Sexo: satânico, oceânico ou tântrico?


Lá estava eu participando de um seminário quando entrei, meio que sem querer, numa conversa entre várias mulheres que estavam tomando sol durante o intervalo. Entrei no círculo delas, pois assim estavam dispostas, e não demorou muito para ver do que se tratava o assunto que tanta atenção chamava.

Todo homem com o qual uma mulher se relaciona sexualmente permanece conectado a ela por sete anos. Nesta conexão, ele fica sugando a energia da mulher – afirmou a que trouxe o assunto à tona.
– Mas da onde você tirou isso? – perguntei, intrometendo-me.
– Daqui! – e me mostrou um livro sobre feiticeiras que trata de magia e das fêmeas de nossa espécie.
– Ora, então basta vocês pararem de fazer sexo. Por sete anos queridas! Façam isso e, plim, terão toda a sua energia para vocês mesmas.
– Sete anos? – perguntou uma fazendo cara feia.
– Sem nada? – engoliu seco outra.

E começou uma série de comentários e exclamações, todos de repulsa à idéia.

– Sete anos? Sem nem uminha sequer? Pra que precisamos, afinal, dessa energia sobressalente.
– Queridas, eu voto contra!! – declarei enfaticamente.
E riram.
– Pelo que vi, vocês também. Bando de taradas que não suportam uns poucos aninhos sem dar – brinquei com elas.

O papo seguiu avaliando a teoria da questão, uma vez esclarecido que ninguém – graças a Deus –  faria nada contra essa prazerosa atividade. Imagina se cola essa moda entre elas? Impossível, sei, mas, imagine!

– Minhas amigas, como único homem na roda, sinto-me na obrigação de me manifestar.
– Tomei um gole do chá que já estava esfriando na minha mão e prossegui.
– Isso pode ser verdade. Sem dúvida, energia flui em tudo e, no sexo, muita. Mas esse é um caminho de duas vias. Ou vocês pensam que não tem o caminho inverso?
– É, mas os homens tiram energia de nós.
– E vocês de nós também – retruquei.

Mais um gole.

– Eu já quase desmaiei na hora H – continuei –  e senti claramente um enorme esvaziamento.
– Claro que esvaziou!!

E tive que ouvir um monte de piadinhas de minhas espirituosas amigas. Como não gostar delas?

– Ok, ok – e rimos.
– Mas falemos mais a sério. Temos três tipos de interações sexuais, segundo antigas crenças e pesquisas modernas em psicologia vivencial profunda. É amigas, precisamos saber do que estamos falando.
– Essas feiticeiras referem-se ao sexo do tipo satânico, do tipo oceânico ou do tântrico? – questionei.

Enquanto me olhavam, segui sem interrupção uma conversa em que me baseei numa leitura de Stanislav Grof (Grof, Stanislav; 1988; pág. 163-).

– Tudo é energia. E sempre há movimento. No sexo, isso é explícito.
– Sexo explícito? – brincou uma delas.
– Super explícito, vivo e quente! – repliquei piscando-lhe o olho.
– Mas, vamos lá gurias – segui – o sexo satânico é aquele que ainda é o mais comum no atual nível evolutivo da maior parte da humanidade e é aquele que tem sido, como se fosse necessário, massacrantemente incentivado.

