li><a href="http://www.institutoninarosa.org.br/" target="_blank">http://www.institutoninarosa.org.br/</a></li>
<li><a href="http://www.institutoninarosa.org.br/defesa-animal/videos" target="_blank">http://www.institutoninarosa.org.br/defesa-animal/videos</a></li>
</ol>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>A Carne é Fraca</strong></span><br />
<a href="http://www.youtube.com/user/projetoninarosa?feature=chclk#p/c/0/IKIBmppiIvM" target="_blank">Parte 1: (10 min.)</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/user/projetoninarosa?feature=chclk#p/c/84CA7BAC8418D665/1/v_rXwTGcLEs" target="_blank">Parte 2: (10 min.)</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/user/projetoninarosa?feature=chclk#p/c/84CA7BAC8418D665/2/--w4Zr_iK_Q" target="_blank">Parte 3: (10 min.)</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/user/projetoninarosa?feature=chclk#p/c/84CA7BAC8418D665/3/DwbtUxkEBVY" target="_blank">Parte 4: (10 min.)</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/user/projetoninarosa?feature=chclk#p/c/84CA7BAC8418D665/4/yEEJmvCJ0N4" target="_blank">Parte 5: (10 min.)</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/user/projetoninarosa?feature=chclk#p/c/84CA7BAC8418D665/5/G-eAYm8sxXc" target="_blank">Parte 6: (3:50 min.)</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/'>alimentação</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/carnivoro/'>carnívoro</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/comportamento/'>comportamento</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/ciencias/ecologia/'>ecologia</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/ciencias/economia/'>economia</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/ecossistema/'>ecossistema</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/industria/'>indústria</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/negocios/'>negócios</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/vegetariano/vegano/'>vegano</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/vegetarianismo/'>vegetarianismo</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/alimentacao/vegetariano/'>vegetariano</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/video/'>video</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/comportamento/violencia/'>violência</a>, <a href='http://trink.wordpress.com/category/ciencias/zoologia/'>zoologia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trink.wordpress.com/1364/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trink.wordpress.com/1364/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trink.wordpress.com/1364/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trink.wordpress.com/1364/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trink.wordpress.com/1364/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trink.wordpress.com/1364/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trink.wordpress.com/1364/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trink.wordpress.com/1364/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trink.wordpress.com/1364/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trink.wordpress.com/1364/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trink.wordpress.com/1364/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trink.wordpress.com/1364/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trink.wordpress.com/1364/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trink.wordpress.com/1364/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1364&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Humanidade X Gaia X Humanidade</title>
		<link>http://trink.wordpress.com/2011/04/01/humanidade-x-gaia/</link>
		<comments>http://trink.wordpress.com/2011/04/01/humanidade-x-gaia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 20:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[acidente]]></category>
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		<description><![CDATA[O grave acidente ocorrido no Japão no dia 11 de março de 2011, quando foi acometido por um tsunami (ref.1) de uns 20 metros, nos trouxe algumas importantes questões a pensar e a nos posicionarmos. Prepotência Como pode ser que &#8230; <a href="http://trink.wordpress.com/2011/04/01/humanidade-x-gaia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1347&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O grave acidente ocorrido no Japão no dia 11 de março de 2011, quando foi acometido por um  tsunami (ref.1) de uns 20 metros, nos trouxe algumas importantes questões a pensar e a nos posicionarmos.</p>
<h2>Prepotência</h2>
<p>Como pode ser que uma onda possa ter afetado tanto aquela que, há pouco, era a segunda economia do mundo? Será possível que um povo considerado muito desenvolvido e consciente não saiba que o risco de uma tragédia destas é previsível naquela região? Uma cultura milenar que une as sabedorias oriental e ocidental, riquíssima em tecnologia e recursos financeiros, não sabe construir cidades e usinas atômicas seguras contra perigos mais do que conhecidos por eles? E os Estados Unidos, considerada a primeira nação do mundo, não á capaz de deter as consequências de um acidente nuclear numa usina atômica? Então, o que fará esta nação quando acontecer um acidente em alguma de suas mais de 100 usinas nucleares? <strong>Se as maiores potências do mundo ficam impotentes diante da natureza, o que dizer das outras?</strong></p>
<p>Parece claro que não temos chance alguma de deter fatos naturais que sejam perigosos para nós. Lutar contra a natureza é inútil. Somos demasiadamente fracos e pouco poderosos para enfrentá-la, apesar de nos considerarmos os super senhores deste mundo. A prepotência anda de mãos dadas com a cegueira. Vivendo na ilusão de sermos semideuses que podem fazer o que querem por aqui, agimos como tolos ao não termos o menor escrúpulo em atacar e depredar a biosfera da qual dependemos e fazemos parte. <strong>Precisamos ficar atentos para não nos posicionarmos contra a natureza, mas sim vivermos em comunhão com ela</strong>. E atentos em não supor que ela não reaja contra nós. Mesmo fenômenos que julgamos alheios a nossa existência, como os terremotos, podem não ser tão separados de nossas ações quanto pensamos.</p>
<p><strong>Humildade: eis nossa primeira lição</strong>. Não somos “os tais”. <strong>A segunda é nos posicionarmos de forma mais inteligente quanto à maneira de organizar 7 bilhões de pessoas para viverem num único planeta</strong>. A natureza é clara no seu recado: “ou vocês se acertam, ou eu acabo com vocês”. Alguém pensa que há alguma brincadeira aqui? Caso afirmativo, imaginemos uma outra situação baseada numa leve alteração deste acidente no Japão. E se o terremoto fosse exatamente embaixo de Fukushima, a cidade ao norte de Tóquio onde está a usina nuclear afetada pelo tsunami? Neste caso, este fervedor de água nuclear, que diziam ser seguro, iria sucumbir imediatamente e milhões de pessoas seriam contaminadas com radiação. A gigantesca cidade de Tóquio seria comprometida. É isso o que chamam de segurança? E esse, acredite, nem chega a ser um quadro grave.</p>
<h2>Nosso comportamento na Terra</h2>
<p>Para nosso próprio bem, e para evitar nosso possível fim, é extremamente importante nos conscientizarmos de forma mais adulta a respeito de nossas atitudes. Em primeiro lugar, <strong>precisamos entender onde estamos. Só existimos no nosso mundo porque ele nos provê condições para isso através de uma complexíssima e organizadíssima biosfera</strong>. Este sistema geológico e biológico é composto de um inimaginável conjunto de coisas inter-relacionadas que fazem o todo funcionar, o que inclui a nós mesmos. Nossas tentativas de criar pequeníssimos sistemas biológicos (ref.2) totalmente fechados e onde podemos sobreviver dentro deles fracassaram desastrosamente. Imagine só um ecossistema do tamanho de um planeta inteiro. Isso deve ser uma obra feita por seres tão mais desenvolvidos do que nós que não há nem parâmetros de avaliação. Ou, como pensam alguns, tal nível de organização sistêmica foi atingido pelo acaso total. Seja como for, como devemos nos portar diante deste sistema do qual dependemos?</p>
<p>Ora, se vivemos e ainda viveremos por aqui &#8211; e não estamos nem perto de saber mudar essa situação &#8211; <strong>parece razoável não prejudicarmos este ambiente para evitar seu mau funcionamento</strong>. Não é nada recomendável depredarmos este ambiente. E nem instalarmos nossas moradas e parques industriais em lugares onde a natureza é sabidamente instável. Construir usinas atômicas, dado o seu risco em caso de acidentes, também não é uma boa ideia. Mas, parece que tais conceitos simples fogem do discernimento de nossos governantes. O desrespeito a estas questões estratégicas inevitavelmente afetarão a tudo, especialmente às criaturas vivas mais frágeis, grupo do qual fazemos parte. Mas, parece que isso também nunca esteve seriamente em nossos planos. Com certeza não quando falamos em larga escala.</p>
<h2>Conhecer e respeitar nossa casa Terra</h2>
<p>Como vimos, <strong>a geosfera e a biosfera terrestres são complexos e organizados demais para nossa incipiente ciência racional e nossos poucos conhecimentos adquiridos até o momento. Sendo assim, resta-nos observar onde estamos e procurar não alterar as coisas que nos cercam</strong>. Desmatar em larga escala, produzir montanhas de lixo, inclusive plástico, químico e radioativo, criar milhões de animais para o abate, depredando assim o meio ambiente, e mais uma infindável lista de estultices, afetam nosso entorno de forma, sem dúvida, maior do que o que já sabemos. Isso se chama desrespeito e a mudança deste comportamento exige amadurecimento. Infelizmente, grande parcela da humanidade ainda é muito imatura e, entre estes, vários estão no comando.</p>
<p>Vamos ao mais fácil, os conhecimentos básicos. O que sabemos sobre a Terra e como esses fatos podem nos afetar?</p>
<h3>A estrutura planetária e seus perigos</h3>
