Retorno após recolhimento de cura


Amigos, TRINK retorna, após seu maior período de inatividade. Como seu autor, peço desculpas. Esse afastamento aconteceu devido a um trabalho de cura pessoal durante o qual não me senti à altura de escrever com o devido respeito que tenho para com os leitores. Preferi a ausência das palavras àquelas que nada dizem. A cura de todos, nesse período de grande, rápida e inevitável transição da humanidade, será um tema a ser mais explorado daqui em diante em TRINK e em outros trabalhos que virão.

É uma grande alegria para este autor o reencontro com seus leitores e amigos.

Cura?

Do que quero me curar? De uma doença que praticamente todos sofrem. Daquela que entendo ser, de longe, a mais disseminada e perigosa doença que acomete a humanidade. Como não tenho um nome melhor para ela, usarei o termo normose, ou a patologia da normalidade (WEIL, LELOUP & CREMA,2011). Ser normal hoje é ser doente. Por quê? Olhe para a humanidade, que nada mais é do que o resultado dos pensamentos, sentimentos e ações de todos nós e de nossos antepassados. Olhe para ela de forma imparcial, como se não fizesse parte dela. O que você vê é algo saudável? Ora, se não é, é porque seus integrantes também não são. Sim, eu sei que pessoalmente ninguém é culpado de nada. Nunca ninguém é, pelo menos é o que todos dizem. Entretanto, estamos numa rota suicida.

A cura pessoal como cura da humanidade

Como integrantes da humanidade, estamos unidos não só fisicamente, mas mentalmente, emocionalmente e animicamente. O inconsciente coletivo de Jung (JUNG, 2007), a noosfera de Chardin (CHARDIN, 2007), os corpos humanos sutis que se interpenetram quando próximos, conforme descritos por tantas tradições e autores, como Rudolf Steiner, e também pelo fenômeno do entrelaçamento, pelo qual sistemas de energia tendem a se harmonizar quando estão próximos, descrito pelo Dr. Amit Goswami, entre outros. Quem não experimentou a famosa”transmissão de pensamentos”, quando pensamos em alguém e essa pessoa aparece, ou pensamos juntos alguma coisa? Quem não ficou mais alegre ou pesado quando outra pessoa se aproximou e, mesmo sem nada dizer, trouxe com ela esse “clima”?

Uma forma de ver a humanidade é como um ser em si mesmo, assim como uma colméia. Sendo assim, não há como curar de verdade a humanidade sem curarmos a nós mesmos. “Seja você a mudança que quer ver no mundo” – já disse Gandhi, se não me engano. Minha mãe me deixou esse recado por escrito antes de partir: “Quando um espírito se ilumina, todos ao seu redor se iluminam”. A técnica de apenas fazermos leis, e as punições ao seu descumprimento, são uma solução de curto prazo aos sintomas da doença da humanidade e não trarão a sua cura, já que os protagonistas da história humana permanecerão os mesmos.

Devemos também entender que cura absoluta parece não ser a questão. Acredito que a cura absoluta deva ser algo como a reunião com o criador. Cura, para nós, é subirmos mais um degrau na evolução de nossa consciência. Se pudermos, ao menos, sair desse mundo grosseiro, onde ainda estamos no nível de predadores, já teremos dado um grande passo. Por agora, esse é nosso compromisso.

Pressa

Considerando a extensão dos atuais problemas de nossa humanidade, podemos ter como certo seu fim, tal e qual a conhecemos, num futuro não muito distante. Esse fim já iniciou. O mar já está recuando. Não duvido que, ainda durante nossa geração, a onda da tsunami virá.

Todos sabemos que tudo se acumula e que semelhante atrai semelhante. Boas ou más ações acumulam suas consequências com o passar do tempo. Não há como uma doença não tratada e que não abandona seu hospedeiro não deixar neste consequências cada vez maiores até o dia que os problemas tornem-se fatais. Sujeira embaixo do tapete é limitada pelo tamanho do tapete, pela quantidade de sujeira e pelo tempo em que esse falso artifício de limpeza for utilizado. Assim é. Consequentemente, assim é com a Terra e a humanidade. Estamos numa inevitável rota de terminação.

Felizmente, ao mesmo tempo que os problemas da humanidade a levam rapidamente para uma forte e traumática transição, muitos recursos e condições de cura estão surgindo para todos. Enquanto a maioria continua afundando cegamente, muitos estão despertando e transformando-se. Não abordaremos aqui, nesse momento, nem os problemas e dificuldades da humanidade nem o movimento do despertar, pois essa é apenas uma visão por alto sobre as principais razões da interrupção e do retorno de TRINK. Nas próximas edições, TRINK irá tratar disso com maior aprofundamento.

Do que precisamos?

Mudar nosso comportamento no presente, agora mesmo, onde estamos. Cada um de nós . Devemos acordar do que temos sido. Devemos saber como ser (pensar, sentir, agir) agora, onde estamos, conosco e com os outros e vigiarmos constantemente nosso comportamento, pensamento e sentimentos.

Para acordar é necessário relembrarmos nossa origem, natureza e propósito. Para isso, teremos que novamente considerar questões maiores, ou um alcance maior de visão, na qual vemos um universo espiritual, seres superiores, nosso caminho maior, a evolução e nosso ponto atual nesse caminho, e essas coisas. De fato, a terminação da humanidade  é muito mais do que física. Trata-se de uma etapa de término do tempo de aprendizagem para esse nível, onde alguns passarão para um nível superior de consciência e outros, creio que a maioria, não. Mas, não aprofundaremos mais essa questão aqui. De novo, isso será tema para as próximas publicações de TRINK.