Sexo Satânico

Sem entrarmos em detalhes sobre a quais arquétipos do mal se refere o uso do termo satânico neste caso, basta entendermos que esse é o sexo onde importa mais a satisfação do prazer, da libido e do uso do outro com este propósito. Nega-se qualquer sentido maior da vida e apega-se ao prazer simplesmente. O orgasmo é a medida da felicidade e do sucesso sexual. Quem tem orgasmo chegou ao que interessa. Quanto mais quantidade e intensidade, tanto maior a vitória. O sexo é uma luta do indivíduo contra a morte do corpo, contra a lei da vida e do universo, contra ao desapego do mundo físico. O sexo é uma batalha entre os participantes. Nas representações mais profundas desse formato não há limites. Estupros em série, violência e submissão, incestos, desvirginamentos fortes, contatos escatológicos, perversidades, afronta à ordem divina, ao respeito ao outro e a tudo em busca da entrega total ao deleite e ao prazer máximos.
Basicamente, poucos vão a tanto, mas a idéia é essa. Esse sexo não visa o ser humano, o outro e nem a elevação de espécie alguma, mas sim o mundo físico, o prazer e o orgasmo. O outro é apenas um caminho para a satisfação própria. Como somos criaturas de origem além material, esse sexo é uma forma de afrontar essa realidade. Satanás afronta a imutável ordem universal dada por Deus.

No sexo satânico faz sentido a luta pela energia e a apropriação da energia do outro para benefício próprio. Nessa forma de sexo pode existir o vampirismo energético, mas ele não é feito apenas pelo homem. Como homem afirmo que existem as mulheres vampiras que nos esgotam – afirmei.
– Fiquei com a impressão que estamos todos nesse sexo satânico. Não gostei do nome, mas parece que estamos todos nessa.
– Com exceções. Nem sempre é assim. Eu não sou assim na maioria das vezes!
– E eu não participo de orgias!

E seguiram-se gargalhadas e piadinhas sem fim.

– Também não entro em orgias, mas, fico curiosa…
– Eu já fiquei com dois caras. E ao mesmo tempo! Uau, que loucura!
– Nossa! E foi bom?
– Foi e não foi. No fim, não foi. Acabei me sentindo menos junta com qualquer um deles do que normalmente me sinto quando estou com apenas um. Acabou sendo muito mais físico e isso me desestimulou depois de tudo. Mais tarde, fiquei deprimida.
– É claro, pois não somos apenas animais em atividades procriativas. Até eles, ou alguns deles, já possuem suas preferências e sentimentos. – retruquei.
– Mas, queremos sair disso. Temos uma parte física que herdou as características do reino animal, mas temos uma alma que ama e quer ser amada. O excesso de vida material nos deixa muito solitários e tentamos preencher a vida com coisas, pessoas e prazer para esquecermos desta solidão. – continuei.
– Nós aqui brincamos com isso porque fazemos parte de um grupo de pessoas que já estão conscientes destas questões, mas, no nosso mundo, a maioria só sabe das verdadeiras necessidades humanas no fundo de seu inconsciente e nas memórias coletivas. Vivem adormecidos ainda e deixam o comportamento do animal dominar. E vivem sós, incompletos.
– Os bonobos – continuei – são nossos primos, grandes primatas. Perto deles somos assexuados. Os cães farejam uma cadela no cio e enterram, literalmente, seu focinho na vagina delas quando as encontram. Fazem sexo oral nelas ali mesmo, diante de todos, e partem para os finalmentes. Ou tentam. Isso é o que nos ordena nossa raiz animal. Mas, somos mais do que isso.
– Isso é que é homem! – disse uma delas abraçando-me sensualmente – Um homem sensível e que não é bicha. Conheço só algumas bichas sensíveis e outras que nem isso são. Como é bom estar com um homem que é homem, que demonstra seus sentimentos e que está além da pura conquista sexual, mas sem negá-la.
– Todos somos sensíveis e sabemos, mas alguns estão embriagados por uma vida puramente física – disse após beijá-la (na face).
– Esse sexo satânico é aquele que nos diz para pegar todo mundo. Os homens, pelo seu próprio instinto masculino, querem comer todas as mulheres. Esse é o sexo que, após concretizado e atingido o prazer, nos faz querer ter o outro distante.
– Já passei por isso.
– Sim – continuei – acho que todos nós. Ouvi falar de um rico e famoso ator de cinema norte-americano que pagava prostitutas apenas para ter o direito de mandá-las embora depois, já que para levar mulheres para sua cama não havia dificuldade alguma.
– Claro, as mulheres não querem ele, mas o que ele representa, o que ele pode propiciar – disse uma das amigas – e gente assim queremos longe.
– Sexo satânico! – finalizei – satânico queridas.