<p>Para começar, sabemos que vivemos em sua superfície e esta, a crosta terrestre, não passa de uma finíssima película (média de 30 a 40 km de espessura) que recobre um perigoso e quente mundo que tem 6.300 Km de profundidade (ref.3). Vivemos sobre uma tênue linha que nos separa de um mundo fatal a nós. Toda a terra, montanhas e oceanos não passam disso, uma linha. Nesse sentido, uma ocorrência interna pode infligir graves consequências nessa frágil superfície. As pequenas ilhas que formam o Japão, por exemplo, podem simplesmente sumir do mapa diante de terremotos e maremotos maiores e, ao contrário do que queremos supor, não temos como prever e nem impedir tais eventos. Além disso, pouco ou nada podemos fazer depois de uma catástrofe destas.</p>
<p><strong>Este tsunami que atingiu o Japão, do ponto de vista geológico, não é grande coisa</strong>. Catástrofes muito maiores do que esta já aconteceram e irão acontecer. As ilhas de Atlântida, muito maiores do que o Japão, sucumbiram e deixaram poucos vestígios há muito tempo. Os indícios de sua existência, nem sempre reconhecidos, são os sobreviventes que deixaram descendentes entre nossa raça atual, certas formações submersas no Oceano Atlântico, manuscritos descobertos em escavações arqueológicas nos reinos dos Toltecas e dos Maias, entre outros, e em relatos e lendas de diversas culturas mexicanas e indígenas. O próprio Platão referiu-se à civilização que ali habitou, por muito mais tempo do que a nossa atual, no seu tratado Timeu. Crer ou não nisso não importa tanto no momento, mas sim o fato de que, se um cataclismo maior afundar o Japão, daqui a uns 200.000 anos este povo possivelmente também só será lembrado como hoje são os atlantes. Ou nem isso. E 200.000 anos, do ponto de vista de nosso mundo, não é praticamente nada.</p>
<h3>Gaia</h3>
<p>Outra questão a se considerar é que <strong>a Terra – incluindo sua biosfera – é  um complexo sistema que pode ser consciente. Este ser já foi chamado de Gaia</strong> (ref.4) e assim foi descrito em vários relatos lendários, espirituais e em teorias científicas. Uma coisa é certa: não há como se provar que isso não seja verdade. Deste ponto de vista, qualquer coisa que a ataque pode ser combatida por ela, como acontece nas formas de vida que conhecemos. No momento, com certeza o ser humano ataca a biosfera terrestre. Há quem diga que este organismo a que chamamos de Gaia crie anticorpos que atacam seus invasores. Doenças como a AIDS, por exemplo, são frutos de um vírus criado por Gaia para contra-atacar seus agressores. No caso da AIDS, realmente é de se estranhar atribuir-se esta enfermidade à promiscuidade humana, pois nossa espécie age assim em todo o período de nossa história documentada e, que se saiba, nunca foi descoberta a presença dessa doença em épocas anteriores a nossa.</p>
<p>Existe outro problema que devemos estar trazendo à Gaia e a nós mesmos. Já sabemos, através de pesquisas na área da física, de que <strong>nossa mente altera o mundo físico</strong>. Este fato já foi cientificamente comprovado e não está mais em discussão. Sendo assim, não é difícil supor que <strong>o conjunto das mentes de bilhões de pessoas deva alterar em grandes proporções o mundo físico</strong> quando existem pensamentos e sentimentos comuns em todas estas mentes.  Desta forma, quais seriam as consequências de tantos pensamentos egoístas, gananciosos e violentos em Gaia? Nenhuma? Poderíamos suscitar em Gaia a criação de fenômenos violentos em consonância com nossos próprios pensamentos? Isso é bem provável. No que você anda pensando ultimamente?</p>
<p>Aqui cabe um livro inteiro que discuta, além das questões anteriores, tudo o que já sabemos sobre biologia, geologia, antropologia, economia, sociologia, política e tudo o que diga respeito a nossa organização e uso dos recursos deste mundo. Acima disso ainda temos o principal, que são as questões da espiritualidade, da nossa razão de vida em termos de evolução, da psicologia humana e da educação. Uma coisa é certa: do nosso entendimento e correto posicionamento sobre os conhecimentos já disponíveis nestas áreas depende nossa subsistência. Nada menos do que isso. Logo, considerando o estado atual de tudo, muito provavelmente não há mais como escaparmos de uma catástrofe de extensões bastante superiores a todos os cataclismos e guerras de que nos lembramos terem acontecido. Quem procura acha.</p>
<h2>Novo expurgo humano à vista?</h2>
<p>A humanidade caminha para uma situação tão difícil que nos remete a pensar nos tão documentados relatos de extermínios em massa que foram descritos, mais sabidamente em nossa cultura espiritual, sob a forma de dilúvios. Nossas atuais culturas oriental e ocidental, várias das indígenas e das extintas culturas, que nos deixaram relatos descobertos em pesquisas arqueológicas, e relatos provenientes de investigações mediúnicas, estão de comum acordo na descrição de cataclismos anteriores que dividiram a humanidade entre o joio e o trigo (refs.5,6). E, ainda, várias pessoas simplesmente sabem disso. Por quê? Pura coincidência? O que importa saber é que nestes expurgos periódicos nas raças humanas são separados os que não atingiram um certo nível de evolução esperada para um dado período, que retornam para ambientes e povos mais atrasados, dos que conseguiram, que são aprovados para prosseguir num ambiente mais evoluído.</p>
<h2>Os sinais positivos</h2>
<p>Um dia, quando formos uma civilização de criaturas mais evoluídas, poderemos viver bem, com conforto e tranquilidade e, ainda assim, termos a consciência de qual nossa missão de vida e a capacidade de trabalharmos efetivamente para concretizá-la. Cresceremos pelo nosso esforço, enfrentando nossas dificuldades, mesmo estando confortáveis. Mas, na atual fase, não há como fazer isso com a maioria. O nível atual de desenvolvimento da consciência de quase todos só permite evolução através de sofrimento. Só esse sentimento nos movimenta de forma consistente nesta fase. Nesse sentido, o sofrimento causado por grandes catástrofes, como esta no Japão, costuma proporcionar ao ser humano oportunidades de crescimento. O que temos de melhor vem à tona. E também nossa face mais obscura. Em países habitados por <strong>povos mais atrasados vemos várias ocorrências de saques, roubos e outras selvagerias</strong>. Mas, mesmo nestes, também boas ações estão presentes. Em países com <strong>um povo mais avançado, predominam a solidariedade e a compaixão</strong>.</p>
<p>Passo a palavra a alguém que vive em  Sendai e publicou suas experiências em (ref.7). Recomendo a leitura de todo este texto.</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Tenho a sorte de estar rodeada de amigos que me ajudam muitíssimo &#8230;  Compartilhamos tudo: água, alimentos, assim como uma calefação auxiliar de “fuel-oil”.</em><br />
<em> A noite, dormimos todos em um só quarto, jantamos “a luz de velas”, compartilhamos nossas histórias. É muito bonito, muito acolhedor.</em><br />
<em> Quando se restabelece a água na casa de alguém, este põe um letreiro diante da casa para que os outros possam se beneficiar disso. O que é assombroso é que aqui não há empurrões, nem saques.</em><br />
<em> Gosto deste sentimento novo, este desaparecimento, descamação do supérfluo, de tudo o que não é essencial. Viver plenamente, intuitivamente, instintivamente, calidamente e sobreviver, não tanto como indivíduo, mas como toda uma comunidade.</em><br />
<em> A cada dia encontro novos suprimentos e água na soleira da porta! Quem os depositou? Não tenho a menor ideia.</em><br />
<em> Idosos de chapéu verde passam de casa em casa para comprovar se tudo vai bem. Todo mundo pergunta se você necessita ajuda.</em></p>
<p>Sonho com o dia em que esta seja a vida corriqueira de todos. Visualizo este mundo e sofro com o que vejo no nosso atual, mas, <strong>tanto com a visão de um futuro promissor quanto com o sofrimento pelo atraso deste, encontro razões para me mover em crescimento</strong>. O mesmo desejo a você.</p>
<h2>Fechamento</h2>
<p>Seja como for, existem coisas que absolutamente ninguém pode negar. Ei-las:</p>
<ol>
<li>estamos aqui na Terra;</li>
<li>somos muita gente e requeremos muitos recursos deste mundo para subsistirmos;</li>
<li>aniquilamos grande parte da biosfera;</li>
<li>um crescente número de destrutivos fenômenos naturais estão nos atingindo;</li>
<li>não temos como prever a ocorrência destes fenômenos;</li>
<li>quando acontecem tais fenômenos, pouco podemos fazer para remediar suas consequências;</li>
<li>não temos a menor chance de suportarmos cataclismos mais graves da natureza e nossa endeusada tecnologia pouco ou nada adianta para nos proteger;</li>
<li>nossas ações e pensamentos atraem consequências compatíveis com eles.</li>
</ol>
<p>Considerando tudo o que sabemos, através de fatos atuais, históricos e de lendas, parece-me claro que devemos nos comportar melhor. Digamos que <strong>não temos a menor chance de continuarmos agindo como estamos e de nos darmos bem. Ou uma coisa ou outra</strong>. Por qualquer caminho que seguirmos na observação das consequências de nossos atos e, mesmo na hipótese infantil e simplista de que somos apenas azarados e nunca culpados de nada, podemos ver um presente bastante negro e um futuro desastroso. Então, novamente, recomendo que nos comportemos melhor. Para isso, há que se saber o que significa se comportar melhor. Podemos começar por nos fazer algumas <strong>perguntas simples e básicas para as quais toda a criatura consciente e inteligente deve conhecer claramente as respostas</strong> no sentido de levar uma vida digna de um ser que já atingiu este patamar de desenvolvimento.</p>
<ol>
<li><strong>Quais os objetivos da vida humana atual?</strong></li>
<li><strong>Que ações são necessárias para se atingir estes objetivos?</strong></li>
</ol>
<p>As respostas corretas a estas perguntas dão a direção certa para a humanidade. Na ausência delas, como saber se a caminhada da vida está na direção correta? Como cada um pode saber se poderá ser aprovado na ocorrência de algum expurgo em nossa raça?</p>
<p>Não concebo uma vida no nível da consciência que o ser humano já atingiu (ou deveria ter atingido)  sem saber estas respostas. Muito menos sem conhecer estas perguntas. No nível de nossa consciência, este desconhecimento custa e ainda irá custar muito mais caro do que se imagina.</p>
