Páscoa


A Páscoa, para muitos, representa um feriado. Ponto. Muitos também se envolvem com os ovos de chocolate e o coelhinho. Há também os que celebram a ressurreição de Jesus após sua crucificação – e antes de sua ascensão à morada do Pai – conforme o novo testamento da Bíblia. Talvez ainda haja aqueles que matem um cordeiro e passem seu sangue nas portas de suas casas para serem poupados por Deus em seu ataque aos pecadores, segundo a versão do velho testamento bíblico. Provavelmente nenhum dos adeptos dessas abordagens da páscoa deixem de apreciar o feriado. Na verdade, um grupo não exclui o outro necessariamente.

E quem pensa no que está descrito nas duas passagens bíblicas? E no coelhinho? Quem se esforça por assimilar essas mensagens em si mesmo na vida real? Quem as percebe além do tempo, das crenças e das religiões?

Lanço meu olhar, não atrelado a nenhuma crença ou religião e, espero, não ofensivo a nenhuma.

Novo testamento bíblico

Religiosos ou não, vamos usar o modelo bíblico, pois, religiosos ou não, é ali que está descrita a origem do feriado que estamos usufruindo.

A Pascoa é descrita pelo ritual pelo qual passou Jesus. A morte na cruz seguida pelo renascimento para uma nova vida entre nós e pela ascensão ao céu para juntar-se ao Criador. Esse ritual serve para nós.

“Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”, disse ele uma vez. E essa é a situação. Todos pecamos. Pecar no sentido de deixarmos de respeitar a natureza, aos outros e a nós mesmos.

O primeiro passo, para quem quer melhorar de alguma forma, é identificar alguns deles. Cada um deve olhar para si mesmo, pois nós somos nossa responsabilidade. Tudo começa por aí. Perguntas são um bom começo. Abuso dos outros? Deixo de fazer minha parte nessa vida? Uso de algum poder que a mim foi conferido para tirar proveito próprio às custas do bem-estar alheio? Contribuo para algum tipo de poluição nesse mundo, tanto física como pessoal? Violo os direitos alheios? Excluo alguém de alguma situação ou grupo? Acho que existem pessoas inferiores a mim? Superiores? Roubo? Minto? Mato? Sou egoísta? Vaidoso? Guloso?

A chance de alguém aqui não ter feito nada que prejudique a si e aos outros é praticamente nula, no mínimo. Esse passo do ritual da Páscoa requer coragem e, aqui, muitos desabam. Colocar-se diante de si mesmo, até para quem está sinceramente intencionado a isso, é difícil, pois vivemos muito tempo acreditando em ilusões criadas por nós mesmos e pelos grupos dos quais fazemos parte. Quem nunca medita pouca chance tem de se afastar um pouco dessas ilusões.

Jesus começa seu – e nosso – ritual no que hoje chamamos de Quinta-feira Santa, ou a quinta-feira de Endoenças. Ele sabe dos pecados, seus e dos outros. Ele lava os pés dos apóstolos mostrando que devemos servir uns aos outros e que devemos nos purificar. Depois ele participa da última e Santa Ceia com os apóstolos onde ele resume alguns pontos importantes do porvir e declara a eles que, mesmo na sua ausência, sua presença permanece no pão e no vinho tornados sagrados. Na ausência de qualquer um de nós, permanecem as consequências dos feitos; das ações, intenções, pensamentos e sentimentos. Essas ações, nossas e dos outros, é que fazem nossas vidas serem o que são agora.

O evangelho de Lucas 22 diz: “14 Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15 E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. 16 Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus“. Talvez haja um dia em que todas as pessoas, todas, tendo visto a si próprias, abandonaram seus pecados e amam a Deus, a si, aos outros e à natureza. Talvez nesse dia, o que está, é e movimenta sempre a nós, aquela fagulha Divina, manifeste-se e aí torne-se explícito o reino de Deus.

(tempo real: nesse exato momento, domingo de Páscoa, 01/04/2018, 06:50 horas, passa uma revoada de muitos pássaros voando em formato de V, do leste para o oeste, do nascer do Sol e em direção ao seu ocaso. Algo nasce na Páscoa e toma seu rumo numa nova vida.)