Sexo Oceânico

Agora imagine que duas pessoas se conheçam e se amem. Imagine que estas duas pessoas já sejam suficientemente evoluídas para terem consciência sobre o que é o ser humano acima do reino puramente animal. Imagine que elas, num consenso espiritual, decidam envolver-se sexualmente para um propósito de elevação mútua, através do verdadeiro entrelaçamento dos aspectos feminino e masculino, do yin e do yang. Imagine que elas possam fazer isso usando do amor como cola e força motriz. Imagine também que o sexo não seja mais apenas um recurso de reprodução ou de fonte de prazer e que este prazer não é mais o objetivo final.
Duas pessoas, nestas condições, podem usar do sexo como caminho para uma experiência cósmica. O objetivo, aqui, passa a ser alcançar um estado transcendental de união dos princípios masculino e feminino e, assim, elevar a consciência de seus praticantes para um nível superior. A união genital e o orgasmo passam a ter papéis secundários e a serem parte dos meios e não o fim em si.
O sexo oceânico é alegre e um nutriente fluxo e troca de energias lembrando uma dança e não uma descarga libertadora após um período de luta e grande esforço, como no caso do sexo satânico. Ele possibilita, se praticado com amor por pessoas que já tenham maturidade para isso, atingir-se a experiência da perda dos próprios limites e da fusão com o parceiro numa unidade.
Quanto ao puro prazer, finalidade última do sexo satânico através do uso dos outros, ele é, aqui, superior ao atingido no sexo satânico, apesar de não ser esta a finalidade. No sexo oceânico os participantes podem atingir um momento orgástico de intensidade superior e com duração mais prolongada. Além disso, a energia que flui para fora da pessoa no orgasmo não é simplesmente “roubada” pela outra, mas funde-se com a dela e retorna, aumentada e transformada numa complementaridade masculino-feminino. Após um orgasmo oceânico, a tendência dos parceiros é permanecerem em íntimo contato físico e interação amorosa não genital. Há, neste momento, um forte componente espiritual. Tal estado não pode ser atingido com os recursos anteriores, comuns ao mundo animal, mas apenas num estado superior de envolvimento espiritual. E não pode acontecer sem amor, entrega e doação.

– Isso é maravilhoso! Eu já tive experiências “oceânicas” e posso afirmar que é bem assim que acontece.
– Eu também, sei e já vivenciei. Mas é difícil. Faz tempo que perdi esse contato com meu companheiro.
– E eu preciso conhecer um homem assim. Só me aparecem aqueles que querem trepar, sumir e reaparecer quando desejam para trepar e sumir novamente.
– Sugiro que você se esforce em você mesma não querer esse tipo de abordagem sexual, caso lhe desagrade. – disse eu a ela – Como o sexo não pode ser unilateral, creio que atraímos aquilo no qual nós próprios estamos sintonizados.
– Eu, por exemplo, gostaria de atrair mulheres que só queiram dar pra mim, mas só me aparecem possibilidades mais profundas do que isso. – brinquei.

Riram, e fizeram mil piadinhas. Ouvi não sei quantas vezes a comum afirmação: “homem é tudo a mesma coisa”.