<p>Ainda existe a possibilidade de alguns acharem tudo isso uma bobagem. Ok. Chamam a isso de livre arbítrio. Entretanto, <strong>a ignorância não livra ninguém das atuais ocorrências e do mundo que, justo por causa dela, criamos</strong>. E nem de prováveis consequências mais custosas a todos que estão por vir.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Referências</strong></span>:</p>
<ol>
<li>Tsunamis: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tsunami" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Tsunami</a></li>
<li>Biosferas
<ol>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Biosfera_Ecossistema_Artificial" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Biosfera_Ecossistema_Artificial</a></li>
<li> <a href="http://www.blogpaedia.com.br/2009/05/o-fracasso-das-biosferas-artificiais.html" target="_blank">http://www.blogpaedia.com.br/2009/05/o-fracasso-das-biosferas-artificiais.html</a></li>
<li><a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/1993/conteudo_113555.shtml" target="_blank">http://super.abril.com.br/superarquivo/1993/conteudo_113555.shtml</a></li>
</ol>
</li>
<li>O interior da Terra: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrutura_interna_da_Terra" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrutura_interna_da_Terra</a></li>
<li>Gaia: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese_de_Gaia" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese_de_Gaia</a></li>
<li>Bíblia Sagrada</li>
<li>Livro “Resgate”; Marisa Varela; Missão Orion Editora Ltda.; 1995</li>
<li><a href="http://www.ciranda.net/fsm-dacar-2011/article/japao-a-informacao-que-nao-chega-a" target="_blank">http://www.ciranda.net/fsm-dacar-2011/article/japao-a-informacao-que-nao-chega-a</a></li>
</ol>
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		<title>As Verdadeiras Lições do Atropelamento dos Ciclistas</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 20:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
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		<category><![CDATA[video]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Porto Alegre, RS, neste final de fevereiro de 2011, um motorista resolveu passar por cima de vários ciclistas que faziam um passeio organizado pela cidade. A cena foi registrada neste vídeo e, mais abaixo, convido-o a refletir sobre este &#8230; <a href="http://trink.wordpress.com/2011/03/03/licoes-atropelamento-ciclistas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1331&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Porto Alegre, RS, neste final de fevereiro de 2011, um motorista resolveu passar por cima de vários ciclistas que faziam um passeio organizado pela cidade. A cena foi registrada neste vídeo e, mais abaixo, convido-o a refletir sobre este acontecimento.</p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/hPOBzJDoNcA"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/hPOBzJDoNcA" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Notícias e opiniões sobre este atropelamento não faltam e, assim, não percamos mais tempo com isso. <strong>O que você sentiu ao assistir esta cena?</strong> Poderia ser raiva deste motorista? Poderia ser um sentimento de vingança? E se você estivesse lá, de bicicleta na frente dele logo antes do atropelamento, poderia ter sentido medo? Suponho que estes sentimentos possam se aplicar a você e tenho certeza de que se aplicam à maioria das pessoas. Curioso, <strong>pois estes são os mesmos sentimentos que, muito provavelmente, impulsionaram este motorista a esta atitude drástica e criminosa</strong>.</p>
<p>Observe que os sentimentos podem nos impulsionar a agir de forma benigna ou maligna e, se você sentiu o mesmo que o motorista, apesar de não ter atropelado ninguém, isso faz de você apenas alguém mais controlado do que ele, mas <strong>não melhor do que ele</strong>. Simples. Mas, <strong>numa situação extrema é que podemos testar efetivamente quem é quem</strong>. Muitos que se supõem bons &#8211; o que inclui a mim e a você, com o perdão da franqueza &#8211; podem até matar em certas circunstâncias e, neste caso, não seremos melhores do que este motorista.</p>
<p>Mas, diriam muitos, este maluco que atropelou os inocentes ciclistas não teve motivos. E foi um covarde. Sim, nada justifica uma ação insana destas. E, sim, foi uma covardia. Mas daí a supor que absolutamente nada o tenha motivado a isso, sinceramente, não sei. Não vi nada além do que aparece no vídeo, ou seja, alguém já atropelando. O que teria acontecido antes disso? Parece que ele foi ameaçado por alguns ciclistas e que ele estava com seu filho no carro. Não sei, mas não duvido. Seja como for, a questão verdadeiramente importante aqui não é esta. A questão é que sentimentos de raiva e medo motivaram este motorista. <strong>Os mesmos sentimentos que existem dentro de todos nós, inclusive de você. E estes sentimentos é que são os verdadeiros inimigos e não o motorista</strong>, os ciclistas ou os espectadores. Estes <strong>sentimentos de medo, raiva e vingança que possivelmente foram despertados em você pelo simples motivo de ter assistido a este vídeo</strong> vivem por si, ora no criminoso, ora na vítima e ora naqueles que, como você, sequer participaram deste acontecimento.</p>
<p>Com o propósito de melhor entendermos o que realmente aconteceu proponho usarmos um pouco de nossa imaginação para visualizarmos uma situação bem verossímil. Imagine você mesmo estando lá e presenciando esta cena. Após o atropelamento, o motorista é capturado e o povo, movido pela raiva, pelo desejo de vingança e pelos gritos de ordem de alguns mais entusiasmados, parte para uma represália violenta. Até que ponto isso poderia ir? Sabe-se que os linchamentos acontecem nestas situações, onde, covardemente escondido e justificado pela população que age, cada um ajuda a trucidar até a morte o culpado numa inversão de papéis. Neste caso, caro leitor, como você acha que reagiria? Tem certeza?</p>
<p>Observemos agora este exercício de imaginação. Nesta situação, <strong>os inocentes espectadores assumem para si a raiva e a vingança e, justificados por uma ação grupal, externam seus próprios desequilíbrios e passam de espectadores e vítimas a algozes</strong>. Então, caro leitor, onde estaria o verdadeiro problema aqui? Nos ciclistas que teriam inicialmente provocado o motorista, no motorista criminoso ou nos espectadores? (Ou em nós, que apenas assistimos o vídeo na vida real?) Um ponto comum entre todos estes personagens são <strong>os sentimentos de raiva, de ódio e de vingança e, por trás deles, o de medo. E estes sentimentos é que vencem ao subsistirem habitando quem quer que seja</strong>. Curioso, não?</p>
<p>Mas, então, <strong>onde está a solução? O <span style="text-decoration:underline;">primeiro passo</span> é termos consciência de que precisamos evitar certos sentimentos dentro de nós mesmos antes de nos justificarmos apontando o dedo da culpa para outra pessoa</strong>. A primeira forma de consciência é a nível mental ou racional. Muitas pessoas sequer chegam a este nível primário de consciência. Simplesmente ignoram os fatos e apenas assumem os sentimentos que eles geraram nelas. Um pedestre que lá estivesse e visse os ciclistas agressivos para com o motorista poderia sentir raiva dos ciclistas. Logo depois, este mesmo pedestre passaria a ter pena dos ciclistas que foram atropelados e transferiria sua raiva para o motorista. Este hipotético pedestre, inconsciente da verdadeira natureza do que sente, simplesmente transforma-se  num hospedeiro e num transmissor de sentimentos que o invadem.</p>
<p>E como um sentimento pode invadir alguém? Talvez invadir não seja o verbo correto, mas aflorar pode ser mais apropriado. <strong>Temos dentro de nós mesmos todos os sentimentos, virtudes, problemas, percepções, doenças e verdades que existem</strong>. Não há crime que nos pareça estranho, por pior que seja, pois temos sua semente em nós. Podemos achar muitos cruéis, mas cada um pode ser compreendido como a expressão de algo que sabemos o que é. Então, <strong>se quisermos realmente resolver os problemas como o deste atropelamento</strong> &#8211; e não apenas ficarmos falando sobre ele com o propósito de nos sentirmos melhor por crermos que somos pessoas civilizadas e bondosas que jamais fariam tal atrocidade contra ninguém &#8211; <strong>precisamos controlar e mudar o que sentimos. Termos a consciência primária</strong>, apenas a nível mental ou racional, de que <strong>somos hospedeiros dos mesmos sentimentos e motivações dos criminosos</strong> e que devemos inibí-los em nós mesmos é o passo inicial.</p>
<p><strong>O <span style="text-decoration:underline;">segundo passo</span> é impormos a nós mesmos os sentimentos de perdão e compaixão para com os criminosos. Tal ação de ser feita conscientemente e através de nossa força de vontade</strong>. Isso não é tão difícil quanto pode parecer a tantos que estão embriagados por uma visão negativa sobre a vida, pois estes sentimentos também estão dentro de todos nós. Ora, já que sabemos que os criminosos não sentem absolutamente nada que nós mesmos não sentimos e que, em certas circunstâncias, nós mesmos podemos nos transformar em um deles, por que não <strong>vê-los, antes de mais nada, como seres humanos que estão com sérios problemas? De fato, esta é a verdade, quer você possa vê-la e aceitá-la ou não</strong>. Se vermos os ciclistas que parecem terem agredido o motorista e este que atropelou a vários deles como pessoas que têm problemas e pudermos, com compaixão,  perdoá-los, teremos dado um enorme passo para nós mesmos, para eles e para com todos, pois estes sentimentos também se alastrarão, assim como os da raiva e vingança.</p>