Na Sexta-feira Santa, ou a Sexta-Feira da Paixão, ele continua seu rito de passagem no sofrimento da crucificação e da morte no Calvário. Em todo rito há uma morte. Algo sucumbe para proporcionar um novo nascimento. Nossa vida é nosso rito maior aqui nesse mundo. Nascemos porque nós, fetos, morreremos naquela vida de comunhão com nossas mães. Respiramos porque nossa mãe deixou de nos dar o oxigênio que ela mesma obtinha. Temos essa vida e morreremos nela, quer a aproveitemos ou não, quer tenhamos mais consciência sobre nós e tudo ou não, quer queiramos ou não, quer sejamos ricos ou pobres, quer nossas pelas sejam vermelhas, amarelas, negras, brancas ou verdes. Com sorte envelheceremos saudáveis antes disso e, nesse ínterim, aprenderemos e melhoraremos. Se não for assim, adoeceremos antes. Ou morreremos logo, talvez hoje. E, dentro dessa vida, temos muitas vidas que se sucedem pela morte e renascimento. O adolescente morreu um dia para nascer o adulto que cuida de si mesmo e dos outros. E assim por diante. Quase infinitas situações de mudança, com ou sem a necessária celebração ritual.

E chega a Páscoa ou Domingo da Ressurreição. Chega o momento da ressurreição de Jesus, três dias depois da sua crucificação no Calvário. Uma morte propicia outro nascimento e Jesus foi além, renascendo no mesmo terreno da vida onde morreu. Fato? Impossível? Quem sabe? Mas disso, na nossa realidade, podemos aprender que é possível terminarmos com algo que não está bem em nossas vidas e, nela mesma, aqui e agora, renascermos diferentes. Uma nova vida nesta mesma. E isso é real, possível e já realizado muitíssimas vezes dentro de nossa realidade. Possivelmente cada um de nós já experimentou uma mudança assim que seguiu a uma superação. Pare um pouco agora e reflita sobre sua própria vida. Quando aconteceu uma superação e um novo nascimento?

Para mim, essa é a grande mensagem da Páscoa e desse rito de superação e renascimento que ela representa.

A humanidade está caótica e perigosa? Podemos ver qual nossa parte nisso. Podemos mudar. Podemos morrer para as atitudes destrutivas e, assim, criar as condições de nascimento de uma nova humanidade. Podemos, e devemos, iniciar conosco mesmo. E com os nossos próximos.

Velho testamento bíblico

Nessa nossa jornada, especialmente quando vier o medo paralisante – que certamente virá – é possível se extrair algo da Páscoa anterior à Jesus. Naquele tempo o povo israelense era escravo dos egípcios e o deus de Israel, que foi chamado de Deus de muitos, os ajudou a fugir atacando os egípcios e protejendo os filhos de Israel. A proteção veio através da mensagem de Deus aos profetas do povo escravo dizendo-lhes para matar cordeiros e passar o seu sangue nas pardes de suas casas. Dessa forma, no ataque aos egípcios, os israelenses seriam reconhecidos e poupados. E assim foi.

Consta que deus dizimou os primogênitos do Egito. No livro do Êxodo diz que “29 Aconteceu que, à meia-noite, feriu o SENHOR todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até ao primogênito do cativo que estava na enxovia, e todos os primogênitos dos animais. 30 Levantou-se Faraó de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, pois não havia casa em que não houvesse morto“. Deus chegou, inclusive, a permitir alguns ajustes, digamos assim, entre esse povos, conforme diz no mesmo livro: “35 Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios objetos de prata, e objetos de ouro, e roupas. 36 E o SENHOR fez que seu povo encontrasse favor da parte dos egípcios, de maneira que estes lhes davam o que pediam. E despojaram os egípcios“.

Uma interpretação plausível para nossa vida atual, no mundo real, é que todo movimento gera forças favoráveis e contrárias. Sendo assim, algo nos ajudará no nosso ritual de mudança. A natureza conspirará. Ou uma parte dela. Ou nós mesmos. Os nascimentos acontecem, não é mesmo? Alguns não dão certo, mas muitos, provavelmente a maioria, funciona bem. Tanto que estamos aqui e em número crescente de indivíduos.

O coelhinho da Páscoa

Coelho põe ovos? Na wikipedia diz que “Existe uma lenda de que uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu, para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou correndo. Espalhou-se, então, a história de que o coelho é que havia trazido os ovos“.

A wikipedia também diz que “no Antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida… O certo é que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução, e geram grandes ninhadas“.

Novamente, temos como fazer uma interpretação plausível para nossa vida atual, no mundo real, que enfatiza o nascimento para uma nova vida e a grande capacidade de repoduzí-la como uma característica inata e natural desse movimento.

O coelhinho que traz os ovinhos

E há a páscoa daqueles mais focados nos ovos de chocolate. Uma páscoa criada pelo comércio que faz circular muito dinheiro. Pessoas pagam caro por esse ovos no supermercado e algumas proporcionam belos monentos às crianças que buscam os ninhos no domingo de manhã seguindo pegadas do coelhinho que visitou a casa durante a noite. Um momento bonito que reune a família.

Feriado

E há a páscoa do feriado da sexta-feira santa apenas. Para muitos essa é uma chance de sair um pouco do lugar onde vivem. Descanso, rever a família, tomar um ar e ver o mar. É bom.