– Tá legal gurias, eu só estava brincando. Se nem disponível estou, como poderia desejar uma confusão destas?
– O fato é – continuei – que uma vez que atingimos um certo nível de desenvolvimento, já não podemos mais retornar. Neste caso, uma vez que já temos a capacidade de ultrapassar os meros instintos e comportamentos já presentes no mundo animal, não podemos mais nos satisfazer com eles. Uma vez aumentada a consciência, não há retorno.
– Acho que ninguém fica feliz apenas no nível satânico do sexo – comentou aquela que detinha o livro das feiticeiras.
– Também acho, pois mesmo a pessoa menos evoluída já deve estar adiante do reino animal.
– Sem dúvida. – comentei – Todas as pessoas que conheci que se dedicaram a muito sexo, colocando-o como prioridade e endeusando o orgasmo, me declararam estar infelizes. No fim, apenas buscam alguém que as queira e não a qualquer um.
– Se o puro sexo satânico fosse a solução, possivelmente nada superaria a contratação de serviços profissionais e, de vez em quando, algumas conquistas só para acariciar o ego pessoal e a vaidade – finalizei.
– Concordo! – declarou uma das lindas mulheres que ali estavam.
– Mas, assim como se pode ir adiante do puro orgasmo satânico, também é possível ultrapassar o compartilhamento amoroso da energia sexual do sexo oceânico. É o que dizem os que conhecem na prática o sexo tântrico – concluí.

Sexo Tântrico (Maithuna)

A energia sexual é extremamente forte e pode ser usada para fins de transcendência do nível de consciência corrente e de iluminação dos praticantes. A idéia é canalizar toda a energia que era usada apenas para o prazer orgástico do sexo satânico, um objetivo básico que não nos distancia muito dos animais, ou usada para o compartilhamento, elevação e enlace amoroso dos amantes no sexo oceânico, um objetivo digno do ser humano, para propiciar uma energização consciente de todos os nossos corpos (físico, etérico e astral) com fins de nos elevar consciencialmente. Aqui a meta torna-se a iluminação e a transcendência. O enlace genital e a energia sexual passam a ser apenas meios convenientes.
No sexo tântrico evita-se os excessos de movimento (podendo não haver movimento algum), a descarga orgástica e a ejaculação masculina. Não há liberação de elementos procriativos, os espermatozoides masculinos e os óvulos femininos. A idéia central da maithuna é que a liberação espiritual não é alcançada ao se evitar os desejos e paixões, mas pela sua transformação no clímax do ritual, onde os parceiros assumem posturas iogues sexuais especiais (tantra asanas). Eles respiram e meditam juntos, em completa união genital, num esforço concentrado para prolongar e explorar o instante antes da descarga orgástica.
Não há como conseguir chegar a este nível sem esforço e consciência sobre o que está se buscando, o que torna esta forma de ato sexual inacessível aos que se interessam apenas pelo prazer. E quanto ao puro prazer, que aqui é apenas um efeito colateral, a prática da maithuna leva ao orgasmo contínuo, imensamente mais forte do que o orgasmo do ato sexual comum. Mais forte e mais duradouro, podendo perdurar por várias horas.

O que acontece na maithuna é que toda a energia, que antes ia fora, retorna para dentro e levanta a kundalini, uma energia espiritual oculta e adormecida no ser humano comum. A kundalini, situada na base da coluna vertebral, no osso sacro do corpo físico, quando na sua forma ativa, ou shakti, percorre os dois canais de energia ida e pingala que se erguem de cada lado do canal raquidiano principal, denominado sushumna, através deste ato sexual. O canal sushumna, a ida e a pingala são canais etéricos que se elevam do osso sacro até o bulbo raquidiano, na base do crânio. Esta elevação da kundalini provoca a abertura e a ativação dos sete principais chacras.

– Já ouvi falar várias vezes sobre o orgasmo tântrico e até entendo o processo, mas nunca tentei nada semelhante.
– Confesso que pouco sei sobre isso. – respondi –  Na verdade, só recentemente me inteirei dessa possibilidade sexual. O que sei é que a suposição inicial que ouvi aqui, de que a mulher é sugada energeticamente durante sete anos pelos homens com quem transou, parece-me infundada no sexo satânico e impossível nos outros.

Plim! Tocou o sino chamando a todos para a continuação do seminário. Várias colegas concordaram em continuarmos esta conversa numa outra ocasião e com mais tempo.