<p><strong>O <span style="text-decoration:underline;">terceiro passo</span> é sabermos disso e agirmos neste sentido não apenas racionalmente, mas termos tal sabedoria incorporada em nossa própria pessoa</strong>. Trata-se de <strong>sermos compassivos  e amorosos, além de agirmos assim apenas porque sabemos que é o correto</strong>. Esse é um passo que ainda irá demorar muito para grande parte da população, mas já faz parte de muitos. Aqui temos mais um nível no incremento da consciência que, com o tempo, virá para todos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Finalmente</span>, a solução: o amor!</strong> Com amor &#8211; e por amor &#8211; quem já evoluiu o suficiente para incorporar tal capacidade à essência de sua pessoa, irá amar até aquele que tem uma grande dificuldade, o que inclui a todos, inclusive você mesmo. Devemos lembrar que <strong>todos temos dificuldades e que todas são momentâneas</strong>, pois irão desaparecer com nossa evolução através do tempo, do esforço e do incremento da nossa consciência. A vida é o veículo e o meio. Ninguém é as suas dificuldades, mas têm dificuldades em diferentes estágios da vida. Nesta que é a realidade, importa saber que <strong>uma vez que se ama, se tem compaixão e se perdoa, inclusive àqueles que estão mais atrasados no processo evolutivo</strong>, como os criminosos. Com esta atitude, todos ficarão melhores e terão condições de crescer. Se você puder chegar a esse nível evolutivo, caso ainda não o tenha atingido, você também, muito mais do que imagina, se sentirá bem e crescerá. E isso se alastra e atinge aos outros, como tudo.</p>
<p>Impossível? Não! Como sei? Por experiência! Por relatos. E por leituras.</p>
<p>Mas, e quanto a este e outros crimes, deixamos os criminosos soltos por aí enquanto oramos por eles com amor? Não! Para isso existe a lei. Se alguém é doente e perigoso demais para a sociedade, deve ser preso, para o bem de todos os inocentes. Mas esta prisão é apenas uma proteção social imediata e nada tem a ver com a solução deste tipo de problema. <strong>A verdadeira solução passa pelo crescimento pessoal de cada um e, consequentemente, da sociedade</strong>. A questão é, de fato, simples: estamos aqui para crescer, para evoluir pessoal e espiritualmente. Quando muitos &#8211; e um dia todos &#8211; tiverem crescido o suficiente, ocorrências como este atropelamento, roubos, luta pelo poder e várias outras destas coisas que hoje fazemos, apesar de sabermos serem erradas, serão apenas fatos de um período mais atrasado da nossa história. No momento, só precisamos estar conscientes das coisas colocadas aqui. Com isso, saberemos qual a estrada certa a seguir.</p>
<p>Pense: <strong>sentir medo e atacar é uma atitude comum no reino animal</strong>. Se isso é tudo o que você consegue, no que você se supõe maior do que um deles? Disso concluímos que você certamente pode mais do que isso!</p>
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		<title>Espiritualidade, religião e loucura</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Feb 2011 13:58:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Batista]]></category>
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		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[E lá estava eu, de joelhos e cercado por todas aquelas pessoas. Todas elas tinham suas mãos sobre minha cabeça enquanto oravam fervorosamente pedindo pela manifestação do Espírito Santo em mim. Tudo o que queriam ver, ou melhor, ouvir, era &#8230; <a href="http://trink.wordpress.com/2011/02/09/espiritualidade-religiao-loucura/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1324&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E lá estava eu, de joelhos e cercado por todas aquelas pessoas. Todas elas tinham suas mãos sobre minha cabeça enquanto oravam fervorosamente pedindo pela manifestação do Espírito Santo em mim. Tudo o que queriam ver, ou melhor, ouvir, era eu falando “em línguas”. Esperavam só por mim, pois eu era o único do grupo que ainda não tinha sido supostamente tocado pelo Espírito Santo. A situação era tensa, pois eu já tinha ouvido todos balbuciarem palavras incompreensíveis, chorarem, rirem e entrarem num estado de êxtase. Eu não sabia mais o que fazer, mas já tinha entendido que eles não me largariam até ouvirem línguas. E o Espírito Santo não vinha. E eu sabia que não viria, pois aquilo era confusão e Deus não é confusão. E eu não poderia dizer isso para aquela gente, muito menos naquele momento em que estavam tomados por algo. Só havia uma saída razoável&#8230;</p>
<p>Antes que me encham de perguntas, me adiantarei em algumas respostas. Sim, isso foi verdade, não se trata de minha imaginação. Eu realmente vivi esta situação. E antes que me tomem por um tolo, permitam-me mostrar como cheguei nesta suposta experiência espiritual. Em tempo, para atender aos curiosos mais impacientes: não, eu não faço mais parte deste grupo “religioso”. Isso aconteceu há uns vinte anos e jamais tive nenhuma recaída.</p>
<p>Como sempre, vamos nos aprofundar um pouco nos ensinamentos que podemos tirar a partir desse evento.</p>
<h2>Religiões – uma breve experiência</h2>
<p>Quando criança, fui introduzido ao catolicismo pela minha família. Essa vivência religiosa durou até minha adolescência, quando não consegui mais ver uma verdade divina ali. Voltei a minha infantil <strong>visão pura da presença de Deus</strong> porque, de alguma forma, sempre soube dela. Isso, por si só, dispensa explicações através de nossas limitadas linguagens, ciência e entendimento e, desta perspectiva, o catolicismo e as religiões, até onde as conhecia (o que não era muito), passaram a me parecer limitadas e aprisionantes formas de ver algo muito maior do que elas.</p>
<p>Tentei, então, ser ateu e crer que tudo foi construído ao acaso e, assim, nossas crenças no além não passariam de imaginação criada pelo fantástico e imprevisível funcionamento de nosso cérebro. Mas a extrema organização de todo o universo em que vivemos, incluindo aí as formas de vida que conhecemos e a nós mesmos, por si só demonstra não ser o acaso o arquiteto e o construtor de tudo. Tudo o que ouvi e li de <strong>materialistas e ateus foi deveras muito limitado quando tentaram provar suas hipóteses</strong>. Eles me pareceram inconsistentes demais, suas premissas e conclusões insuficientes e sua fé no que diziam muito pequena. Voltei ao que, de fato, jamais abandonei: uma visão pura da presença de Deus. Mas, eu me sentia sozinho nesta percepção espiritual.</p>
<p>Muitos anos depois, através de alguns colegas de trabalho, aproximei-me da igreja cristã Batista. Aqui me senti mais a vontade do que na católica, pois as pessoas liam, estudavam, discutiam e oravam sobre os ensinamentos dos textos bíblicos. Seus cultos me pareceram muito humanos e as pessoas que ali estavam realmente buscavam se conhecer e se ajudar. Gostei muito, mas, com o tempo, também achei tudo aquilo desnecessário. Minha visão pura da presença de Deus não requeria aqueles excessos. <strong>Já que Deus está aqui, em você, em mim e em tudo, por que não abrir os olhos e simplesmente vê-lo?</strong></p>
<h2>Loucura religiosa – uma breve experiência</h2>
<p>Antes de abandonar a igreja Batista, ali conheci um grupo mais radical de crentes. Eles se reuniam em vigílias noturnas de oração. Passavam a noite inteira rezando. Minha curiosidade me levou a participar de duas destas vigílias. Na segunda delas é que aconteceu o fato descrito no início deste texto. O pessoal cismou que o Espírito Santo se manifestaria ali entre nós. A forma que encontraram para isso foi o dom de se falar em diferentes línguas descrito na bíblia em alguns versículos, como Marcos 16:17 (<em>E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas</em>) e Atos 2:4 (<em>E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem</em>). Uma vez que entraram nisso, não saíram mais. De repente, entre todos aqueles que ali estavam ajoelhados e em fervorosa oração, um aqui e outro ali começavam a falar coisas incompreensíveis. Enquanto diziam tais coisas, riam e se alegravam, pois, para eles, era o Espírito Santo que lhes havia tocado. E isso era tudo o que queriam, pois, ao que me pareceu, buscavam sentirem-se especiais e escolhidos por Deus. Cada um deles, um por vez, começou a falar. Cada um de um jeito diferente, mas ninguém entendendo nada do que o outro dizia. Notei que isso não fazia a menor diferença para eles. Ninguém prestou atenção ao que Deus estaria falando através deles por intermédio do Espírito Santo. Neste momento perdi completamente a esperança de encontrar o menor rastro de lucidez e sensatez entre aquelas pessoas. E eu era o único ainda não “tocado” pelo Espírito Santo. Comecei a me preocupar pelo meu futuro iminente.</p>
<p>De joelhos ainda, e cercado pelos religiosos que agora tinham se posicionado todos em círculo ao meu redor e haviam colocado suas mãos sobre minha cabeça, comecei a raciocinar: “Que confusão! Será que eles não sabem que Deus não é confusão? Será que não sabem que para falarmos uns aos outros basta usarmos a língua portuguesa, que é comum a todos nós que aqui estamos? Será que não sabem que se Deus fala através de quem quer que seja nós precisamos respeitar isso e, no mínimo, ouví-lo? Será que não entenderam que este fato descrito na bíblia em Atos 2 foi para fazer com que pessoas de diferentes nacionalidades passassem a entender um ao outro e não o contrário, que é o que aconteceu aqui? Com certeza, não! Só posso sair dessa balbuciando qualquer lixo”. E foi o que fiz! No que passei a emitir sons quaisquer, todos se alegraram e me deixaram. O que teriam feito se eu não fosse “tocado” pelo divino? Seja o que for, resolvi não pagar para ver.</p>
<p>Neste dia terminou, definitivamente, minha ligação direta com pretensas demonstrações de espiritualidade através de dogmas religiosos. Aproveitei para me desligar de qualquer religião e hoje, passados mais de vinte anos, noto que isso não me fez a menor falta. Sem religião, mas com mais conhecimento literário sobre várias delas e mais conexão e consciência espiritual. Mas, isso é um tema que não abordarei neste momento.</p>
<h2>A espiritualidade e as religiões</h2>
<p>Em primeiro lugar, esclareço que não me posiciono contra ou a favor de nenhuma religião. Sou contra, isto sim, à estagnação no desenvolvimento espiritual e mental das pessoas, pois este é o objetivo de todos. As religiões, e tudo o mais, devem ser avaliadas segundo esta questão. Uma vez esclarecido isso, vamos adiante.</p>