Cura!

Estamos unidos. Somos um ser humanidade. Cada um de nós sente, pensa, e é influenciado por todos. Não há como fazermos leis locais e fazê-las cumprir esperando que isso, apenas, nos conduza a um mundo justo. Não há como cada um fazer boas ações enquanto pensa e sente negativamente e, ainda assim, esperar estar bem. O pensamento é real, existe concretamente e tem poder criativo. Não há como estarmos em nosso país com um bom salário, fazendo turismo nas férias, presenteando nossos filhos, dirigindo bons carros, nos divertindo e levando um suposta vida boa enquanto muitos passam fome, vivem na miséria, são escravizados e mortos, vivem num país em constante guerra sem saber se terminarão vivos o dia de hoje. No mundo da noosfera, dos pensamentos e das almas que se unem, todos somos afetados. Não há como se obter felicidade entre as pessoas se algumas estão infelizes.

A mudança real começa dentro de nós mesmos. A cada instante precisamos vigiar e direcionar, pela nossa força de vontade, nossos pensamentos e sentimentos em direção à Luz. Precisamos meditar e ouvir aquele que somos e reside dentro de nós.

Cure-se. Ajude os outros e faça o bem sim, mas, mais importante e em primeiro lugar, cure-se! Se você não se curar, não adiantará todo o mundo se curar. Não para você. Há um limite de tempo a partir do qual aqueles que não se curarem (não darem o próximo passo esperado nessa fase evolutiva) não poderão seguir adiante junto com os que derem esse passo. Isso é uma Lei universal, observada em tudo o que há e do qual fazemos parte.

O que está por vir será definitivo para a humanidade. Será definitivo para todos. Será definitivo para você. Onde você quer estar? Depende de você. Os recursos estão cada vez mais ao nosso lado, assim como a confusão e as distrações que nos manterão paralisados enquanto afundamos.

Onde você quer estar? Depende de você!

Referências bibliográficas:

CHARDIN, Pierre Teilhard de. O Fenômeno Humano. Trad. José Luiz Archanjo, Ph.D. São Paulo: Cultrix, 2007. 392 p.

JUNG, Carl Gustav. Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. Trad. Dora Mariana R. Ferreira da Silva e Maria Luiza Appy. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2007. 447 p.

WEIL Pierre, LELOUP Jean-Yves & CREMA, Roberto. Normose: a patologia da normalidade. Petrópolis: Vozes, 2011. 237 p.

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Sobre Luciano Pillar

Brasileiro de Porto Alegre, RS. Segundo um leitor: "Capaz de despertar as pessoas através das letras, mesclando temáticas improváveis e fazendo-as chegar a conclusões maravilhosas". Veja mais aqui.
Esse post foi publicado em Amit Goswami, Carl Gustav Jung, espiritualidade, evolução, Jean-Yves Leloup, Mahatma Gandhi, meditação, mente, pessoal, pessoas, Pierre Weil, retiro, Roberto Crema, Rudolf Steiner, sentimento, Teilhard de Chardin e marcado , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Retorno após recolhimento de cura

  1. Fernando disse:

    Tchê! …Me deu um “pressentimento” que eu devia aparecer por aqui, HOJE!

    E me “surpreendi” com esta publicação!

    Te entendo, meu camarada, há meses que eu venho sentindo uma “pressão” esquisita, sem explicação, e que ME INCOMODA MUITO!

    É como se eu SOUBESSE que algo “ruim” está para acontecer…

    Em paralelo a isso, fiquei sabendo que só na semana passada, três grandes tempestades ocorreram no Sol, inclusive a maior de 2013.

    Isso é um sinal “físico” muito notável… Como TUDO está interligado, o Sol terá uma participação importante nesse processo de TRANSIÇÃO PLANETÁRIA.

    Estou me esforçando cada vez mais para manter o controle, e, prosseguir no caminho…

    Deus sabe que não tem sido fácil…

    Fraterno abraço, meu camarada! …Que bom que tu “voltou”! 🙂

    Fernando, de Santa Maria.

    • Luciano Pillar disse:

      Salve Fernando!

      É bom voltar e bom ver que os amigos de TRINK estão por aqui.

      Acho que estamos sim numa enorme e rápida mudança e isso sempre é incômodo. Entretanto, toda mudança tem, ou pode ter, seu aspecto positivo. Quanto a esta, creio que é perigosa, mas necessária. Há algo acontecendo em escala mundial. A sociedade humana não é auto-sustentável e, sendo assim, é só uma questão de tempo para ela ruir. Não é preciso ser um Nostradamus nem muito iluminado para perceber essa lógica. A questão é saber o que está em jogo e o que define o limite a partir do qual alguns passarão e outros não. A maioria ainda dorme e pensa que tudo é uma questão física e que sobreviverão os mais poderosos materialmente. Grande engano. Enquanto isso, a perda da sanidade mental vai aumentando. Você já reparou como a maioria das pessoas está ficando mais maluca?

      Busquemos a visão correta. Busquemos a verdade. E, coragem! Definitivamente, esse não é um mundo para os que não tem coragem.

      Saudações,
      Luciano

  2. Fernando disse:

    eh eh

    Poisé, meu amigo! …Por isso que eu fiz questão de escrever “ruim”, bem assim, entre ASPAS, porque, no fundo, dessa “coisa ruim”, pode surgir coisas boas, mudanças, transformações, em uma palavra: EVOLUÇÃO!

    E seguimos na “luta”! 🙂

    Forte abraço!

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