Referências:

  1. Grof, Stanislav; 1988 (University of New York, 1985); “Além do Cérebro – Nascimento, Morte e Transcendência em Psicoterapia”; McGraw-Hill do Brasil Editora Ltda.
Anúncios

Sobre Luciano Pillar

Brasileiro de Porto Alegre, RS. Segundo um leitor: "Capaz de despertar as pessoas através das letras, mesclando temáticas improváveis e fazendo-as chegar a conclusões maravilhosas". Veja mais aqui.
Esse post foi publicado em amor, competição, comportamento, conto-adulto, contos, cooperação, espiritualidade, evolução, homem, iluminação, mulher, sentimento, sexo e marcado , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

20 respostas para Sexo: satânico, oceânico ou tântrico?

  1. Nísia Santos disse:

    Que bom que esclareceste,Luciano,”nem disponível estou”!

    Porque teu discurso foi de deixar qualquer mulher no mínimo curiosa,se não interessada em te conhecer….rsrsrs
    Ni

    • Oi Nísia.
      Será mesmo que as mulheres se interessam por esses discursos? Talvez algumas, mas acho que a minoria. Essa minoria também me interessaria conhecer, mas…

  2. Alexandre P. Cassel disse:

    Achei legal esse esquema do diálogo, dá uma dinâmica melhor ao texto.
    Com relação ao sexo tântrico, só um detalhe: ficar horas metendo, mesmo sem ejacular, sai um monte de esperamatozóides junto com o líquido seminal, aquele que vai saindo antes, quando o cara tá com um puta tesão. Não tem tantos como no esperma mesmo, mas tem o suficiente pra engravidar a mulher. Quanto ao resto, que maravilha!!!

    • Alexandre,
      acho que a função do sexo tântrico não é ser uma garantia anti-gravidez, mas sim uma forma de usar a energia sexual como um possível caminho para se ampliar a consciência. Na forma satânica, o sexo é um fim em si e no tântrico ele é um caminho.
      Essa é minha impressão sobre o tema.
      Um abraço.

  3. Van Hendrix disse:

    Luciano disse:
    “- Tá legal gurias, eu só estava brincando. Se nem disponível estou…”

    Como justificar a estranha manifestação de Luciano?
    a) As “gurias” eram pedreiros de peruca;
    b) Luciano não dá conta de cinco;
    c) Patroa do Luciano anda lendo o blog;
    d) Nenhuma! Interna!

  4. Fernando disse:

    Texto maravilhoso, claro, límpido, didático e “dinâmico”, muito fácil de entender!

    Concordo plenamente com tudo o que foi dito, e, apreciei o bom humor no comentário acima! …Muito legal!

    Só fica um “quêzinho”: racicionando e refletindo sobre o texto, e sobre a realidade que nos rodeia, percebemos o QUANTO ainda temos para evoluir nesse “assunto”…

    Mas, podemos considerar o TEMPO como “infinito”, de maneiras que, mais dia, menos dia, (mais milênio, menos milênio) TODOS chegaremos “lá”!

    • Van Hendrix disse:

      Fernando disse:
      “Mas, podemos considerar o TEMPO como “infinito”, de maneiras que, mais dia, menos dia, (mais milênio, menos milênio) TODOS chegaremos “lá”…”

      Se eu quero “chegar lá”, devo me apressar… sou finito. A consciência de “ser efêmero” é desconfortável, porém, inescapável. Mas nós, ainda q transitórios, podemos ser transitivos, agentes de transformações, como sementes ou catalisadores de “boas” mudanças. O amigo Luciano é um exemplo.

      • Caro Van Hendrix, agradeço a participação.

        Tento fazer o que posso com as palavras para o bem de todos. Espero conseguir, pelo menos um pouco.

        Grande abraço.

      • padrelevedo disse:

        Van Hendrix, nosso corpo é finito, mas nosso espírito, este continua sempre evoluindo infinitamente.

        • É o que parece ser, caro padre.