E termina o feriado para todos, seja qual foi a abordagem da Páscoa. Todos que saíram voltam para casa via possível congestionamento.

E chega a segunda-feira. E segue o baile. Para uns, o mesmo baile de sempre. Para outros, talvez um renascimento em alguma área importante da vida. Ou, ao menos, uma sementinha plantada.

E que o grande Mestre Jesus seja honrado.

Feliz Pascoa a todos!!

Referências

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A diversidade humana: imprescindível e inevitável


 

Presenciei duas situações, uma humana e outra canina, que me levaram a refletir sobre nossa diversidade. Inicialmente apenas vislumbrei as questões comportamentais e raciais, pontos de partida para conclusões posteriores mais profundas e abrangentes.

Numa delas, logo que entrei no metrô de São Paulo um jovem que estava sentado levantou para me dar lugar. Na próxima parada, entrou o namorado dele e eles se abraçaram e beijaram de forma muito afetiva. Um era branco e o outro oriental. Entrou também um senhor negro, de terno e gravata, que teve o lugar cedido por um pai e sua filha de uns quatro anos de idade, ambos brancos. A menina foi brincando com ele durante a viagem e os namorados conversavam sobre cinema.

Essas cenas de educação, solidariedade, afeto e da pureza infantil fizeram bem a mim e a outros passageiros. O contato amoroso, só possível na ausência de barreiras, é claramente benéfico. Entretanto, é bem provável que alguém tenha se incomodado com essa interação que atravessou diversidades raciais, sexuais e de faixas etárias. A questão, nesse caso, é: por quê? Será que essas pessoas têm consciência das causas de seu mal-estar? Pelo que tenho observado, quase todos os que se incomodam com as diferenças humanas não investem tempo algum em identificarem em si mesmos o que exatamente os incomoda. Muito menos o porquê. Sem a coragem necessária para se investigarem resta-lhes investir contra quem causa o seu desconforto.

Noutra situação, que aconteceu no dia seguinte, observei os cães de uns parentes que vivem num sítio. Um deles, o Max, estava com a perna dianteira direita ferida. Não conseguia encostá-la no chão e ninguém sabia o porquê. Algo aconteceu com o bicho enquanto seus donos estavam ausentes. Max é um Collie não puro. Outro, o Urso, quebrou a perna traseira brigando com outro cão na frente de um carro em movimento que, em decorrência dessa estupidez, o atropelou. Resultado: placa de titânio na perna e muito dinheiro gasto. Esse é uma mistura de alguma raça peluda e parece com os ovelheiros que conheci nos pampas. Outra era a cadela Dax. Era. Morreu em decorrência do seu terceiro ou quarto ataque aos porcos-espinhos. É muita burrice e desconexão da natureza para um bicho só. Essa era uma mistura com a raça Rottweiler. E tinham ainda os outros cães. Quatro deles. Estes estavam todos bem, dois já claramente idosos. Todos os que sobreviviam apropriadamente eram SRD (sem raça definida), os famosos e comuns vira-latas. A diversidade racial parece ser útil à sobrevivência e à qualidade de vida.

Essas situações me levaram a buscar algumas outras referências em minha memória.

Pela minha experiência, quando vivi numa pequena vila de pescadores notei que a grande maioria pensava e agia de forma semelhante. A vida da pequena comunidade é regulada por seus costumes que, no decorrer de algumas gerações, criam uma cultura que a define. Para manter as regras, todos sabem sobre todos e regulam-se entre si a partir de uma constante vigília. Comportamentos diferentes que desestabilizam as regras são punidos e geram exclusão daquele que enfrenta o sistema. A diversidade e a liberdade de expressão tendem a serem vistas como perigosas.

Numa grande cidade como São Paulo, onde também vivi, são tantas as comunidades e cidadãos convivendo que as suas muitas verdades não podem mais serem vistas como representantes da ordem suprema. Sendo assim, as pessoas são obrigadas a aceitarem, ou ao menos tolerarem, outras formas de ver, sentir e agir. Outras formas que também funcionam e que acrescentam. A diversidade é vista como algo comum.

Afinal, por que existe tanta diversidade? Não sei. Pergunte ao Grande Mistério ou ao pai-mãe Criador. O que sei é que é assim.

Olhando um pouco além

O universo é diverso, pois é feito de muitas coisas diferentes que interagem e cooperam para que as coisas existam. Elas existem, não? E essa existência segue uma ordem. Uma ordem de muito mais coisas do que supomos existir, seguindo regras mais complexas do que podemos apreender. Através de nossa intuição e ciência vamos apenas correndo atrás e tentando entender algo muito complexo e ordenado que já está aí e do qual nós mesmos fazemos parte, do qual dependemos. Tudo isso saiu da diversidade.