<p><strong>Para sabermos o que convém a nós, seres humanos, precisamos saber qual nosso objetivo maior nesta existência e, para isso, precisamos saber do que somos feitos</strong>. Neste sentido, é necessário saber que o ser humano é um ser espiritual que possui uma vida num mundo a que chamamos de físico. Isso nos faz presos a várias características deste mundo. Mesmo uma pessoa completamente materialista sabe que nem tudo o que existe é material. As ondas eletromagnéticas, por exemplo, não são matéria e as usamos diariamente como meio de comunicação codificando informações nelas. E a matéria não é feita de matéria e nem existe num tempo tal e qual os percebemos, conforme já demonstrado pela física. Nosso pensamento, que é o que somos, não é material e não é palpável. Nem mesmo sabemos do que ele é feito. E sobre a conexão de nossa mente ao nosso corpo, possivelmente através do cérebro, nada sabemos. Fenômenos ditos paranormais também não fazem parte do mundo material da forma como o definimos.</p>
<p><strong>Além de sabermos que somos seres espirituais, também devemos estar cientes de que existimos para nos desenvolver e amadurecer e que isso acontece a nível espiritual</strong>. Quem pode explicar o amadurecimento pessoal num nível físico? Fisicamente falando, o que diferencia uma pessoa boa de uma má? Uma infantil de uma adulta? Para melhor entendermos o amadurecimento espiritual, podemos compará-lo ao ciclo de vida de uma pessoa. Ela nasce criança e depois passa por várias fases até morrer, se tudo der certo. Enquanto criança, ela não consegue sobreviver sozinha e nem tomar conta de si mesma no mundo humano. Para isso, ela conta com os adultos. Estes adultos, normalmente os seus pais, cuidam e responsabilizam-se por ela durante seu crescimento. Eles fazem por ela o que é necessário para sua vida enquanto a ensinam e educam para que, um dia, ela mesma tome conta de si. Há um ditado, de autoria que desconheço, que diz: “<em>Educar é tornar-se dispensável</em>”. E isso é verdade, pois espera-se que o adulto saiba cuidar de si próprio sozinho.</p>
<p>Na nossa sociedade, em algum momento do processo educacional da criança surge a religião para suprir e orientar seu crescimento espiritual. Espera-se que a religião também eduque para transformar o educando em um adulto espiritual. Infelizmente, <strong>praticamente todas as religiões transformam o educando mais num fiel e do que numa pessoa espiritualmente mais madura</strong>. Um fiel aos preceitos religiosos e não ao seu próprio amadurecimento. Um fiel dependente de sua religião. Isso equivale a pais que educam seus filhos para dependerem emocionalmente deles para sempre, sem jamais amadurecerem o suficiente para se tornarem individualidades adultas e maduras o suficiente para cuidarem independentemente de suas próprias vidas.</p>
<p>Surge aqui um conflito. De um lado uma religião humana que infantiliza espiritualmente seus fiéis e de outro o propósito de evolução de tudo o que existe, o que inclui o ser humano. Numa religião que não prega a Verdade, o que é fato comum, o fiel jamais atinge o entendimento de que <strong>Deus não está a serviço das pessoas para atender as suas necessidades e desejos corriqueiros, para levá-las pela mão ou, ainda, para eliminar da terra a crueldade e a injustiça, pois tudo isso é responsabilidade ou criação das pessoas</strong>. O que Ele espera é o crescimento espiritual de todos e que, uma vez maduros, possam resolver seus próprios problemas.</p>
<p>Na prática, <strong>muitas religiões humanas instituíram regras e dogmas rígidos que incentivam o medo, a dependência e a impotência do homem, levando-o, muitas vezes de forma sutil, a uma posição de humilhação e subserviência</strong>. Neste caminho, a pessoa passa a ter vergonha de si própria, pois sabe que deveria crescer. Com isso, revolta-se consigo mesma, pois, no fundo, ela conhece seu objetivo maior, dado pelo Criador, de crescer espiritualmente, de tornar-se forte e de poder resolver seus próprios problemas. Mas, como crescer se se está preso a regras que <strong>colocam o fiel na posição de uma criança dependente instruída a ser protegida e a recusar a aparente dificuldade da vida adulta e da responsabilidade para consigo mesma</strong>?</p>
<p><strong>A autêntica espiritualidade visa tornar o ser humano forte e responsável por si mesmo, sem esperar que a justiça lhe seja entregue de bandeja, mas ele mesmo sendo justo</strong>. Fomos feitos para isso e sabemos disso. Neste sentido, <strong>o total ateísmo e o materialismo são menos prejudiciais do que muitas destas religiões que aprisionam o crescimento espiritual</strong>, pois estas criam uma farsa a partir da verdade que confunde bastante a visão correta.</p>
<p><strong>A autêntica espiritualidade implica em buscarmos, sozinhos e com a ajuda dos outros e através do amor, as verdades que temos dentro de nós mesmos</strong>. Em muitas crenças e filosofias registradas no passar dos milênios de história conhecida, além de outras formas de obtenção de conhecimentos, foi dito que existe o divino habitando em nós mesmos. Temos esta origem espiritual. Na bíblia, Jesus disse que somos irmãos e em João 12:45 que “<em>quem me vê a mim, vê aquele que me enviou</em>”. Logo, aquele que enviou Jesus está dentro dele e de seus irmãos. No Bhagavad Gita, Krishna, outra personificação divina neste mundo, também disse que a divindade habita em todos os seres.</p>
<p>Devemos saber também <strong>o que leva as pessoas às religiões. Um forte fator é o medo, especialmente da morte e dos infortúnios da vida</strong>, vista como algo cruel e injusto. O apego à atual vida material, incluindo aí o próprio corpo e as pessoas amadas, gera o medo da morte. O problema é que <strong>a aceitação da morte e do desconhecido, com todas as suas facetas, é pré-requisito para a aceitação da vida e da felicidade</strong> e sua negação acaba conduzindo as pessoas para alguma coisa que lhes sirva de muletas para suportar o medo e a solidão. Para isso, várias religiões se prestam bem.</p>
<h2>Religiões – uma breve avaliação</h2>
<p>Se o objetivo do ser humano é a evolução espiritual e se as religiões se proclamam instituições que lidam com a espiritualidade então devemos <strong>verificar se elas realmente induzem seus fiéis a caminharem neste objetivo. A simples observação prática dos fiéis de décadas de afiliação religiosa quanto a sua maturidade espiritual pode ser um caminho esclarecedor</strong>. Como tal avaliação é complexa, pode ser útil pegarmos apenas um ítem que seja muito relevante: a forma como o fiel se comporta diante de sua morte. Como <strong>praticamente todos tem medo de morrer e quase todas as religiões pregam uma forma de subsistência após a morte, mais para amenizar o medo do que para instruir ou fazer do fiel alguém capaz de enfrentá-lo</strong>, proponho comparar os fiéis com um adulto espiritual no que se refere a este particular. Na minha opinião, <strong>se muitos fiéis com décadas de devoção não são adultos espirituais neste ítem específico, que a tantos atormenta, eu poria em dúvida a eficácia da instituição religiosa em relação ao objetivo evolutivo do universo</strong> que o próprio criador inventou. Prossigamos.</p>
<p>Como age um adulto espiritual diante da morte? Em (1) Sêneca (4 a.C.? &#8211; 65 d.C.) disse que um adulto tem consciência de que a vida lhe foi dada de empréstimo e, por isso, sujeita à restituição. Além disso, o adulto não perde a autoestima por saber que não é dono de si, mas, ao contrário, faz tudo o que deve fazer de forma muito diligente. O adulto, quando tem de devolver a vida que ganhou, não se queixa da sorte e anuncia: “<em>Obrigado pelo que tive e utilizei&#8230; já que me ordenas, cedo e devolvo agradecido e de bom grado&#8230; eu te entrego a prata, a casa e a minha família. Devolvo-te tudo</em>”. Se a natureza reclama suas dádivas, já que foi ela, primeiro, quem as deu, o adulto diz: “<em>Recebe esta alma melhor do que quando a concedeste. Não sou evasivo nem fujo. Acolha-a pronta e acabada de quem a recebeu</em>”.</p>
<p>Retornar para onde se veio, qual é o problema disso? <strong>Mal vive aquele que não sabe morrer bem</strong>.</p>
<p>E então, quem é adulto como este descrito acima por Sêneca? Ou será que tal afirmação deste filósofo seria algum disparate?</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<ul>
<li>Além da questão espiritual, muitas religiões tomam para si o papel de inibir o mau comportamento social das pessoas. Esta questão poderia ser responsabilidade apenas da legislação humana.</li>
<li>Se crescermos o suficiente, um dia não precisaremos mais nem das igrejas, pois saberemos e estaremos juntos ao divino que está em nós, e nem da legislação humana, pela mesma razão anterior que permite sermos adultos maduros e que, por isso, não fazem mal a si e nem aos outros.</li>
<li>Indico a leitura da palestra nº 88 da Sra. Eva Pierrakos (2), texto que utilizei como base para algumas considerações feitas aqui. Recomendo que você o baixe da internet e o leia, pois ele é bem mais claro e instrutivo do que o que aqui escrevi. O link está nas referências logo abaixo em (2).</li>
<li>Algumas afirmações &#8211; de autor desconhecido &#8211; que recebi num e-mail:
<ul>
<li>A religião não é apenas uma, são centenas.<br />
A espiritualidade é apenas uma.</li>
<li>A religião é para os que dormem.<br />
A espiritualidade é para os que estão despertos.</li>
<li>A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, pois querem ser guiados.<br />
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.</li>
<li>A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.<br />
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.</li>
<li>A religião é humana, é uma organização com regras.<br />
A espiritualidade é Divina, sem regras.</li>
<li>A religião é causa de divisões.<br />
A espiritualidade é causa de União.</li>
<li>A religião lhe busca para que acredite.<br />
A espiritualidade você tem que buscá-la.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;"><em>Referências</em></span>:</strong></p>
<ol>
<li>Sêneca, Anneo Lúcio; “Da tranquilidade da alma”; L&amp;PM Pocket vol.789; 2010; pág. 68.</li>
<li>Guia Pathwork, palestra nº 88, 15 de setembro de 1961, “Religião: verdade e falsidade”; The Pathwork® Foundation; <a href="http://www.pathwork.org/lectures/unedited/088.PDF" target="_blank">http://www.pathwork.org/lectures/unedited/088.PDF</a>
<ol>
<li>Em português: <a href="http://www.pathworksul.com.br/inicio.htm" target="_blank">http://www.pathworksul.com.br/inicio.htm</a> ou, se não conseguir acessar este site (nem sempre funciona bem), disponibilizei-a aqui<br />