          Ontem vi um comentário de Carlos Páez Vilaró no qual ele disse que estava incomodado com o uso que damos à expressão evolução e complementou com: “Eu não evoluo. Eu sou”. Com isso ele disse que ele é no presente, único momento para realizar. Sinto que evoluímos, ou cresecemos em consciência, com o tempo, mas também noto que usamos a idéia de uma vida muito longa ou infinita como desculpa para não sermos agora. Tenho me esforçado para ser agora.

          Grande abraço do amigo Luciano

    • Obrigado Fernando!

      Acho que a idéia é: temos muito o que andar. Acho que isso é bom.
      Quanto a nós, espiritualmente podemos viver muito, mas gosto do que disse o Saramago: “Não tenha pressa, mas não perca tempo”.

      Um abraço.

  5. Fernando disse:

    Só um “apêndice”…

    Por definição, INFINITO é algo que não tem nem começo, nem fim.

    Entretanto, eu sempre lembro da explicação de um professor, lá nos “meus tempos de física na UFRGS”: “O que é infinito? …Infinito podemos considerar alguma coisa que é muito maior do que a nossa percepção. Por exemplo, as galáxias estão tão distantes de nós, em nosso sistema de medida terreno, que podemos considerá-las no infinito.”

    Então, quando penso nos TEÓRICOS bilhões de anos estimados para a duração do Universo, eu imagino o que poderiam ser míseros 75 anos (expectativa de vida terrestre de um ser humano saudável), 510 anos da descoberta (oficial) do Brasil, 2010 anos da visita do nosso Mestre, dos 6 mil e vários da escrita, dos 40 e tantos mil da espécie humana… Enfim… Em centenas de milhões de anos, ninguém mais será “atrasado”!

    E camarada Van Hendrix: Pode ter certeza que a VIDA é eterna sim!

    (…e se não for, te garanto que a gente não perde nada por acreditar nisso!) 🙂

    • Caro Fernando, boa a sua colocação.

      Realmente, considerando uma escala temporal grande e a vida como não terminando com a morte, todos terão seu tempo para aprender. Imagine o seguinte, se é que há tempo (mas aí o papo já é outro): o universo inicia, evolui e finaliza. Dentro dele, tudo segue o mesmo destino. Neste contexto, nada escapa da evolução até o desfecho final. Se o universo contém consciências (e há várias suposições e observações que a consciência está em tudo), então todas evoluirão até seus máximos e aglutinar-se-ão numa coisa só (consciência una) no final. Materialmente falando, ainda estamos no início, pois a maior parte do universo ainda é hidrogênio. Tem muita coisa pra se fundir ainda em materiais mais complexos.

      Fora isso, também sigo sua filosofia para casos de dúvidas: “se não for, te garanto que a gente não perde nada por acreditar nisso!”. Boa!

      Ah, acho que o ser humano está aqui há mais de 40.000 anos. Os primeiros descobertos com nossa configuração, se bem me lembro, têm 180.000 anos. Preciso averiguar!

      Um abraço.

  6. Mili disse:

    Oi!
    Gostei do post e também dos mais variados comentários que aprofundaram em raízes em mais assuntos eternos.
    É a vida, rica e feita de múltiplas fases de consciencias que não involuem jamais, apenas são manifestadas através de todas as ações e suas consequentes reações.
    Abraços,
    Mili

  7. Ricardo Losada Gaspary disse:

    Amigo Luciano,
    Que surpresa agradável o teu blog. Este texto e as discussões que o sucederam são a prova cabal de que a internet pode restabelecer em parte o que a “evolução” do homem nos privou na sociedade moderna dos meios de comunicação tradicionais: espaço para se divertir, aprender e compartilhar idéias com pessoas inteligentes. Pedigree!
    Grande abraço, Losada.

    • Seja bem-vindo Losada!
      Pois é, a internet tem seus benefícios. Precisamos dar uma garimpada, mas sempre se acha alguma coisa. Este blog está aberto a teus comentários, ok?
      Até um próximo encontro de nossa turma 79!
      Abração.

  8. Pingback: Amores possíveis | TRINK

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s