A Terra é diversa, da mesma forma que o universo. A vida na Terra também.

Nós também somos diversos, mesmo individualmente falando. Cada indivíduo está vivo graças a uma multiplicidade de órgãos com funções diferentes que trabalham juntos para um bem comum; a existência de nossa própria vida. Imagine só se o estômago tivesse preconceitos em relação ao fígado que está brigando com o coração e se todos discriminassem os pulmões e os excluíssem da turma. Se fizessem isso, em até três minutos estariam mortos. Ou não? Espiritual, emocional ou mentalmente falando também somos diversos. Quantos de você existem dentro de você? Por medo muitos negam, mas não podem evitar essa realidade. Somos criaturas com muitos aspectos nem sempre visíveis. Somos o Dr. Jekyll, o Sr. Hyde e outros mais que se manifestam aqui e ali em diferentes papéis. Somos múltiplos nós mesmos. Todos nós. Podemos negar, mas isso é o mesmo que se comportar como a Dax que, ignorando os porcos-espinhos, pagou com sua própria vida. Recuso-me a acreditar que não sejamos mais que uma cadela.

Socialmente falando somos a própria diversidade, pois é esta que constrói e mantém todas as sociedades e a humanidade. Sem a variedade de pessoas, povos e culturas não existiria nossa civilização. Muitos que atacam pessoas, hábitos e culturas diferentes das suas esquecem que é graças a essas diferenças que seu próprio mundo existe. Toda a tecnologia, as obras, tanto artísticas como físicas, as línguas que permitem nossa comunicação, as religiões e as filosofias só existem devido à multiplicidade humana. Os que excluem aqueles diferentes esquecem que vivem num lugar construído por outros, viajam em qualquer meio de transporte inventado, projetado e construído por outros, vestem-se através dos outros, creem em seus deuses graças aos outros, pensam e sentem por causa dos outros, divertem-se a partir do que foi feito pelos outros, enfim, tudo está relacionado com os outros e depende dos outros. Os outros são, inclusive, condição inicial para existirmos aqui, pois foi preciso que dois diferentes se unissem para nos fazerem.

Olhando um pouco mais para trás no tempo, o que podemos dizer sobre nossa origem? Na carga genética de todos nós estão presentes os diferentes e os excluídos de hoje. Num exemplo comum aqui no Brasil, muitos dos que criticam os imigrantes esquecem que são descendentes dos que aqui chegaram devido às dificuldades que passaram em seus países de origem. Olhando numa escala de tempo um pouco maior, mas nem tanto, facilmente podemos constatar que somos todos, sem uma única exceção sequer, como um cão vira-latas. E isso é bom, pois aqueles que em poucas gerações resultam de cruzamentos apenas entre os próximos, gerando o que já foi chamado de “raças puras”, tendem a ser mais frágeis num prazo de tempo maior. O vira-latas foi gerado por uma inteligência bastante maior que a humana, tanto que criou e mantém este planeta e sua biosfera há bilhões de anos.

Diversidade em tudo é só o que há. Sempre foi, é e será. Viva!

Reflexões finais

  • Negar as nossas diferenças é o mesmo que fazer greve de fome. Não podemos negar por muito tempo o que nos faz sermos o que somos.

  • Negar a diversidade humana, que nos fez e da qual dependemos, é uma estultície. Devemos, sim, honrar tudo o que somos e essa multiplicidade inerente à vida e ao universo.

  • Para qualquer lado que olharmos, incluindo para dentro de nós mesmos, veremos sempre a diversidade. Sem ela, eu não estaria aqui escrevendo e você não estaria lendo. Nem nós e nem ninguém que você conhece estaríamos aqui. Nem todos os seus ancestrais teriam existido. Nem tudo em que você acredita. Estarei enganado?

  • Só é possível usufruirmos, temermos ou questionarmos a diversidade porque somos diversos, pois, caso contrário não existiríamos.

  • A humanidade está exterminando momentaneamente o meio ambiente terrestre, e talvez definitivamente a si própria, porque é governada por pessoas que temem a diversidade, são imaturas e esperam viver em segurança possuindo, a qualquer custo, tantas coisas terrenas quanto puderem. Nossos governantes são crianças medrosas.

  • Aos que temem a diversidade, um exercício de reflexão: se todos fossem como você, com sua mesma visão, habilidades e dons, você estaria vivendo num mundo com todas as múltiplas coisas das quais você usufrui?

  • Diversidade no dicionário Houaiss.
    Rubrica: ecologia.
    índice que leva em conta a abundância e a equitabilidade de uma comunidade.

  • A multiplicidade de raças, habilidades e funções é condição para nossa sobrevivência de uma forma minimamente decente. E é uma saída efetiva se for permeada de amor e orientada por uma intenção que priorize o bem de todos.

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