<a href="http://trink.files.wordpress.com/2011/02/pw088-religiao_verdade_e_falsidade.pdf" target="_blank">http://trink.files.wordpress.com/2011/02/pw088-religiao_verdade_e_falsidade.pdf</a></li>
</ol>
</li>
</ol>
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		<title>Pessoas ausentes</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jan 2011 19:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vou lhes contar algo que me aconteceu quando eu tinha uns oito anos de idade. Muitos o classificariam de pueril. Uma simples bobagem ou uma mera situação corriqueira, no entender da maioria. Grande engano! Este acontecimento encerra um fato importantíssimo! &#8230; <a href="http://trink.wordpress.com/2011/01/13/pessoas-ausentes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trink.wordpress.com&amp;blog=3971837&amp;post=1318&amp;subd=trink&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou lhes contar algo que me aconteceu quando eu tinha uns oito anos de idade. Muitos o classificariam de pueril. Uma simples bobagem ou uma mera situação corriqueira, no entender da maioria. Grande engano! Este acontecimento encerra um fato importantíssimo! A correta compreensão e assimilação do que ele nos mostra tem, nada mais nada menos, o poder de mudar profundamente as pessoas e o mundo em que vivem. Mudar para muito melhor. Simples? Sim, sem dúvida. Bobo?</p>
<h2>O acontecimento</h2>
<p>Naquele dia de minha infância passei diante da TV onde meus pais assistiam a um programa. Creio que era um filme. Olhei rapidamente, apenas o tempo suficiente para ver uma cena da qual jamais me esqueci.</p>
<p>Vi dois homens em preto-e-branco que se aproximavam caminhando em sentido oposto numa rua. Um parou diante do outro e começaram a se falar, diretamente, sobre um assunto qualquer. Não se cumprimentaram. Não se alegraram na presença um do outro. Não houve nenhum contato, nenhum afeto. Conversaram apenas. Conversaram? Assim como chegaram, sem dizer palavra alguma e sem se despedir, afastaram-se um do outro.</p>
<h2>Sobre o acontecimento</h2>
<p>De tão simples que é, esta cena pode ser considerada trivial para milhões de pessoas acostumadas a um eterno bombardeio de estímulos externos. Ela não passa de uma bobagem para estes que estão acostumados a ver centenas de filmes fantásticos repletos de uma quantidade de ação humanamente impossível de se suportar, a se submeter a aventuras adrenalínicas, a se atirar em geradores de fortes emoções em sofisticados parques de diversões e a tantas formas de se embriagar de sensações. Mas, <strong>o excesso de estímulo amortece, anestesia e traz a cegueira</strong> que impede a visão dos mais importantes e profundos ensinamentos em todas as situações que acontecem corriqueiramente ao redor do cego. Uma criança não anestesiada, até porque estava numa outra época mais lenta e humana do que hoje, viu esta cena com um olhar profundo e verdadeiro. Jamais me esqueci desta cena trivial daquele filme visto há décadas. Na verdade, foi a profunda impressão que ela me causou que a fez inesquecível.</p>
<p>Havia algo muito diferente naqueles homens que fugia da compreensão da criança que vê com olhos verdadeiros. De alguma forma, eles não estavam ali. Seus corpos caminharam até eles pararem um de frente para o outro, mas sem estarem ali. <strong>Eles estavam desconectados do mundo que os cercava e de seus corpos que, assim, ficaram vazios</strong>. Eles não se viram, pois não estavam. Eram apenas corpos que abrigavam seres dormentes. Esse suposto encontro poderia passar desapercebido a outros espectadores que dormem, mas não a uma criança que, naquele momento, via.</p>
<p>Fiquei ali, vendo essa insanidade de forma perplexa e com grande sentimento de pena daqueles homens em branco-e-preto. Que tão grave fatalidade poderia ter acontecido com aquelas vidas capaz de as colocar naquele estado de miséria?  Que infelicidade não estar, não ver e não ser. <strong>Como viver sem ver o outro, sem percebê-lo e sem ter carinho algum por ele?</strong> Como viver sem ser visto, sem ser percebido e sem receber carinho? Como pode alguém ser amado se sequer é visto? <strong>Como pode alguém existir de verdade se não ama e nem é amado?</strong></p>
<p>Ainda criança, mas um pouco mais tarde, descobri que <strong>os adultos julgavam normal aquele tipo de &#8220;relacionamento&#8221; vazio</strong>. Pessoas adultas numa vida de cidade grande são assim &#8211; disseram-me alguns deles. Entristeci-me, então, com a perspectiva de ser adulto um dia. Eu teria que me ausentar de mim e que me afastar da realidade amorosa do ser humano. <strong>Eu não poderia mais andar na rua vendo como importantes e queridas todas as pessoas</strong> que eu ainda não conhecia pessoalmente, mas que eu já sentia como presentes numa unidade da qual eu fazia parte. <strong>Eu teria que esquecer ou negar o que já sabia apenas para imitar os adultos cegos ou ignorantes</strong>. Eu teria que me entristecer profundamente.</p>
<p>Eu entendi, como criança que era, que os adultos daqui teriam que ficar sós e tristes para se julgarem adultos. Todos muito solitários. Muito desamparados. Muito apequenados num vazio interno onde o sentir está proibido.</p>
<p>Mas eu sabia que eles, os adultos, estavam errados, pois é impossível transformar a mentira em verdade.</p>
<p>Alguns anos mais tarde entendi que <strong>eles não eram adultos, mas apenas velhos</strong>. Cegos, acabaram envelhecendo antes de amadurecerem. E comecei a garimpar aqueles que são sábios e maduros. <strong>Aqueles que podem ser chamados apropriadamente de adultos. Aqueles que sabem quem são, estão conectados consigo e com o mundo, amam a Deus, se amam e amam aos outros</strong>. E sabem ser amados, pois sabem amar. Aqui precisamos garimpar bastante, pois abundam os velhos que não cresceram.</p>
<p>Imagino ter saudades de um tempo onde o mundo estava repleto de adultos. E de sábios. E de amor. Saudades de casa.</p>
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		<title>Guerra às Causas do Tráfico de Drogas</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 20:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste final do ano de 2010 aconteceu uma importante e incisiva batalha contra traficantes de drogas no Rio de Janeiro. Sobre isso, três observações. A primeira é que, para quem não mora no Rio, o que se percebeu foi apenas um fato amplamente divulgado e que já começa a ser esquecido. Em breve estará relegado apenas a uma lembrança e depois nem isso. Assim foi moldado o comportamento do dócil povo brasileiro. A segunda observação é que esta batalha foi considerada uma vitória contra o tráfico a ponto de ser declarada, nas primeiras páginas de alguns jornais, praticamente como o extermínio do comércio ilegal de drogas. Será? A terceira observação é o tema deste texto. Trata-se de uma breve visão sobre a diferença entre esta luta e a verdadeira guerra que precisamos enfrentar.</p>
<h2>A verdadeira guerra</h2>
<p>Sem dúvida alguma foi muito importante esta vitória sobre o tráfico, especialmente para os moradores das regiões afetadas no Rio, mas a derradeira guerra é contra um inimigo muito maior. Um inimigo que é responsável por todos os problemas da humanidade e que age a partir de nós mesmos. Quando vencermos esta guerra <strong>seremos seres humanos melhores para quem os atuais problemas de tráfico de drogas, corrupção e outras destas primitivas ações serão meras lembranças de um passado grotesto</strong> . Esta <strong>guerra é contra o afastamento da maior parte da humanidade do seu real objetivo: a evolução e o amadurecimento espiritual</strong>. Esta guerra deve ser travada com inúmeras <strong>lutas contra a ignorância e contra a falta de visão e consciência a respeito da natureza humana</strong>.</p>
<p>Para facilitar o entendimento de muitos, nada como usar da imaginação. Visualize um mundo habitado por pessoas muito desenvolvidas, ninguém menor do que um Jesus, um Buda ou um Krishna. Num mundo com esse tipo de gente, poderiam haver guerras pelo poder terreno, roubos, subornos, armas e drogas como no nosso? Para que serviriam estas coisas para pessoas como estas? Agora visualize outro mundo habitado por pessoas não mais evoluídas do que cães selvagens. Neste mundo todos se preocupariam quase exclusivamente em sobreviver e procriar. Caçar, comer carne viva das presas e manter os territórios conquistados seriam atividades sumamente importantes. Ao imaginarmos um mundo superior e outro inferior ao nosso fica fácil se perceber que estamos num inevitável processo evolutivo. Através deste exercício também pode-se notar que ainda não nos livramos das características do mundo animal, pois, como eles, estamos ainda numa luta territorial e de poder material. Ora, <strong>o tráfico de drogas em si não é o problema, mas sim uma das consequências do nível de amadurecimento da maioria das pessoas</strong>. Estamos num mundo onde já existe gente que está acima da dependência da luta pelo poder material e que jamais roubaria ou se envolveria com qualquer atividade nefasta, como o comércio de drogas e armas. Mas, a maioria ainda não chegou a tanto. Logo, qual é a verdadeira guerra que devemos travar? Obviamente é aquela que serve para melhorarmos a nós mesmos. Essa é a guerra. O combate ao tráfico é apenas um pequeno paliativo de curto prazo para estancar uma ferida. Se o câncer é a doença, a guerra é combater as suas causas e os remédios contra as dores provocadas por ele são apenas combates dentro de uma estratégia maior. Será que este noticiadíssimo ataque ao tráfico no Rio faz parte de uma estratégia maior voltada ao nosso crescimento? Ou faz parte de algum outro plano não divulgado?</p>
<p>A verdadeira guerra é contra o que se opõe a nossa evolução e isto está dentro de nós, especialmente nos mais atrasados que, não por acaso, são os mais apegados ao poder terreno. Esta será uma longa guerra, mas <strong>toda grande jornada começa com a consciência de para onde se vai, do seu porquê, da intenção de fazê-la, de coragem e, finalmente, do primeiro passo na direção certa</strong>. Esta guerra implica em investir em <strong>educação espiritual, moral, social e histórica</strong>. Implica em ajudar a todos a terem <strong>consciência sobre quem são e quais os propósitos maiores da existência humana</strong>. E, consequentemente, em incentivar as <strong>necessidades humanas de amor e evolução</strong>.</p>
<p>Apesar de não haver nada mais a dizer, como <strong>quase todos só percebem as visíveis e noticiadas ocorrências de nossa sociedade como a totalidade da realidade, e não meras consequências do comportamento das pessoas</strong>, cabe então olharmos para o tráfico de drogas em si. É desnecessário, mas é tudo o que muitos conseguem ver.</p>
<h2>A batalha contra o tráfico de drogas (e outras mais)</h2>
<p>Muitas pessoas usam drogas. Por quê? Porque precisam fugir da sua vida cotidiana. Por quê? Porque estão perdidas e desesperançosas. Não sabem e não seguem o propósito maior de suas vidas e, por fim, pouco se conhecem. Isso acontece porque não possuem suficiente discernimento e força para suportar a pressão de uma sociedade doente, feita por pessoas nestas mesmas condições, que não lhes propicia esclarecimento, educação e oportunidades, mas apenas confusão. <strong>Nossa cultura ensina às pessoas valores e conceitos errados em relação à natureza e aos propósitos da vida humana</strong>. Despreparadas, muitas são presas fáceis à confusão que lhes foi imposta e acabam por usar drogas numa desesperada tentativa de fuga e alívio, além de outras razões. De forma bastante hipócrita, é a própria sociedade que maltrata e desorienta que fornece as drogas, tanto legais quanto ilegais.</p>
<p>As drogas ilegais são aquelas não regularizadas pela lei e cujos negócios que geram não rendem impostos para o governo. O combate no Rio de Janeiro foi contra os vendedores deste tipo de drogas. Estes comerciantes são chamados de traficantes e considerados bandidos. Uma quantidade bastante maior de drogas são consideradas legais. Estas não são alucinógenas, mas geralmente <strong>calmantes que fazem as pessoas suportarem o insuportável e, sem mais reclamar, ficarem eternamente paradas onde estão</strong>. Atualmente vivemos numa sociedade onde um alarmante (e não divulgado) número de pessoas sobrevivem pela metade, eternamente sedados e com seus sentimentos congelados. Uma população de robôs? Muitos chamam essas pessoas caladas e insensibilizadas quimicamente de saudáveis. <strong>Zumbis insensíveis e que não reclamam, resistentes ao trabalho e com reduzida capacidade de ver a realidade e de pensar</strong>, são criaturas muito convenientes ao verdadeiro inimigo. Obviamente, tais pessoas sempre pagam pelas suas drogas e recolhem impostos. Nesse comércio legal os vendedores são farmacêuticos e psiquiatras e os produtores são as indústrias farmacológicas. Nenhum é  considerado bandido. É importante ressaltar que assim como os psiquiatras não são, a princípio, bandidos, nem todo traficante é. Loucura? No entender de muitos, um psiquiatra que diz que uma criança possui deficiência de atenção com hiperatividade e lhe receita Ritalina, sejam quais forem suas razões, é um bandido cruel, assim como os ignorantes (ou apenas desinteressados) pais desta criança. Loucura? De quem?</p>
<p>A conclusão é simples: <strong>enquanto existirem compradores de drogas e pessoas dispostas a lucrar com elas ou simplesmente prejudicar populações inteiras, pelas razões expostas acima, não acabará o negócio criado em torno delas</strong>.</p>
<p>Para que uma droga chegue ao consumidor é necessário que ela seja produzida. Alguém a colhe na natureza, se ela estiver lá em quantidade suficiente e, se não, alguém planta mais. Alguém processa. Alguma fábrica farmacológica produz. Alguém transporta. Alguém divulga seus benefícios. Alguém vende e finalmente, alguém usa. Tudo isso requer muita organização, trabalho, dedicação e dinheiro. O negócio das drogas, legais ou ilegais, tanto faz, é propositadamente criado e mantido. E os usuários são, sem falsas hipocrisias, direcionados ao consumo. A mesma sociedade que proclama às pessoas que não usem drogas é a que as leva a isso e lhes propicia os meios para se drogarem. A mesma sociedade que ataca os métodos desumanos de vários traficantes é a que os cria e os usa.</p>
<p>Não devemos esquecer de outros negócios, muitos dos quais surgindo em torno deste das drogas. Um deles, enriquecido pelo das drogas, mas não dependente deste, é o de armas. Ora, o projeto, a manufatura, a produção, a distribuição e a venda de armamentos também requer muita organização, trabalho, dedicação e tecnologia. E gera muito lucro. Logo, muitos estão se esforçando, de forma bastante eficiente, para colocar armas no mercado. Armas caras, pois não falamos apenas do tipo de armamento que se usou no Rio, tanto pelos traficantes como pela polícia e exército, mas também de mísseis e armas nucleares que existem, dizem, para nossa &#8220;segurança&#8221;. O tráfico de armas, assim como o de drogas, é um grande negócio que precisa ser mantido através de infindáveis guerras e conflitos. Guerras nunca grandes o suficiente para aniquilar a humanidade (e os negócios), mas sempre moldadas a trocarem de endereço de tempos em tempos. Será que aquela humanidade de Jesuses, Krishnas e Budas manteriam este mercado? &#8220;<em><strong>Crianças não brincam com armas. E adultos não fabricam armas</strong></em>&#8220;: máxima de Luciano Pillar.</p>
<p>Voltemos à vitória contra o tráfico no Rio. Foram mortos muitos bandidos, provavelmente mais do que se anunciou na mídia, e um número menor de policiais. Foram apreendidas uma grande quantidade de drogas e de armas. Estas armas serão destruídas? Toda a droga será exterminada? Todos sabemos que não. Sendo assim, o que acontecerá com este material logo depois que (muito rapidamente no Brasil) tudo for novamente esquecido? Adivinhe! Eu voto na sua volta ao mercado.</p>
<p>E assim é. A produção não para. Os negócios não param. Por quê? Porque as pessoas com os problemas descritos logo no início deste texto também são as que criam os negócios e enriquecem com eles. Porque muito maior e mais grave do que os trilhões de dólares gerados pelos efêmeros negócios da violência e das drogas é a demasiada imaturidade e mal direcionamento do ser humano  no caminho de sua evolução. Na média, é claro, pois muitos já estão suficientemente mais avançados do que isso.</p>
<p>Então, amigos, foi feita sim uma ação benéfica no Rio, especialmente para os moradores das regiões afetadas pelo comando dos traficantes, mas isso não passa de um remédio que ataca a dor de cabeça de um doente com câncer. Muito provavelmente esta &#8220;guerra&#8221; foi uma mera decisão dos que mandam e que resolveram trocar o pessoal da distribuição. Ou para fortalecer a imagem da polícia e exército perante a população. Seja qual for a verdadeira razão, é possível que ela nada tenha a ver com simplesmente ajudar as pessoas porque, se fosse esse o caso, as pessoas já estariam sendo ajudadas há muito tempo com educação e saúde de qualidade, por exemplo, que são os serviços básicos a serem entregues pelo governo que tanto cobra por eles.</p>
<p>Solução de verdade? <strong>Eliminar a ignorância, a imaturidade e a maldade</strong> que geram a necessidade do consumo de drogas, por um lado, e do lucro através dos negócios nesta área, por outro. Como? Através da <strong>educação moral, espiritual e histórica</strong>. Incentivando as <strong>necessidades universais e humanas de amor e evolução</strong>. Buscando <strong>auxiliar todos a terem entendimento sobre quem são e quais os propósitos maiores da existência humana</strong>.</p>
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		<title>Retiro e meditação: caminhos para o equilíbrio pessoal</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 18:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Pillar</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou em retiro. Afastei-me de minhas corriqueiras atividades e das pessoas com as quais convivo. Não estou num lugar longe da civilização, mas sim do meu cotidiano. E estou só, por uma semana. É pouco tempo, mas infinitamente mais do que tempo algum.</p>
<p>Por que me afastei? Porque isso é uma necessidade, algo que todos precisam fazer periodicamente, assim como o sono, a alimentação, a atividade física, o trabalho, a convivência humana e a meditação.</p>
<p>O mundo civilizado atual é doente. <strong>Pessoas adoecidas pelo seu grande desequilíbrio criam um mundo insano que, em contrapartida, as faz ficarem mais doentes ainda</strong>. Vivemos uma vida que nos solicita, sem nenhuma interrupção, a constantes atividades. E somos desumanamente bombardeados por uma não absorvível quantidade de informações, quase todas inúteis. Não temos tempo de viver e nem de assimilar nada, pois, antes que tenhamos a oportunidade para isso, novas requisições nos são feitas para imediata atenção. Doentes que buscam alívio químico numa insana farmacologia, especialmente construída para acalmar aqueles que não suportam mais. Doentes espiritualmente carentes que buscam, em desespero, qualquer forma de alívio religioso, Doentes que vêem TV sem parar. Entram em casa e ligam este dispositivo para que ele fique ali, fazendo ruído suficiente para que a pessoa continue em seu torpor movido a estímulos externos. Aí vem a novela. O big brother. Um filme. O jornal. Na hora onde se poderia, finalmente, parar, aproveita-se para planejar o outro dia, onde cada segundo estará alocado de forma &#8220;útil&#8221;. Sobra o recurso do álcool que alivia imediatamente tudo o que angustia, mas que nem se sabe mais o que é. Se der, um pouco de sexo para uma rápida descarga de energia e frustrações. Segue um possível remédio para dormir e o sono agitado de uma pessoa exausta e esvaziada que, na cama ainda, relembra quais serão as atividades iniciais do próximo dia. Depois disso, ao amanhecer, não porque se tenha visto o sol nascer, mas pelo estressante aviso do despertador,  tudo de novo!</p>
<p>Mesmo minha própria vida não tendo chegado até o ponto da insanidade descrita acima, resolvi parar. Parei!</p>
<p>Entrei num cotidiano propositadamente variável. Nenhum estímulo externo que eu não queira. As atividades são as que escolho apenas pelos meus critérios. Elas começam e terminam nos momentos que me parecem apropriados, respeitando apenas o ciclo da natureza dado pelo sol. Quando ele se põe, umas duas horas depois vou dormir. Quando ele nasce, pouco tempo depois acordo feliz e me levanto. Ao deitar e ao acordar, faço orações e agradeço por tudo. O dia segue com uma atividade que me propus: uma criação de cunho filosófico e espiritual que requer, neste momento, sua redação. Esta atividade é intercalada com passeios à praia ou para comprar alimentos. Seja qual for o destino, o caminho em si, de bicicleta ou a pé, já é um enorme prazer, pois só passo por bosques, ruas calmas e lindas casas com fartos gramados ao seu redor, no lugar de cercas eletrificadas para afastar a nós mesmos. Na praia escolhida para o dia  dedico-me ao absoluto ócio, pelo tempo que desejar. Pura contemplação do mar, da ilha, do vento, do sol, das gaivotas que se aproximam. Inevitavelmente, não resisto e entro num revigorante estado de louvor e agradecimento. <strong>Agradeço e reverencio à Deus e a sua inigualável obra.</strong> Ao sol (especialmente quando ele se põe no mar), ao vento, ao mar e à areia. A todas as aves. Aos lobos e leões marinhos. Aos peixes. Às pessoas que amo, conhecidas ou não, que estão aqui comigo neste mundo e nesta época. Àquelas que já se foram e as que estão por vir. Louvo a este absurdamente belo planeta que nos abriga tão carinhosamente e a sua tênue atmosfera que nos protege e, entrando em nossos pulmões constantemente, enche-nos de vida. O criador é um hiper gênio. Louvo, sempre, à vida.</p>
<p>Todas as minhas locomoções são feitas a pé ou de bicicleta. Isso faz uma diferença enorme, pois um carro, apesar de ser rápido e capaz de levar carga, nos isola do mundo. Ele é rápido demais, não nos deixa ver as pessoas, ouvir os pássaros e ser tocado pelo vento. Ele elimina o caminho &#8211; a vida &#8211; e apenas nos conecta a destinos aos quais chegamos inconscientes. Se preciso de um carro, para fazer compras maiores no supermercado ou fugir da chuva, chamo um táxi. Simples assim.</p>
<p>Talvez mais importante do que tudo isso é a razão do retiro. Normalmente as pessoas almejam, em suas férias, ir a novos lugares, especialmente os mais distantes. Se for no exterior, melhor. Com a redução dos custos, e a aparente importância social que uma viagem ao exterior passou a ter, as pessoas passaram a conhecer os confins do mundo enquanto não sabem das maravilhas que as cercam e nem conhecem seus vizinhos pelo nome. <strong>Levam o corpo para longe, mas esquecem-se de abrir os olhos</strong>. Não lembram mais como abrir os olhos. <strong>O retiro é uma viagem interna</strong>. O lugar externo é apenas um dos caminhos para esta viagem maior.</p>
<p>A conexão interna é imprescindível para o propósito da vida humana. <strong>O ser humano não existe para cumprir tarefas como meta final. Ele existe para aprender, expandir sua consciência, conectar-se consigo mesmo e com o universo e levar esta expansão e acréscimo de sabedoria aos outros</strong>. Para que isto aconteça, é imprescindível que saibamos o que somos, do que consistimos e, considerando isso, façamos o que deve ser feito seguindo as regras de nossa natureza e do universo onde estamos. É simples, não?</p>
<p>Quando nos alimentamos bem, temos força e saúde. Caso contrário, não. Este é um exemplo simples para mostrar que, da mesma forma, <strong>quando estamos sintonizados da forma correta com nossa natureza, funcionamos bem e, se não, adoecemos. Nossa sociedade é a doença desse desequilíbrio</strong>. O que é e de onde vem o câncer que mata a tantos? Por que nossa medicina materialista cartesiana, apesar de décadas e bilhões de dólares investidos, se mostra tão incompetente em descobrir, de uma vez por todas, a cura desta doença? É simples: <strong>o câncer é apenas uma manifestação física de um desequilíbrio não físico. Um desequilíbrio de nosso comportamento em relação a nossa natureza e ao propósito maior da vida</strong>.</p>
<p>O retiro e a meditação são imprescindíveis. <strong>A meditação deve ser feita diariamente e o retiro numa periodicidade maior</strong>. Existem várias formas de meditação, mas a mais básica e importante é aquela que <strong>colocamos voluntariamente em repouso uma parte mortal nossa: a mente concreta e seus pensamentos</strong>. Cada um de nós é algo a que podemos chamar de Eu. Este Eu possui recursos para viver neste mundo. Um deles é o corpo físico. Outro é o corpo mental. Esta mente é responsável pela interpretação dos estímulos sensoriais que constantemente recebemos e por pensar. O corpo físico funciona e precisa descansar periodicamente. Para isso, basta pararmos de nos mover ou dormir. O corpo físico é comandado pelo corpo mental que, da mesma forma que o físico, precisa descansar periodicamente, pelo sono ou meditação. O corpo mental e o físico são finitos e morrem com o tempo. <strong>Os corpos mental e físico são meros instrumentos e devem ser comandados pela razão de suas existências: o Eu superior</strong>.</p>
<p><strong>Precisamos nos cuidar com um recurso do corpo mental: a sua autonomia</strong>. O corpo mental é como a respiração física, que é autônoma e também pode ser comandada. Mas a mente tem a capacidade de julgar-se viva por si própria. E como ela usa, e muito, este recurso, ela acaba sobrepujando o Eu no comando da vida. Desta maneira, o Eu tende a esquecer-se de quem é e de qual o seu papel. Enquanto isso, a mente, como comandante e sem a capacidade e a sapiência espiritual do Eu, passa a ser subjugada pelo grande apelo dos nossos sentidos que provocam prazer. <strong>Isso resulta numa pessoa presa a simples prazeres terrenos e o Eu superior, assim, fica preso a uma situação menor do que ele próprio e paralisado em relação ao objetivo maior, a evolução (espiritual)</strong>. Prisão! Na sociedade ocidental este é um problema maior, pois ela super incentiva a vida sensorial e os prazeres terrenos.</p>
<p>O caminho correto de funcionamento de uma pessoa sábia é este:<br />
<strong>Eu superior</strong> -&gt;<em>controla</em>-&gt; <strong>Mente </strong>&lt;-<em>informam</em>&lt;- <strong>Sentidos </strong>(visão, audição, tato, olfato, paladar)</p>
<p>Então amigos, retiro e meditação! Não subestime a necessidade disso. E não pense que, em retiro, a liberdade simplesmente vêm. Não, isso demora, mais para uns, menos para outros. Nós mesmos tendemos a nos impor as loucuras que vivemos em nossa sociedade doente, mesmo estando a sós. Tendemos a nos estimular de dentro para fora, quando ficamos carentes dos excessos de estímulos exteriores. É um vício.</p>
<p>Para terminar, deixo algumas palavras de Krishna, um avatar da Divindade maior (Deus), extraídas do Bhagavad Gita, uma Escritura Sagrada da literatura sânscrita escrita há uns 5000 anos, e de Rudolf Steiner (1861-1925), austríaco criador da antroposofia. Deixo também a indicação de um vídeo muito esclarecedor a quem se interessar pelo tema da meditação.</p>
<p>Seja quem for você e no que crê, como é um ser humano e segue a natureza que lhe é peculiar, <strong>se não souber diferenciar o Eu superior do pensamento e colocar cada qual no seu lugar, seu propósito de existência humana não poderá acontecer plenamente</strong>.</p>
<h2>Rudolf Steiner fala em &#8220;Nervosismo e Auto-educação&#8221;, editora Antroposófica, uma palestra proferida em 11/01/1912 em Munique</h2>
<ul>
<li>Quase não existe nada mais prejudicial para a essência do ser humano do que estar animicamente afastado, com o coração, daquilo que a cabeça é obrigada a fazer.</li>
<li>O homem sofrerá menos doenças se fortalecer a influência do Eu sobre o corpo astral, do corpo astral sobre o  corpo etérico e do corpo etérico sobre o corpo físico.</li>
</ul>
<h2>Krishna fala no &#8220;Bhagavad Gita&#8221;</h2>
<ul>
<li>V-27: O verdadeiro yogi, deixando os objetos exteriores influenciar só o seu exterior e não a sua alma, abre as vistas interiores à Luz Eterna e une a sua respiração externa com a interna, em ritmo de harmonia.</li>
<li>V.28: Todos os seus sentidos obedecem à vontade Espiritual, todo o seu pensar tem as raízes em Deus&#8230;</li>
<li>VI..10: O yogi senta-se num lugar isolado e entrega-se à meditação e a profundos pensamentos. Dominando a mente e o corpo pelo Eu Real, é livre de opiniões e expectativas egoístas.</li>
<li><strong>Sobre  o Eu superior controlar a mente</strong>:
<ul>
<li>VI.33: … Eu sei que a mente e o coração são instáveis, inquietos, turbulentos, vacilantes, obstinados e insubmissos à vontade.</li>
<li>VI.34: Parece que dominar o coração ou a mente em suas inclinações e seus pensamentos é tão difícil como reter um forte vento.</li>
<li>VI.35: Krishna: … quem fortaleceu sua vontade por meio de exercícios e disciplina, ode ser senhor de seu coração, senhor de sua mente.</li>
</ul>
</li>
<li>IX.11: Os que carecem da verdadeira luz espiritual desprezam-me&#8230;</li>
<li>IX.12: Vaidosos são eles em suas esperanças, egoístas em suas ações, tolos em seu saber e sem conhecimento da Verdade, vivendo nos planos inferiores da consciência, onde a malícia, a brutalidade e o engano dominam.</li>
</ul>
<h2>Vídeo esclarecedor e instrutivo sobre a meditação</h2>
<p>Parte 1: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yw9eNnhMSEs" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=yw9eNnhMSEs</a></p>
<p>Parte 2: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7wzl-V_1jRw" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=7wzl-V_1jRw</a></p>
<p>Parte 3: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HQIra5QRxLQ" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=HQIra5QRxLQ</a></p>
<p>Parte 4: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=TNfL4XeO4OM" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=TNfL4XeO4OM</a></p>
<p>Parte 5: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1P5Yd0Agh84" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=1P5Yd0Agh84</a></p>
<p>Parte 6: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FQTpd-W9R1k" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=FQTpd-W9R1k</a></p>
<h2>A sapiência do corpo físico e da mente governados pelos sentidos em busca do prazer</h2>
<p>Se o prazer é o que importa mais e se ele é que deve nos comandar, como manda nossa sociedade e como quase todos os que vivem nela inconscientemente obedecem, então, quanto mais prazer, melhor todos ficarão. Neste caso, recomendo que ninguém perca tempo: fume crack!</p>
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